Área 03 - Ciências Humanas e Lingüística, Letras e Artes

Índice

  1. ABORDAGEM DE ENSINO PARA A GERAÇÃO NET
  2. “A PRODUÇÃO DE DISSERTAÇÕES E TESES SOBRE EDUCAÇÃO SUPERIOR NO BRASIL – O PERÍODO 1985-1994”
  3. “TERRITORIALIDADE NA DINÂMICA CULTURAL DE UM REMANESCENTE QUILOMBOLA EM ITAPOCU, SANTA CATARINA”
  4. A comunicação social no Programa Para Saber Viver da Univali – Contribuições e Desafios
  5. A DISCIPLINA “PRODUÇÃO DE TEXTO” A DISTÂNCIA: DESAFIANDO ESPAÇOS E TEMPOS NA FURB
  6. A HISTÓRIA DO ENSINO PÚBLICO DE JOINVILLE ATRAVÉS DA MEMÓRIA DOS ATORES ESCOLARES NAS ESCOLAS ISOLADAS
  7. A literatura de corpo presente no "Vôo da Madrugada"
  8. A METODOLOGIA DA PROBLEMATIZAÇÃO E A INDISSOCIABILIDADE ENTRE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO
  9. A NOTÍCIA VAI À ESCOLA E A ESCOLA VIRA NOTÍCIA
  10. A PERCEPÇÃO DOS DOCENTES INTEGRALIZADORES EM UM CURRÍCULO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM
  11. A POLÍTICA DOS 9 (NOVE) ANOS DE ENSINO FUNDAMENTAL: UM ESTUDO SOBRE A ORGANIZAÇÃO DO CURRÍCULO NA REDE MUNICIPAL DE JARAGUÁ DO SUL – SC.
  12. A UNIVERSIDADE CUMPRINDO SEU PAPEL DE ASSESSORIA ÀS COMUNIDADES ORGANIZADAS/ BLUMENAU
  13. AFETIVIDADE: ELEMENTO FUNDAMENTAL NA EDUCAÇÃO INFANTIL
  14. AGÊNCIA EXPERIMENTAL: CONTRIBUIÇÕES PARA A FORMAÇÃO PROFISSIONAL EM PUBLICIDADE E PROPAGANDA
  15. AMA - ARQUEOLOGIA NA MATA ATLÂNTICA, OS SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS DO RIO FACÃO – RIO FORTUNA – SC.
  16. Ampliação dos significados da monitoria universitária
  17. ARGUMENTAÇÃO E REDAÇÃO II: Uma proposta pedagógica participativa
  18. AS ESCOLAS ÉTNICAS NA REGIÃO SUL CATARINENSE E OS REFLEXOS DA POLÍTICA DE NACIONALIZAÇÃO DO ENSINO
  19. ASSESSORIA AO GT REDE DE PROTEÇÃO ÀS PESSOAS EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA INTRAFAMILIAR DE BLUMENAU
  20. ATENDIMENTO DE APOIO ÀS CRIANÇAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS
  21. ATIVIDADE INTEGRADA: UMA EXPERIÊNCIA NO CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA DA UNESC
  22. ATLAS HISTÓRICO DA REGIÃO DA BAIA DA BABITONGA
  23. AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL: UM CAMINHO PRA A REESTRUTURAÇÃO
  24. BLOGS E O LETRAMENTO DE ADOLESCENTES COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS.
  25. CAPACITAÇAO DO PROFESSOR ON-LINE NA UNISUL VIRTUAL
  26. CENÁRIOS DE FORMAÇÃO DOCENTE E IDEÁRIOS PEDAGÓGICOS
  27. COLCHA DE RETALHOS ENTREMEANDO HISTÓRIAS
  28. COMUNICAÇÃO E SAÚDE - MEDICINA E JORNALISMO EM INTERAÇÃO
  29. CONSTRUÇÃO DE OBJETOS PEDAGÓGICOS PARA A MEDIAÇÃO DA APRENDIZAGEM
  30. CONSTRUINDO UM PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO: A EXPERIÊNCIA DO CEART-UDESC
  31. DEGRA – UMA INVESTIGAÇÃO ACERCA DA GRAVURA COMO RECURSO DE LINGUAGEM VISUAL E SUA CONTRIBUIÇÃO AO ENSINO NO CURSO DE DESIGN
  32. DESENVOLVIMENTO E ALEGRIA NO LAR
  33. DIREITOS DEVERES E CIDADANIA: O ECA NA COMUNIDADE ESCOLAR
  34. Ensino de língua portuguesa - concepções e práticas de ensino
  35. ENTENDENDO A SEXUALIDADE INFANTIL: UM PROBLEMA TRABALHADO COM EDUCADORES DO CENTRO DE EDUCAÇÃO INFANTIL
  36. ESCANER E GRAVAÇÃO EM ÁUDIO DE TEXTOS PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL DA EDUCAÇÃO BÁSICA E SUPERIOR DO MUNICÍPIO DE RIO DO SUL
  37. ESTUDO DE CASO: O CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO E A IMPLANTAÇÃO DO ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS
  38. FEIRA LIVRE PARA ESTUDANTES DE MODA DA REGIÃO.
  39. GÊNERO E POLÍTICAS PÚBLICAS DE PROTEÇÃO ÀS MULHERES: DIÁLOGOS ENTRE A UNIVILLE E A CIDADE DE JOINVILLE
  40. GÊNEROS DO DISCURSO: PROPOSIÇÕES DE ELABORAÇÃO DIDÁTICA
  41. HORA DO COLÓQUIO
  42. IMPLEMENTAÇÃO DA LEI MARIA DA PENHA NA ÓTICA DOS ÓRGÃOS RESPONSÁVEIS EM BLUMENAU/SC.
  43. INDICADORES DE SUSTENTABILIDADE RESULTANTES DA ASSISTENCIA SOCIAL PRESTADA ÀS FAMÍLIAS DO ENTORNO DA UHE BARRA GRANDE
  44. INDIZÍVEL FRONTEIRA: A LITERATURA DE AUTORIA FEMININA NA PRISÃO
  45. Interdisciplinaridade da Pesquisa para o ensino e a Extensão: a experiência do Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa em Administração, Relações Internacionais e Turismo – NIPART/UNISUL/Norte da Ilha.
  46. INTERESSES DE HUMANOS E DE NÃO HUMANOS. UMA ANÁLISE DA PROPOSTA DE “ABATE HUMANITÁRIO” E SUAS IMPLICAÇÕES NO MEIO VALE DO ITAJAÍ.
  47. INVESTIGANDO CONCEPÇÕES DE LITERATURA POR MEIO DAS PERCEPÇÕES E REPERTÓRIO DOS LEITORES MIRINS UTILIZANDO AMBIENTES COLABORATIVOS
  48. INVESTINDO NA FORMAÇÃO ESTÉTICA DOS/AS ACADÊMICAS/OS.
  49. JOGOS E MATERIAIS INSTRUCIONAIS NA APRENDIZAGEM DA MATEMÁTICA NAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
  50. Literaturas do presente
  51. LUGARES DE MEMÓRIA, MEMÓRIAS DE LUGARES... DIFERENTES OLHARES PARA O PATRIMÔNIO CULTURAL DE JOINVILLE.
  52. MARCOS SISCAR E A POESIA DO PRESENTE
  53. MUSEU DA INFÂNCIA
  54. NAS ONDAS DA RÁDIO UDESC: Uma perspectiva intencional de Educação Sexual num espaço educativo não formal.
  55. NO FIO DA MEMÓRIA: HISTÓRIA E PATRIMÔNIO CULTURAL NA CONTEMPORANEIDADE
  56. NÚCLEO DE ESTUDOS LINGÜÍSTICOS – REPENSANDO O DIÁLOGO COM A COMUNIDADE
  57. NÚCLEO DE EVENTOS DA UNIPLAC
  58. NÚCLEO DE ORIENTAÇÃO A PESSOA COM NECESSIDADES ESPECIAIS
  59. O desenvolvimento da percepção musical na educação especial
  60. OFICINA PARA OS COMPONENTES CURRICULARES DO ENSINO FUNDAMENTAL
  61. Os projetos integradores como desafio à interdisciplinaridade em cursos de graduação da Unisul
  62. PERFIL DE DEPENDENTES QUÍMICOS EM UMA COMUNIDADE TERAPÊUTICA: SUBSÍDIO PARA A INTERVENÇÃO NUTRICIONAL CONTEXTUALIZADA
  63. PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO SITUACIONAL NO INTERNATO EM ATENÇÃO BÁSICA NO CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM
  64. Planejamento, desenvolvimento e avaliação de uma disciplina do núcleo
  65. POLÍTICAS ACADEMICAS DA PRÓ-REITORIA DE ENSINO DA UDESC
  66. Prática docente: uma experiência inovadora
  67. PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS E A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE PROFISSIONAL DO DOCENTE EM FORMAÇÃO
  68. PROGRAMA ALFABETIZAÇÃO REGIONAL: DINÂMICAS DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NO CONTEXTO DA NOVA PROPOSTA DE FORMAÇÃO DE PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA NA UNOESC, CAMPUS DE XANXERÊ
  69. PROGRAMA DE ALFABETIZAÇÃO REGIONAL
  70. Programa de aperfeiçoamento do acadêmico ingressante
  71. Programa de Extensão Clubes de Teatro
  72. Programa Esperança
  73. PROJETO ARTE NA ESCOLA: PENSANDO A FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE ARTE NA PERSPECTIVA DA PRODUÇÃO DE ARTE
  74. PROJETO DE FILANTROPIA E ASSISTENCIA SOCIAL UNOESC COMUNIDADE – UNITI - VIDEIRA – SC
  75. PROJETO DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL: SENSIBILIZANDO E POTENCIALIZANDO ADOLESCENTES PARA A ESCOLHA PROFISSIONAL
  76. Projeto quem não lê, não escreve: parceria interinstitucional de responsabilidade social
  77. Realização de diagnósticos em saúde mental da infância no município de Chapecó/SC
  78. SEMIC I: EXPERIÊNCIAS COM PROJETOS EDUCATIVOS
  79. Sensibilização de crianças, adolescentes e família para a importância da escola na erradicação do trabalho infantil
  80. SENTIDOS PARA ATIVIDADES DE LEITURA E ESCRITA NA ESCOLA
  81. SETOR ARTE E CULTURA - UNESC
  82. SIGNIFICADO DA ESCOLA PARA PAIS, MÃES, ALUNOS/AS, FUNCIONÁRIOS, DIRIGENTES E PROFESSORES/AS
  83. Teatro de grupo: aformação do ator
  84. Tessituras: TEATRO DE ANIMAÇÃO E CONTAção DE HISTÓRIAS
  85. UNIVERSIDADE E COMUNIDADE: UMA PRÁXIS POSSÍVEL
  86. VERTER: COMUNICAÇÃO NA COMUNIDADE

Resumos

ABORDAGEM DE ENSINO PARA A GERAÇÃO NET

  • Marly Kruger de Pesce, MSc, marly.kruger@univille.net

Universidade da Região de Joinville, UNIVILLE, Joinville

Palavras-chave: estratégias de ensino, jovem acadêmico, tecnologias de informação e comunicação

O jovem ingressante no ensino de graduação tem apresentado características cada vez mais próximas das estabelecidas por teóricos para a denominada geração net. Nascido após 1985 cresceu com o controle remoto, o computador pessoal e a internet. Aprendeu a usar esses recursos eletrônicos por tentativa e erro, sem ler os manuais. Para Tappscott (1997) esse jovem aceita naturalmente a diversidade, é movido pela curiosidade, o seu pensamento crítico é muito ativo, preocupação precoce com a afirmação da sua maturidade, exige variadas opções, avalia os resultados a partir da prática que estão pautados no imediatismo já que a sua escala é medida em tempo real. Por outro lado, pude perceber, durante as aulas nas séries iniciais, que apesar de acesso a informações variadas, o acadêmico tem dificuldade em estabelecer relações com o que está sendo estudado. A leitura detalhada para posterior análise parece exigir um esforço acentuado, fazendo com que desista da tarefa, superficializando as questões a serem aprofundadas. O perfil desse acadêmico exige novas abordagens de ensino, pois aprendem de forma diferente das gerações passadas. Entre as já tradicionais estratégias, reeditadas por Anastasiou (2003), o uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) podem auxiliar a aprendizagem. Por exemplo, se o objetivo é que o acadêmico seja capaz de relacionar uma teoria com o mundo real, uma boa estratégia pode ser a resolução de problemas. Todavia se o objetivo é analisar criticamente um assunto, a estratégia é pedir que ele pesquise dois ou três autores, posicionando-se com relação às idéias dos autores pesquisados, postando no fórum criado pelo professor. As diferentes estratégias e as ferramentas existentes no ambiente virtual de aprendizagem devem ser selecionadas, seguindo o objetivo proposto, considerando o perfil da geração net. Considerando esses pressupostos no planejamento de uma disciplina do primeiro ano de um curso de formação de professores, foram contempladas estratégias que pudessem servir de subsídios para analisar sua efetividade. Foram selecionados dois conteúdos/ assuntos a serem desenvolvidos num mesmo momento, sendo um on-line (fórum e enquete) e outro em aula presencial (leitura e seminário). Após o desenvolvimento, os acadêmicos fizeram uma avaliação das estratégias utilizadas que foram registradas por mim. A análise dos dados aponta que a maioria considerou interessante estudar dois assuntos diferentes ao mesmo tempo, por entenderem que foram desenvolvidos em espaços diferentes com estratégias diferentes, apenas três acadêmicos apontou dificuldade em estudar dois assuntos diferentes ao mesmo tempo e de trabalhar com o computador. Ao se relacionar as respostas com o perfil dos estudantes, ficou evidente que os últimos têm acima de trinta e cinco anos, enquanto que, os primeiros menos de vinte e cinco. Os resultados demonstram que a forma de aprender das novas gerações é diferente, portanto comprovam o que os teóricos têm apontado sobre o perfil da geração net. É necessário que essa variante seja considerada na prática docente para que ela contribua significativamente para a formação dos acadêmicos.

“A PRODUÇÃO DE DISSERTAÇÕES E TESES SOBRE EDUCAÇÃO SUPERIOR NO BRASIL – O PERÍODO 1985-1994”

  • Tamajara Janaina Luiz da Silva, Graduando, tamalogia@gmail.com
  • Stela M. Meneghel, Dr(a), smeneghe@lterra.com.br

Universidade Regional de Blumenau, FURB, Blumenau, Brasil

Palavras-chave: Educação superior., Produção científica em educação., Mercantilização da educação superior.

Esta pesquisa, vinculada ao Projeto Universitas/Br, analisa a produção científica sobre educação superior no período 1985-1994, mais especificamente, no que tange à produção de dissertações e teses, analisando as temáticas mais abordadas por investigadores da área quando da sua formação em nível pós-graduado (mestrado e doutorado), relacionando-as com o contexto sócio-político da Educação Superior (ES) brasileira das décadas de 1980 e 1990 – período de grandes transformações sociais, políticas, econômicas e educacionais, que deram base para a posterior mercantilização dos espaços institucionais acadêmicos. Buscou-se perceber, em especial, se a formação de pesquisadores e a produção de conhecimento (expresso nas teses e dissertações) no período 1985-1994 estavam atentas às significativas mudanças na estrutura e no modo de organização da ES do país. O estudo da referida produção, constituída de um universo de 510 trabalhos, deu-se pela leitura dos seus resumos, os quais foram distribuídos em categorias temáticas utilizadas pelo Banco de Dados do Projeto Universitas/BR. A compreensão do contexto de produção das dissertações e teses baseou-se em MOROSINI (1999), que caracteriza a política de ES do país nas décadas de 1980 e 1990 por: expansão, interiorização e privatização da ES, além de mercantilização dos espaços institucionais. O estudo da produção acadêmica mostrou que, entre 1985-1994, esta se concentrava na região Sudeste ( 70.4%), sendo também expressivo o número de trabalhos nas Regiões Sul e Nordeste, somando 25% do total. Quanto à natureza jurídica das instituições onde foram produzidas, prevalecem as públicas - 73,9%. As temáticas mais recorrentes foram: Ensino de graduação; Avaliação da ES; História da ES; Relação Universidade-Sociedade e Organização Acadêmica e Gestão. Os trabalhos deixam explícita a preocupação com a qualidade da instituição, mas, predominantemente, no que refere às atividades de ensino. A política de expansão e privatização da ES, ocorrida no período, raramente foi citada e, nestas vezes, tomada apenas como pano de fundo. Também expressivas, embora em menor número, foram as temáticas: Pesquisa; Corpo Docente; Políticas Públicas; e Corpo Discente. Cabe observar que, apesar do modelo mercantilista de ES haver se consolidado e provocado transformações no nível das instituições justamente no período analisado, poucos trabalhos refletiram sobre esta questão, relacionando políticas governamentais e institucionais – talvez porque as repercussões legais desta política só ocorreram a partir de 1995. A preocupação com a mercantilização dos espaços institucionais torna-se mais evidente na produção da década de 1990, com reflexões mais globais e amplas quanto aos sentidos da instituição acadêmica na sociedade.

“TERRITORIALIDADE NA DINÂMICA CULTURAL DE UM REMANESCENTE QUILOMBOLA EM ITAPOCU, SANTA CATARINA”

  • Tamajara Janaina Luiz da Silva, Graduando, tamalogia@gmail.com
  • Alejandro Labale, Dr(a), aglabale@furb.br

Universidade Regional de Blumenau, FURB, Blumenau, Brasil

Palavras-chave: Afro-descendentes., Etnicidade., Visibilidade.

Este projeto insere-se num espaço de reflexão que poderíamos denominar ‘territorialização dos grupos Quilombolas da região sul do Brasil’ que se inicia com o mapeamento feito em 1996/7 pelo Nuer (Núcleo de Estudos sobre Identidade e Relações Interétnicas/PPGAS), sediado na Universidade Federal de Santa Catarina, mas que vêem desenvolvendo seus instrumentos teóricos metodológicos desde 1986. Assim, alicerçando suas ferramentas na produção acadêmica regional, o objeto desta pesquisa será a comunidade de afro-descendentes de Itapocu no Município de Araquari-SC. O Porto do Sertão (Itapocu) constituía-se na época de 1854 num reduto e local de encontro de negros escravos e libertos oriundos das regiões vizinhas e outras regiões do país. A comunidade negra do Cacumbi de Itapocu pode também ser pensada como um espaço no sentido simbólico; já que, apesar da contínua mobilidade espacial de seus membros, constitui-se em referência identitária para o grupo; representa uma continuidade ‘territorial’ baseada nos vínculos de solidariedade grupal. Por isso mesmo após ter sofrido diversas intervenções a comunidade conseguiu sobreviver ao longo desses 150 anos (Alves, 1996: 35) se constituindo numa unidade de organização social para o grupo negro, apesar de sua desagregação espacial, assim como para sociedade regional que o reconhece como tal. Por tanto, se analisarão as estratégias construídas pelo grupo Cacumbi de Itapocu, não somente enquanto preservação de um espaço de resistência, já que se propõe relevar práticas relacionadas com a participação em rede social e solidariedade grupal que tem garantindo a continuidade do grupo. A territorialidade pode inserir-se desta maneira no plano político, onde se renegocia (no sentido de luta pela visibilidade) a identidade grupal no contexto regional. Perante uma sociedade que tenta justamente o movimento contrário ao de diversidade étnica, como nos revela Leite (1996) sobre as políticas imigratórias e de ideologia racista da Região Sul desde o século XIX. A análise se dará a partir do mapeamento bibliográfico disponível sobre remanescentes de quilombos, acompanhando com isto sua aplicação jurídica, através das matérias disponibilizadas pelos meios de comunicação, contemplando assim, um estudo qualitativo. Esta pesquisa irá contribuir para o marco teórico-metodológico que permita capturar o aspecto dinâmico emergente do estudo da ‘cultura de contato’ e suas implicações a respeito da identidade e etnicidade negra. Dando continuidade à discussão sobre a invisibilidade dos afro-descendentes no Sul do Brasil e em outras regiões do país. A viabilização deste trabalho está sendo possível devido ao Programa de Incentivo a Pesquisa (PIPE), desenvolvido pela Universidade Regional de Blumenau (FURB). Este segmento de pesquisa que tem como perspectiva dar continuidade ao debate sobre ‘identidade negra’ através da observação participante do mesmo referencial, ou seja, relacionando o material bibliográfico coletado com o teste das técnicas.

A comunicação social no Programa Para Saber Viver da Univali – Contribuições e Desafios

  • Cristiane Maria Riffel , MSc, crisriffel@univali.br
  • Carlos Golembiewski, Dr(a), carlosgolembiewiski@univali.br
  • Cristiane do Carmo Badin, E, crisbadin@univali.br
  • Daiana Gonçalves, Graduando, daianagoncalves@univali.br
  • Janete Jane Cardozo da Silveira, Graduando, jane@univali.br

Universidade do Vale do Itajaí, UNIVALI, Itajaí, Brasil

Palavras-chave: comunicação, equipe multiprofissional, Univali

O Programa de Extensão Para Saber Viver da Univali constitui-se numa proposta de trabalho multiprofissional envolvendo professores e alunos da área da saúde, educação e comunicação. O “Para Saber Viver” conjuga as competências do Jornalismo, das Relações Públicas e da Publicidade e Propaganda num eixo que faz interface com outros três: Educação e Cidadania para a Saúde da Mulher, Educação e Cidadania na promoção à Saúde no Envelhecimento, Educação e Cidadania para a Saúde da Criança e do Adolescente. Sob a bandeira da “Comunicação e Formação para Educação e Cidadania”, acadêmicos e professores dos cursos de comunicação atuam numa rede multidisciplinar que integra ciências da saúde, humanas e sociais aplicadas. O desenvolvimento das atividades deste eixo tem como premissa assumir um caráter educativo, socializando informações, gerando referências para a ação e para as mudanças de atitude da população alvo. Trabalha-se assim com a perspectiva de que há uma grande necessidade de se desenvolver o planejamento da ação comunicativa nos ação extensionista da Universidade e de seus projetos no sentido de reunir, motivar e integrar grupos sociais envolvidos. Para tanto, uma equipe de professores e bolsistas dos cursos de comunicação social é responsável por planejar e executar a comunicação do Programa. As ações têm proporcionado a integração das equipes que atuam nos projetos, bem como socializando os propósitos do Programa junto às comunidades envolvidas. Constata-se ainda que o trabalho oportuniza a reflexão sobre o papel que a comunicação e suas habilitações desempenham na extensão universitária. A experiência tem contribuído para que os profissionais envolvidos compreendam que a comunicação social constitui-se em atividade meio que promove estratégias de divulgação, relacionamento e integração com os diversos públicos envolvidos com o Programa, essenciais para as ações educativas integradas envolvendo a temática educação, saúde e cidadania. No entanto, o grande desafio na caminhada é estabelecer um processo de comunicação na perspectiva dialógica defendida por Freire (1992). As ações desenvolvidas pelo eixo da comunicação ainda têm um perspectiva fortemente unidirecional – da Universidade para a comunidade. Neste sentido, tem-se como princípio que o processo de comunicação a ser estabelecido com as comunidades e equipes do Programa deve ser dialógico, no sentido de democratizar as informações úteis ao público-alvo, mas também de diálogo, pois somente dessa forma será possível tornar os sujeitos comprometidos com a busca de soluções para os problemas que atingem as comunidades alvo.

A DISCIPLINA “PRODUÇÃO DE TEXTO” A DISTÂNCIA: DESAFIANDO ESPAÇOS E TEMPOS NA FURB

  • Víctor César da Silva Nunes, MSc, vicnunes@furb.br

Universidade Regional de Blumenau, FURB, Blumenau, Brasil

Palavras-chave: Ensino de produção de textos., Educação a distância., Tecnologias de informação e comunicação.

Este trabalho trata da aplicação do projeto interinstitucional, proposto e organizado pela ACAFEVirtual em 2007, cuja finalidade era a cooperação e a colaboração na autoria e produção do material para a Disciplina LPT (Leitura e Produção de Textos) na modalidade a distância. Fez parte da equipe de autores na confecção desta disciplina um professor de cada IES – Instituição de Ensino Superior – a seguir: FURB, UNIFEBE, UNESC, UNIVILLE e UNOCHAPECÓ. Na FURB, essa disciplina passou a se chamar PT I – Produção de Texto I e foi ofertada, primeiramente, como turma-piloto, a acadêmicos voluntários, regularmente matriculados nos cursos de licenciatura desta Universidade no primeiro semestre de 2008. Mesmo sendo oferecida para cursos presenciais, isso é possível já que, por meio da portaria 2.494, de 10 de fevereiro de 1998 do Ministério da Educação e Cultura, a legislação passou a permitir que atividades a distância se tornassem parte integrante do ensino presencial que define que uma porcentagem das disciplinas dos cursos de graduação possa ser dada a distância, ou seja, em até 20% de sua carga horária total. Essa escolha aconteceu porque a disciplina já era, e continua sendo, oferecida presencial e regularmente ao Eixo Articulador das Licenciaturas da FURB, fazendo parte da matriz curricular desses respectivos cursos, a saber: Letras, Pedagogia, História, Artes, Ciências Biológicas, Ciências da Religião, Ciências Sociais, Licenciatura em Computação, Matemática, Química e Educação Física. O planejamento e estruturação, bem como a produção desse material, são baseados nos gêneros do discurso, por opção do grupo de autores envolvidos. Foi elaborado um CD, que continha os módulos desenvolvidos e confeccionados pela equipe de professores-autores, o qual foi disponibilizado a todas as IES do Sistema ACAFE. Na FURB, porém, por possuir uma ementa um pouco diferente das outras IES, disponibilizou somente parte desses conteúdos, conforme ementa vigente, em ambiente virtual e totalmente on-line sem material impresso. A disciplina “Produção de Texto I” tem como objetivo aprimorar a leitura e produção escrita de textos da esfera acadêmica, capacitando o acadêmico a reconhecer características essenciais do resumo e da resenha, bem como produzir esses gêneros do discurso. Essa disciplina utilizou o AVA – Ambiente Virtual de Aprendizagem da FURB, cuja plataforma é o Modlle. É importante saber que o Moodle é o software livre, de fonte aberta, mais utilizado no mundo. Como base teórica, este trabalho se fundamenta nos gêneros discursivos e no uso das TICs – Tecnologias da Informação e da Comunicação voltadas à modalidade de Educação a Distância. A avaliação no primeiro semestre de 2008 foi muito positiva, o que possibilitou a continuidade do projeto e o oferecimento da segunda disciplina: Produção de Texto II, já no segundo semestre, mas desta vez aberta a todos os acadêmicos desta IES. Deste modo, este projeto aponta para um novo olhar acerca da postura didático-metodológica em ensino de Produção de Texto, que deve, necessariamente, perpassar por essas questões tão importantes quanto pertinentes.

A HISTÓRIA DO ENSINO PÚBLICO DE JOINVILLE ATRAVÉS DA MEMÓRIA DOS ATORES ESCOLARES NAS ESCOLAS ISOLADAS

  • Iara Andrade Costa, MSc, iara.andrade@univille.net
  • Dúnia Anjos de Freitas, MSc, danjos@univille.br
  • Cláudia Valéria Lopes Gabardo, E, claudia.valeria@univille.net
  • Pedro Romão Mickucz , Graduando, pedro.romao@univille.net
  • Jamile Nair de Azevedo , Graduando, jamile.nair@univille.net
  • Éliton Felipe de Souza , Graduando, eliton.felipe@univille.net
  • Alison Mario Costa , Graduando, alison.mario@univille.net

Universidade da Região de Joinville, UNIVILLE, Joinville

Palavras-chave: história da educação, ensino público, políticas políticas

A história da educação no Brasil configurou-se habitualmente como campo de atuação de pesquisadores da área da educação. Há muito pouco tempo tem ganhado relevância no campo epistemológico, principalmente na área de História, por permitir uma análise social mais ampla integrada à realidade e muito rica em fontes, normalmente inusitadas, existentes nas escolas, na Secretaria de Educação, Arquivo Histórico, nos jornais e mesmo as pertencentes aos entrevistados. O sistema educativo nos explicita as teias de controle, de representações e de desenvolvimento de uma comunidade e de uma região. O objetivo desta pesquisa foi o de compreender a história do ensino público e a influência deste nas comunidades onde as escolas estavam inseridas, em particular das escolas isoladas ou rurais por caracterizarem comunidades mais fechadas e que mantiveram por mais tempo características de uma cidade colonial. Estas escolas, na sua maioria, preservaram sua documentação e tiveram a comunidade muito presente e interferindo na contratação dos docentes, no que poderia ser ministrado e nas normas disciplinares, mas aos poucos foram se afastando e deixando para os poderes públicos a tarefa de monitorar a educação de seus filhos. Também foram utilizadas entrevistas orais semi-estruturadas de alunos, professores e gestores educacionais da rede pública de ensino da cidade de Joinville, na região norte catarinense. Estas fontes nos permitiram compreender as formas hierárquicas disciplinares de controle de todos os setores da vida escolar, dentro e fora da mesma. A metodologia dialética utilizada contribuiu para analisarmos a documentação citada e em que medida as instituições de ensino se inseriram na estrutura social de uma comunidade imprimindo comportamentos e formando identidades sociais especificas. Várias reformas educacionais foram estabelecidas ao longo do século XX e a qualificação e reconhecimento da profissão do professor sofreu muitos revezes, mas na maioria das vezes, este primou pelo seu autodidatismo e sorte. Os alunos ganharam novo espaço em detrimento da autoridade do professor e os gestores respondem a questões muito mais políticas do que as pertinentes ao cotidiano da Escola. A discussão sobre educação tornou-se um dos maiores desafios da nossa contemporaneidade, recebendo cada vez mais atenção das autoridades constituídas e principalmente dos professores como peça chave para o desenvolvimento econômico e social, político e cultural, a revelar que mudanças muito importantes estão a acontecer nas áreas do conhecimento aqui envolvidas que facilitarão a compreensão dos problemas educacionais vivenciados historicamente pelos vários grupos sociais. Esta pesquisa configurou-se de demanda externa com verbas do FAP/UNIVILLE, pagamento das despesas com os professores por dois anos com quatro horas semanais e da SE (Secretária de Educação do Município de Joinville), pagamento das demais despesas do projeto, inclusive estagiários.

A literatura de corpo presente no "Vôo da Madrugada"

  • André Luiz Rovea Timm , Graduando, timmandre@gmail.com
  • Nara Boneti Foresti, MSc, naraboneti@unochapeco.edu.br

Universidade Comunitária Regional de Chapecó, UNOCHAPECÓ, Chapecó, Brasil

Palavras-chave: escrita, Sérgio Sant’Anna, Experiência

A LITERATURA DE CORPO PRESENTE NO “VÔO DA MADRUGADA”
André Luiz Rovea Timm1 ; Nara Boneti2

Em todos os debates recentes sobre literatura muito tem se discutido a respeito do seu lugar e sua função em relação à formação humana em detrimento de outras formas de produção de imagens. Dessa forma, estudar as experiências que o literário proporciona, a partir da leitura de textos literários, parece ser um dos questionamentos mais importantes a ser feito. A partir do momento que esse trabalho busca por configurações da literatura em textos do presente, considerou-se essencial que essa análise perpassase a obra do autor Sérgio Sant’Anna. Dessa forma, se elegeu como recorte desta pesquisa a obra “O Vôo da Madrugada”. Nela, tornou-se explícita uma recorrência que acabou por definir a forma como os textos foram analisados. Ao longo de todo o livro foi possível identificar diversas cenas onde o corpo humano se mostrava, muitas vezes, como o próprio suporte para escrita, ou, em outras, como um corpo desconexo, onde membros e órgãos não ocupavam seu lugar tradicional. Assim, de acordo com seus conteúdos, foram definidas categorias: corpos-conto, corpos-desejo, corpos-metalingüísticos, corpos-memória, corpos-suporte e corpos-estranhos. A partir daí, tal hipótese foi validada, principalmente, pela teoria de Deleuze a respeito do Corpo Sem Órgãos. Estabeleceu-se uma relação entre as desterritorializações propostas pelo autor e as próprias desterritorializações identificadas nos corpos-conto, muitas vezes através dos personagens do “Vôo da Madrugada”. Obra esta composta por uma série de contos que parecem estar fora de lugar, como se fossem pequenos livros dentro de um outro livro maior, um corpus. Partindo da experiência de leitura do “Vôo da Madrugada” foi possível constatar que é da desterritorialização, a mesma que identifica o Corpo Sem Órgãos de Deleuze, que resulta o processo inverso, onde a reterritorialização se dá na busca pelo prazer. Tal processo acontece justamente na experiência que resulta a partir da leitura. E mais: se a leitura reterritorializa, a escrita também tem a função de redimir, apaziguar, caracterizando a escrita como um processo de redenção de tudo aquilo que é feio, mal, fora de lugar. A pesquisa tem financiamento da UNOCHAPECÓ/PIBIC.
Palavras-chave: escrita; Sérgio Sant’Anna; Experiência.


1 Bolsista/Acadêmico, Letras Português, Grupo de pesquisa Literaturas do Presente - UNOCHAPECÓ/PIBIC;
timm@unochapeco.edu.br
2 Orientadora/Mestre, Letras, UNOCHAPECÓ

A METODOLOGIA DA PROBLEMATIZAÇÃO E A INDISSOCIABILIDADE ENTRE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO

  • Márcia R. Selpa de Andrade, MSc, selpa@furb.br

Universidade Regional de Blumenau, FURB, Blumenau, Brasil

Palavras-chave: Ensino., Pesquisa., Extensão.

O presente trabalho relata a experiência dos projetos realizados no componente curricular Políticas Educacionais e de Saúde, no Curso de Medicina Veterinária da Universidade Regional de Blumenau - FURB. O referido Curso tem ênfase na saúde humana e saúde animal. Neste curso, procura-se desenvolver uma proposta pedagógica utilizando a Metodologia da Problematização, visando dinamizar o processo ensino aprendizagem. Estudos e pesquisas na área da educação têm revelado a importância de uma Educação Problematizadora, inspirados na concepção histórico - crítica da Educação. O objetivo deste trabalho foi articular ensino, pesquisa e extensão, a partir de projetos focados na Educação em Saúde realizados em Escolas da Rede Municipal e Unidades de Saúde de Blumenau. Esta proposta teve a participação contínua dos acadêmicos das segundas fases do curso de Medicina Veterinária nos anos de 2007 à 2008. Foram envolvidos até o momento três turmas, com projetos diferenciados. O primeiro passo desta experiência foi aprofundar o conceito, compreender a dinâmica da utilização da Metodologia da Problematização e as possibilidades de atuação. Num segundo momento foi necessário definir quais seriam os espaços sociais, utilizando critérios construídos em conjunto com os acadêmicos. Após a escolha, foram realizadas as visitas com objetivos de apresentar a proposta de trabalho, conhecer a realidade e levantar as situações-problema relacionadas à saúde humana e animal. Em seguida, foram selecionadas as temáticas relevantes que contribuiriam para este contexto e para a formação dos acadêmicos. A metodologia dos projetos foi baseada no Arco de Maguerez, apresentado por Bordenave e Pereira, tendo como percurso as cinco etapas: a) observação da realidade e definição de um problema; b) identificação dos pontos-chave; c) teorização; d) hipóteses de solução; e e) aplicação à realidade. O Arco de Maguerez tem como ponto de partida e de chegada a realidade social. Este método é apropriado para concretizar projetos que visam articular ensino, pesquisa e extensão. Os projetos realizados pelos acadêmicos nesta proposta tiveram como fundamentos dois eixos: O primeiro está relacionado aos fundamentos e princípios de Educação em Saúde e, o segundo eixo está vinculado a temática especifica de cada grupo de acadêmicos na qual desenvolveram o projeto. Assim, destacamos que esta experiência consistiu em projetos com diferentes temáticas, previstos a partir do diagnóstico e das questões levantadas no contexto social, destacando-se: os maus tratos; cisticercose; raiva; escorpião amarelo; castração; febre maculosa; morcegos; zoonoses e posse responsável de animais. Na fase de aplicação à realidade, os acadêmicos utilizaram estratégias ativas com o objetivo de interagir com todos os sujeitos envolvidos neste processo. Os resultados foram significativos, pois a relação intrínseca entre ensino, pesquisa e extensão, associado a metodologia da problematização, possibilitaram aprendizagens diversas e intervenções imediatas e de longo prazo, no contexto social de Blumenau. O olhar analítico e crítico sobre a realidade na qual o projeto foi vivido por estes acadêmicos resultou em novos desafios a serem ainda enfrentados neste percurso de sua formação.

A NOTÍCIA VAI À ESCOLA E A ESCOLA VIRA NOTÍCIA

  • Emanuela Carla Siqueira, Graduando, emanuelac@unochapeco.edu.br
  • Marizete Bortolanza Spessato, MSc, mbs@unochapeco.edu.br

Universidade Comunitária Regional de Chapecó, UNOCHAPECÓ, Chapecó, Brasil

Palavras-chave: leitura crítica, jornal, escola

Coordenadora: Marizete Bortolanza Spessatto, Curso de Letras, mbs@unochapeco.edu.br

Acadêmica: Emanuela Siqueira

Diferentes pesquisas têm apontado para as dificuldades dos brasileiros em fazer uma leitura crítica da mídia. Antes da apresentação deste projeto para edital de extensão do FAPEX/UNOCHAPECÓ, pelo qual é financiado, foi aplicado um questionário a 20 estudantes de séries finais do ensino fundamental de uma escola de Chapecó. O questionário apontou que muitos deles (seis dos que responderam ao questionário) não lêem jornais "nunca"e os demais (14 adolescentes) os lêem apenas "de vez em quando". A qualidade da leitura, quando feita, também deve ser questionada, de acordo com o que indicam as respostas do questionário. Ao identificarem a editoria preferida (perguntou-se "qual a parte do jornal que mais lêem") esses adolescentes apontaram, preferencialmente, os "signos" e as "histórias em quadrinhos", provavelmente referindo-se às tiras e charges. Ao apresentar aquela que é uma das mais conhecidas propostas de trabalho com o jornal na sala de aula, Maria Alice Faria (2000, p. 12) diz que o papel dessas atividades é o de proporcionar a associação entre leitura e escrita em uma relação dialética. Diante dessa perspectiva, o presente projeto, iniciado em março de 2008, passará, até o mês de dezembro, por seis escolas da Rede Pública Estadual de Ensino, atendendo a um público de aproximadamente 200 estudantes de oitavas séries, com idade entre 13 e 16 anos. O projeto tem como objetivo geral contribuir com a entrada crítica do texto jornalístico nas aulas de língua portuguesa, levando à reflexão e à produção desse gênero textual de forma autônoma. Desta forma, levando-os a: identificar os diferentes gêneros que compõem os jornais; fazer a leitura crítica dos textos de circulação social; analisar as diferenças ideológicas presentes na abordagem dos mesmos eventos, por jornais diferentes; produzir textos informativos que permitam a criação de um jornal escolar. Com as ações, a serem socializadas no Curso de Letras, buscamos aproximar os acadêmicos deste curso da realidade escolar e apresentar novas propostas metodológicas para o trabalho com a língua portuguesa em sala de aula. Quanto à metodologia do projeto, as atividades são realizadas nos horários de aula da disciplina de Língua Portuguesa. Em cada escola, as ações são desenvolvias por quatro semanas, seguindo um cronograma que prevê a discussão sobre a estrutura do jornal impresso, comparativos de temas abordados (para leitura crítica), visita a jornais locais e produção de um jornal pelos alunos de cada uma das escolas. Considera-se, também, a possibilidade de, a partir desse projeto, efetivar a articulação entre ensino, pesquisa e extensão, um dos eixos da proposta de atuação da Unochapecó, como universidade comunitária. Parte-se, dessa forma, de angústias provenientes da pesquisa para o desenvolvimento de um projeto de extensão que pode, ainda, qualificar o trabalho na sala de aula universitária. Pretendemos continuar o projeto, a partir do próximo ano, envolvendo outras escolas, especialmente aquelas mais distantes do centro e nas quais, em função de fatores geográficos e socioeconômicos, a presença dos jornais na sala de aula é ainda menor.

A PERCEPÇÃO DOS DOCENTES INTEGRALIZADORES EM UM CURRÍCULO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM

  • Kellin Danielski, G, kellin.danielski@terra.com.br
  • Stela Maria Meneghel, Dr(a), stmeneg@terra.com.br

Universidade Regional de Blumenau, FURB, Blumenau, Brasil

Palavras-chave: Currículo integrado., Integralização., Enfermagem.

O trabalho está na linha de pesquisa EDUPESQUISA do Mestrado em Educação/PPGE da Universidade Regional de Blumenau/FURB. Historicamente, o ensino da Enfermagem esteve diretamente relacionado às práticas de saúde que eram realizadas por pessoas leigas e cuidavam das pessoas doentes. Com a diferenciação entre cuidado e cura resultaram as profissões na área da saúde e na Enfermagem. Esta esteve por muito tempo vinculada às práticas médicas num modelo assistencial centrado na doença e na fragmentação do ser humano. Com o advento da reforma sanitária na década de 1970, surgiu a possibilidade de um modelo assistencial preventivo que veio se consolidar com a criação do SUS em 1990 e com as Diretrizes Curriculares Nacionais – DCN, da Saúde e da Enfermagem em 2001. Essas tinham como proposta a integralidade das áreas de conhecimento numa formação básica interdisciplinar e sugeriam um currículo integrado que na visão pós-crítica de autores como Pereima, Coelho, Da Rós (2005), se constitui numa proposta de organização curricular que supera a lógica das disciplinas centradas nos conteúdos. Perceber como os docentes Integralizadores reconhecem suas funções torna-se importante para o seu melhor desempenho e aperfeiçoamento da proposta de integração do currículo, e consequentemente contribui para a compreensão discente das práticas preventivas de assistência à saúde. Este trabalho objetiva analisar como docentes percebem suas funções e como elementos do currículo integrado - CI (interdisciplinaridade, relação teórica prática e totalidade) estão presentes na figura do Integralizador. A base empírica foi composta por documentos, em que percebemos a preocupação em formar profissionais capazes de transformar a realidade onde atuam, associar a teoria com a prática por meio de metodologias ativas de aprendizagem como a problematização (FREIRE, 2000; BERBEL, 1999); importância do docente integralizador no acompanhamento da aprendizagem dos alunos e estrutura curricular flexível e voltada à demanda estudantil. Nas entrevistas e questionários com docentes integralizadores suas percepções em relação à função foram diversas: coordenar o semestre, as relações e os conteúdos, atingir os objetivos da fase, articular o relacionamento entre o professor e aluno, integrar o aluno e desenvolver suas deficiências e ser equalizador das estratégias dos docentes do módulo. Dessa maneira, analisamos o docente com uma concepção de formação em saúde focada na transmissão de conteúdos; com o predomínio de visão biologicista e assistencial de atendimento em saúde. Ao final, consideramos que as percepções dos docentes demonstram sua deficiência pedagógica e necessidade de conhecer as concepções e práticas integrativas de formação para melhorar a efetividade do CI.

A POLÍTICA DOS 9 (NOVE) ANOS DE ENSINO FUNDAMENTAL: UM ESTUDO SOBRE A ORGANIZAÇÃO DO CURRÍCULO NA REDE MUNICIPAL DE JARAGUÁ DO SUL – SC.

  • Kelli Aparecida Pereira, Graduando, proinpes@unerj.br
  • Rafaela Angelo Gonçalves, Graduando, rafaela_angelo@unerj.br
  • Diva Spezia Ranghetti, Dr(a), divar@unerj.br

Centro Universitário Católica de Santa Catarina, PUC, Jaraguá do Sul, Brasil

Palavras-chave: Política de nove anos, Currículo, Ensino Fundamental

Esta pesquisa de Iniciação Científica teve como objetivo investigar as mudanças curriculares que a rede municipal de educação de Jaraguá do Sul fez decorrentes da política governamental que alterou a organização do Ensino Fundamental de 8 (oito) para 9 (nove) anos. Além disso, a pesquisa também teve como objetivo mapear as etapas vivenciadas e os critérios utilizados para efetuar a reorganização curricular. O universo da pesquisa compreendeu documentos oficiais emanados da Secretaria Municipal de Educação de Jaraguá do Sul, tais como: proposta curricular, relatórios de registros das etapas vividas no processo de mudança, literatura e legislação específica da área. A abordagem metodológica utilizada foi o estudo de caso. Para tanto, utilizou-se da análise de conteúdo dos documentos emitidos pela Secretaria Municipal de Educação e do Conselho Municipal de Educação, de entrevistas realizadas com três diretores de ensino e o secretário municipal de educação. Também fez-se a aplicação de questionários com a equipe pedagógica-administrativa de uma escola da rede muinicipal e com os coordenadores pedagógicos da secretaria de educação. Como resultado parcial destaca-se: a implantação da duração de 9 anos no Ensino Fundamental em Jaraguá do Sul aconteceu no ano de 2004 para atender metas constantes do Plano Decenal de Educação, portanto foi anterior a legislação que obriga a matrícula das crianças de 6 anos no Ensino Fundamental; a implantação da política não foi progressiva; a proposta inicial consta da organziação curicular em, contudo, teve descocntinuidade dessa proposta no ano de 2005; houve formação específica de professores para atuarem na alfabetização; reorganização da estrutura física, os ambientes, os matriais para a inclusão das crianças de 6 anos. Destaca-se que uma das preocupaçãões presente na proposta inicial da mudança da política de duração do Ensino Fundamental consistia em assegurar que a transição da Educação Infantil para o Ensino Fundamental ocorresse de forma mais natural possível, não provocando nas crianças rupturas e impactos negativos no seu processo de escolarização. No decorrer da pesquisa concluímos que a implantação da política é complexa e demanda uma reorganização do currículo do ensino fundamental, o qual requer uma reconstrução do projeto político pedagógico da rede municipal de ensino e de uma ação didático-pedagógico diferenciada dos professores, visto que não se trata apenas de antecipar uma série em termos cronológicos, mas sim de atender ao desenvolvimento dos aspectos afetivo, cognitivo e motor das crianças, portanto um cuidado especial em relação a aprendizagem em detrimento ao conteúdo a se ensinado.

A UNIVERSIDADE CUMPRINDO SEU PAPEL DE ASSESSORIA ÀS COMUNIDADES ORGANIZADAS/ BLUMENAU

  • Candice Munhoz Cazorla, Graduando, candicinha@yahoo.com.br
  • Jacqueline Samagaia , MSc, jacque@furb.br
  • Rubia dos Santos, MSc, rubiasantos@furb.br
  • Reidy Rolim de Moura, MSc, reidymoura@hotmail.com
  • Anamaria Teles, MSc, anamariateles@furb.br
  • Rita de Marchi, Dr(a), rt.mc@bol.com.br
  • Elsa Cristine Bevian, MSc, elsa@furb.br
  • Susana Soares, Graduando, susanabnu@hotmail.com
  • Ricardo Wolfram Coman, Graduando, ricardo.sso26@gmail.com
  • Carla Morsch Porto Gomes, Graduando, cmorsch@ig.com.br
  • Giulia Lucca Aita, Graduando, giulucca@yahoo.com.br

Universidade Regional de Blumenau, FURB, Blumenau, Brasil

Palavras-chave: Assessoria comunitária., Capacitação., Questões urbanas.

A proposta de assessoria e capacitação às comunidades organizadas de Blumenau iniciou na Furb (Universidade Regional de Blumenau) no ano de 1998, partindo de um grupo de professores da área de Humanas (serviço social e ciências sociais). Desde o início, as atividades foram organizadas através de um projeto de extensão e buscavam, sobretudo, assessorar e capacitar as comunidades organizadas nas periferias da cidade de Blumenau, no enfrentamento de suas problemáticas. Partiu-se do pressuposto de que a organização comunitária é um espaço privilegiado de reivindicação e luta por direitos sociais que muitas vezes a própria sociedade desconhece. É neste contexto que a universidade, como fomentadora de conhecimento, deve inserir-se buscando junto as comunidades locais a troca de conhecimento, bem como, proporcionando a todos os interessados uma assessoria técnica qualificada. Esta proposta foi sendo refeita ao longo dos anos de trabalho, através do aprendizado que foi se construindo e da troca de saberes entre universidade e comunidade. Atualmente configura-se como um Programa de Extensão intitulado: Programa Assessoria e Capacitação Comunitária, visando suprir as demandas e necessidades que foram sendo levantadas e conhecidas a partir da relação estabelecida com as comunidades. O objetivo do Programa é assessorar e capacitar organizações comunitárias de Blumenau no enfrentamento às problemáticas vivenciadas, contribuindo com o reconhecimento das diferenças e com a construção de novos conhecimentos acerca da realidade local. O Programa se desdobra em vários projetos: Verter, Inclusão Social pela Fotografia; Direito nas Associações; Capacitação e Assessoria Comunitária. O fato de envolver professores e alunos de diferentes áreas (serviço social, sociologia, comunicação social, psicologia, direito) denota a relevância acadêmica deste tipo de proposta, ao possibilitar tratar a realidade sob diferentes enfoques. Outra característica do Programa é a articulação que se realizou, a partir de 2007, com outro Programa de extensão NEUR (Núcleo de Estudos Urbanos) da área de arquitetura. Esta articulação propiciou ações organizadas em torno de um mesmo objeto, qual seja, a regularização fundiária de assentamentos humanos precários. Esta articulação também propiciou buscar recursos junto ao Ministério das Cidades para fins de regularização, recursos estes que chegaram na universidade recentemente. Outros recursos externos provêm do FIA (Fundo Municipal da Infância) que financia pela segunda vez a proposta do Projeto Verter (contemplado em dois editais). Embora a maior parte do financiamento do Programa seja feita pela universidade, a possibilidade de financiamento externo para as ações é uma conquista, possibilitando sobretudo, a articulação dos trabalhos com outros órgãos e instituições. Outro desdobramento que se deu a partir desta articulação foi uma proposta de pesquisa (Iniciação Científica), elaborada em conjunto com o NEUR, cujo título é: Análise da exclusão sócio-espacial do Morro do Artur – Blumenau/SC, que está sendo executada por uma das bolsistas do Programa. As perspectivas para continuidade do Programa se dão na direção de: fortalecer as parcerias com outros programas, instituições e organizações sociais; buscar recursos que possibilitem ampliar as ações; articular novas pesquisas com o ações de extensão; e produzir artigos científicos.

AFETIVIDADE: ELEMENTO FUNDAMENTAL NA EDUCAÇÃO INFANTIL

  • Aline Conceição Schmitt, Graduando, schmitt.aline@hotmail.com
  • Maria da Glória Fernandes Torquato, Graduando, goiatorquato@hotmail.com
  • Silvanira Lisboa Scheffler , MSc, silvanira.lisboa@ig.com.br

Centro Universitário Municipal Pública e Gratuita de São José, USJ, São José, Brasil

Palavras-chave: Afetividade, Escola, Família

AFETIVIDADE: ELEMENTO FUNDAMENTAL NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Aline Conceição Schmitt*

Maria da Glória Fernandes Torquato*

Silvanira Lisboa Scheffler **

A criança é um ser em crescimento e desenvolvimento físico, social e mental. A afetividade é um dos principais fatores para a integração e para a socialização da criança no ambiente escolar. A criança ao chegar na instituição escolar geralmente fica retraída, pois não reconhece o ambiente como seu. Neste momento a atenção, o carinho e o afeto precisam ser demonstrados e trabalhados com naturalidade, para que possamos cativar e transmitir segurança para esta criança. Neste contexto se destaca a análise de um planejamento e de um ambiente com recursos didáticos e pedagógicos, que possibilitem a aprendizagem no cotidiano escolar, utilizando o lúdico como ferramenta metodológica para auxiliar a criança na participação das atividades propostas.A proposta é que também nas atitudes pedagógicas haja a integração do afeto e do lúdico na arte de educar, enquanto processo de integração e emancipação do ser biológico e social. A educadora é a mediadora entre a criança e o mundo sócio-cultural, precisando organizar sua ação, visando o processo de desenvolvimento enquanto infantil, no qual o carinho e a ludicidade, além de prazeroso, possa ser significativo. A Educação Infantil é direito adquirido de todos, entretanto, a necessidade dos pais trabalharem leva desde muito cedo nossas crianças a freqüentar a educação formal. Esta realidade é importante no processo de desenvolvimento infantil, trazendo reflexões sobre o ambiente institucional em relação ao carinho e ao afeto. Nosso objetivo geral foi analisar se a afetividade através do lúdico, favorece o processo de desenvolvimento infantil. Os objetivos específicos foram apontar fatores que contribuem para o desenvolvimento da afetividade na educação infantil; estimulando a criatividade e a interação no grupo, verbalizando os sentimentos e aprendendo a compartilhar e a socializar momentos e fatos; construir um clima afetivo e seguro; expressar verbal ou artisticamente sentimentos e emoções; valorizando e respeitando o “ser criança”. Nosso estudo foi baseado em Vygotsky (1993), Wallon (1979), Chalita (2004) e Saltini (1997). Entendemos a necessidade de ser vivenciada a afetividade, e o quanto o ser humano precisa estar bem emocionalmente para poder lidar com a realidade durante toda sua vida. Por sua vez, a educadora deve estar emocionalmente equilibrada. Toda ação pedagógica diz respeito a uma concepção de cidadania, que pressupõe a responsabilidade e ética profissional, pessoal e social de todos os cidadãos, seja este adulto ou criança.

*Acadêmicas da 6ª. Fase do Curso de Pedagogia do Centro Universitário Municipal de São José USJ- SC.

**Professora orientadora e da disciplina de Prática de Ensino. Assistente Social e Pedagoga. Mestre em Educação.

AGÊNCIA EXPERIMENTAL: CONTRIBUIÇÕES PARA A FORMAÇÃO PROFISSIONAL EM PUBLICIDADE E PROPAGANDA

  • Jacira Souza Medronha, MSc, medronha@unochapeco.edu.br

Universidade Comunitária Regional de Chapecó, UNOCHAPECÓ, Chapecó, Brasil

Palavras-chave: Ensino, Formação profissional, Agência experimental

AGÊNCIA EXPERIMENTAL: CONTRIBUIÇÕES PARA A FORMAÇÃO PROFISSIONAL EM PUBLICIDADE E PROPAGANDA

Profª. Jacira Souza Medronha
Curso de Publicidade e Propaganda, medronha@unochapeco.edu.br

O fazer propaganda iniciou da prática de artesãos, depois houses de multinacionais e disciplinas isoladas no curso de jornalismo. A transformação ocorre a partir do olhar para questões técnicas e a regulamentação da habilitação publicitária (Resolução N.11/69). Além disto, a contribuição significativa partiu do currículo-mínimo através da exigência de espaços laboratoriais, dentre eles a agência experimental. O diferencial deste espaço está justamente na articulação: teoria, técnica e prática por meio de experimentação de idéias e a inserção profissional do acadêmico no mercado de trabalho. Assim, o foco deste estudo volta-se para o Curso de Publicidade da Unochapecó, e sua Agência de Comunicação Integrada – ACIN. Este é um espaço laboratorial, comumente chamado de agência experimental. Pode ser caracterizado como um ambiente para colocar em prática os ensinamentos apreendidos no decorrer do Curso e, ao mesmo tempo, possibilitar ao aluno um contato mais próximo com a realidade do mercado. Tudo isso para canalizar a um profissional que possa transpor diferentes obstáculos, mostrando aos demais sua capacidade pró-ativa para identificar problemas, apontar soluções e estimular a demonstração sempre viva de sua criatividade. O futuro profissional de publicidade precisa ser constantemente desafiado a buscar algo novo, e uma agência tida como laboratório passa a ser o espaço ideal para experienciar novos fazeres em comunicação. E para executar bem as tarefas, a base é a mesma de uma agência comercial. Tudo começa com o atendimento ao cliente, elaboração de briefing, brainstorm, definição estratégica da job e sua aplicação nas peças publicitárias, pra só então retornar ao cliente, fazer os ajustes necessários e encaminhar para produção. O ganho para o acadêmico em uma agência-laboratório está em vivência, agilidade e dinâmicida, quesitos muito valorizados para quem buscam entrar com ‘pé direito’ no mercado da propaganda. Nos quatro anos de existência da ACIN, acadêmicos voluntários e estagiários remunerados tiveram a oportunidade de acrescentar know-how em seus currículos. Dentre as atividades realizadas, pode-se citar: programação visual para eventos, produção gráfica, design editorial, marcas e identidade visual, elaboração de campanhas publicitárias promocionais, institucionais e comunitárias, produção audiovisual, desenvolvimento de peças dirigidas ao meio on line e projetos para o terceiro setor. O que vai determinar é o cliente e sua necessidade. Atualmente, cem campanhas publicitárias, aproximadamente, são criadas e produzidas, no período de fevereiro a dezembro. O fluxo de trabalho é bastante intenso, propicia a agilidade em solucionar jobs de forma criativa e rápida, o que acrescenta na contribuição de sua existência. Para isso, torna-se importante aprofundar o conhecimento e discutir a importância de uma agência experimental na formação do profissional de publicidade e, a ACIN – Agência de Comunicação Integrada da Unochapecó, como um espaço diferencial na formação profissional, justamente por indicar ao aluno um olhar para experimentar soluções criativas.

Palavras-chave: Ensino; Formação profissional; Agência experimental.

AMA - ARQUEOLOGIA NA MATA ATLÂNTICA, OS SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS DO RIO FACÃO – RIO FORTUNA – SC.

  • Deisi Scunderlick Eloy de Farias, Graduando, deisi.farias@unisul.br
  • Gercino Prevê , G, gercino.preve@unisul.br
  • Márcia Fernandes da Rosa Neu , G, marcia.neu@unisul.br

Universidade do Sul de Santa Catarina, UNISUL, Tubarão, Brasil

Palavras-chave: Caçadores-coletores, Arqueologia, Rio Fortuna

Os grupos que habitaram o sul do Brasil, desde o período pré-colonial, distribuíram-se num amplo espaço geográfico. Dele, retiravam a subsistência e processavam a organização social. Podemos relacionar os grupos caçadores-coletores, representados pelas tradições arqueológicas Humaitá e Umbu e os povos ceramistas horticultores das tradições lingüísticas Macro-Jê e Tupi-Guarani, como os que habitaram inicialmente o interior, até expandirem-se para o litoral. Para compreendermos a ação desses grupos na Mata Atlântica Catarinense, estamos realizando um levantamento dos estudos arqueológicos produzidos nessa região, enfocando os grupos pré-ceramistas e os ceramistas, ocupantes do território catarinense no período pré-colonial. Assim, estamos mapeando novos sítios, investigando os relatórios técnicos científicos e realizando o estudo comparativo de coleções líticas existentes em instituições de pesquisas no sul e sudeste do Brasil. O objetivo desse estudo será a verificação da variabilidade apresentada pelas indústrias líticas produzidas por grupos pré-coloniais desde o sudeste até o sul do Brasil onde utilizamos critérios quantitativos e qualitativos gerais, identificando as semelhanças tipológicas desse material e a matéria-prima utilizada pelos grupos. Além disso, realizarmos a identificação do padrão de assentamento e da mobilidade desses grupos nas áreas do litoral e encosta. Em pesquisas anteriores na encosta, detectamos sítios líticos com artefatos característicos da Tradição Umbu, casas subterrâneas e sítios lito-cerâmicos. Através de pesquisas etnohistóricas, constatamos a presença dos Xokleng e dos Guarani. Esses últimos, de um período mais recente. A partir do levantamento bibliográfico, da análise de coleções líticas e do mapeamento de outros sítios estamos produzimos um mapa indicativo dos sítios arqueológicos na encosta, elaborado por Farias (2005).

Apoio / Parcerias: Unisul CNPq FAPESC

Ampliação dos significados da monitoria universitária

  • Tânia Mara Cruz, Dr(a), tania.cruz@unisul.br
  • Flávia Wagner , G, flavia.wagner@unisul.br

Universidade do Sul de Santa Catarina, UNISUL, Tubarão, Brasil

Palavras-chave: monitoria universitária, docência, ensino e aprendizagem

A monitoria é uma atividade de ensino e aprendizagem que contribui para a formação integrada do acadêmico nas atividades de ensino, pesquisa e extensão dos cursos de graduação. Tem como finalidade contribuir para aplicar e aprofundar conhecimentos adquiridos na formação acadêmica do aluno. Na Universidade do Sul de Santa Catarina no período de 2004-2008 a prática relativa às monitorias passou por várias mudanças que culminaram em uma nova política de regulamentação de monitorias para o ano de 2008. De ações quase sempre vinculadas ao apoio às dificuldades de aprendizagem apresentadas pelos seus pares o papel do monitor em programas de monitoria passa a ser visto como um incentivo à inserção do discente, na profissão docente. O monitor é orientado a desenvolver estratégias pedagógicas de ensino, baseadas na construção do conhecimento, ao invés de reproduzir práticas pedagógicas tradicionais fundamentadas na transmissão e assimilação de conteúdos. O professor-orientador, dentro deste contexto, tem por base um tripé: melhoria didática do professor-orientador; formação acadêmica e didática do monitor; e, por fim, maior qualidade no atendimento aos alunos. Para alcançar esse equilíbrio, a equipe de Gerência de Ensino, Pesquisa e Extensão da UNISUL orienta e avalia as propostas anuais de trabalho de monitoria elaborada pelos professores, as quais devem conter ações de aprofundamento teórico (acadêmico e didático) e de pesquisa complementar na área escolhida; ações de suporte didático ao professor e aos alunos atendidos e ações de divulgação e problematização dos trabalhos realizados em eventos da universidade preparados para tal fim ou em outras instituições. Evidentemente, este trabalho tem requerido um processo extensivo de mudanças culturais que envolvem as concepções de ensino-aprendizagem do professor orientador e uma disponibilidade dos alunos monitores para uma nova forma de trabalho, relacionadas ao ensino, pesquisa e extensão, particularmente no que se refere à sua formação acadêmica, ainda que o ensino e o suporte didático à ação docente continuem sendo os focos principais de sua atuação junto aos estudantes. Apesar do novo regulamento da UNISUL permitir a solicitação de monitoria por disciplina ou por grupo de disciplinas, limitações ainda persistem no tocante a um trabalho interdisciplinar ou transdisciplinar. Esse ainda é um desafio a ser enfrentado. De qualquer forma, o conjunto de transformações ora apresentado, significa um avanço no processo de ensino-aprendizagem, que se caracteriza pela contínua re-elaboração nesta universidade.

Apoio / Parcerias: Universidade do Sul de Santa Catarina - Campus Norte

ARGUMENTAÇÃO E REDAÇÃO II: Uma proposta pedagógica participativa

  • Regina Back Cavasin, Graduando, regina.back@univille.net
  • Marta Regina Heinzelmann, MSc, marta.heinzelmann@univille.net
  • Daniela Vater, Graduando, daniela.vater@univille.net
  • Débora Zimmermann, Graduando, debora.zimmermann@univille.net
  • Simone Prado de Carvalho, E, extensaouniversitaria@univille.net

Universidade da Região de Joinville, UNIVILLE, Joinville

Palavras-chave: expressão verbal, argumentação, cidadania

Com uma proposta interdisciplinar entre História e Letras, este projeto conta com a efetiva participação da professora de Língua Portuguesa da Escola de Ensino Médio Nagib Zattar que ministra semanalmente duas aulas de língua e redação, com foco nos objetivos específicos: perceber que a leitura e a escrita permitem uma participação social para atuar com mais responsabilidade em suas decisões; perceber-se como indivíduo sócio-historicamente constituído por meio da análise de seu contexto social e em relação a outros discutidos; refletir sobre sua própria produção lingüística, para adequá-la aos diversos contextos; aumentar a auto-estima, provocando reflexões sobre as próprias potencialidades que demandam um esforço intelectual para a superação do estágio inicial de passividade. A participação das duas alunas extensionistas tem sido importante quer na pesquisa e preparação do material didático para o desenvolvimento dos planos de aula, quer na convivência com os alunos na escola. Em 2007, a partir da leitura do livro O cidadão de papel, de Gilberto Dimenstein, os alunos discutiram questões como: educação, saúde, trabalho, responsabilidade. As aulas de leitura e redação resultaram na produção do Jornal da Turma e as produções textuais foram compiladas, resultando numa brochura. Os alunos enviaram cartas a Dimenstein comentando o desenvolvimento deste projeto e manifestando suas percepções sobre os problemas da escola e da comunidade. Na Univille, experienciaram atividades desenvolvidas pelos departamentos de Letras, História, Artes Visuais e Educação Física e, a partir do tema cidadania, elaboraram e apresentaram uma paródia, uma contação de história, duas dramatizações e quatro cartazes. Assim, conhecerem a universidade, o que estimulou o seu desempenho escolar e a vontade de cursar o ensino superior. Neste ano, a base argumentativa está sendo construída a partir da consciência histórica, abordada a partir de textos literários em diferentes linguagens: filmes, música, escrita, buscando os seus reflexos na realidade que os envolve. Os alunos demonstram-se motivados à participação social; um exemplo disso foi a apresentação que fizeram do texto Todo Mundo e Ninguém de Gil Vicente na feira do livro 11.04.2008 – Joinville, depois de terem estudado a situação de produção do texto. Em junho, os estudantes visitaram a Universidade Federal de Santa Catarina para conhecer o espaço geográfico além da cidade onde moram. Visitaram o Museu da UFSC, conheceram o curso de Jornalismo e Engenharia Mecânica. Com as atividades desenvolvidas, espera-se a melhora na escrita e na auto-estima, em busca dos objetivos pessoais e coletivos como a efetivação da condição do Colégio como de ensino profissionalizante. Há o esforço para implantar o ensino profissionalizante na escola, discutindo com a administração da escola, reunindo-se com a direção do Cedup, e com a coordenação pedagógica do Senai e, ainda, fazendo contatos por e-mail, buscando parcerias com empresas. Essas discussões sempre ficam embaraçadas nas questões político-econômicas mas, em sala de aula, resultaram em ampla discussão sobre o papel da escola e a função de seu Projeto Político Pedagógico. Este projeto é um estímulo para o uso consciente da linguagem como instrumento de poder, permitindo relacionar a teoria aprendida na universidade com a prática docente.

AS ESCOLAS ÉTNICAS NA REGIÃO SUL CATARINENSE E OS REFLEXOS DA POLÍTICA DE NACIONALIZAÇÃO DO ENSINO

  • Maria Eduarda de Oliveira Souza, Graduando, dudadopp@hotmail.com

Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC, Criciúma, Brasil

Palavras-chave: História da educação, Escola étnica, Nacionalização do ensino

O projeto de pesquisa “As escolas étnicas na região sul catarinense e os reflexos da política de nacionalização do ensino” tem como objetivo central perceber quais os significados da política de nacionalização do ensino nas escolas étnicas do sul catarinense para os sujeitos que delas fizeram parte. Os objetivos específicos principais são: perceber o lugar e o papel da escola para os núcleos de imigrantes;; identificar quem foram os/as primeiros/as alunos/as dessas escolas (etnia, classe, gênero); analisar as transformações ocorridas na arquitetura dos estabelecimentos escolares; mapear os materiais didáticos que eram utilizados nas escolas étnicas; reconhecer os tipos de documentos das escolas étnicas que sobreviveram ao tempo. Como é de conhecimento, Criciúma se apresenta como cidade referência no cenário sul catarinense. Isto se dá em virtude das relações econômicas e sociais que vêm se desenvolvendo ao longo da história deste município. A cidade foi colonizada por imigrantes italianos, poloneses e alemães, a partir de 1880. No entanto, com a inserção das empresas mineradoras, a partir de 1917, o pequeno distrito do município de Araranguá, que subsistia por meio do trabalho dos “colonos” agricultores, dos pequenos comerciantes, e de algumas iniciativas como fábricas de banha, passou por uma grande e rápida transformação. As experiências educacionais iniciaram-se logo após a chegada dos primeiros imigrantes europeus, em 1880. Os imigrantes pagavam professores para ensinar seus filhos a ler e escrever. Estas escolas serão denominadas, por alguns autores, de escolas étnicas. Escolas com estas mesmas características não foram organizadas somente em nossa região, mas também em várias regiões do Brasil. Mas, posteriormente, estas escolas terão seu cotidiano e seus objetivos atravessados pela política do nacionalismo, com a Era Vargas. Vargas ao governar o Brasil de 1930 até 1945 propõe muitas mudanças na educação, uma delas atingirá as escolas criadas pelos imigrantes de origem européia. Ao defender a unidade e o fortalecimento da identidade nacional, principalmente no Estado Novo, entre 37 a 45, elegerá a escola como principal aliada. A região sul do país, por ser habitada por imigrantes europeus provindos da Itália, Alemanha e Polônia, se tornará um dos alvos dessa política, em especial as escolas étnicas. Nesta época Criciúma está se constituindo município. Esta pesquisa vem acontecendo no âmbito do Grupo de Pesquisa em História e Memória da Educação: O processo de Educação em Santa Catarina - GRUPEHME, vinculado à Pró-Reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão da UNESC (cadastrado ao CNPq). Para realizar um trabalho de pesquisa é essencial delimitar o espaço e o tempo a fim de dar conta da temática abordada. As escolas mais antigas vinculadas à Secretaria Municipal de Educação de Criciúma farão parte do escopo desta pesquisa e o período a ser estudado inclui os anos de 1910 a 1930. Utilizaremos de várias fontes existentes no Banco de Dados do GRUPEHME/SC, no entanto, teremos que levantar as fontes nas escola/as que ainda não tiveram seus documentos textuais e iconográficos catalogados ou digitalizados. A História Oral também se apresentará como uma proposta metodológica.

Apoio / Parcerias: UNESC/FAPESC

ASSESSORIA AO GT REDE DE PROTEÇÃO ÀS PESSOAS EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA INTRAFAMILIAR DE BLUMENAU

  • Patrícia Regina de Souza, Graduando, souza.sso@gmail.com
  • Maria Salete da Silva, MSc, mssilva@furb.br
  • Marilda Angioni, MSc, marilda@furb.br

Universidade Regional de Blumenau, FURB, Blumenau, Brasil

Palavras-chave: Rede de proteção., Violência intrafamiliar., Participação.

Histórico: O Programa Assistência Sócio-Jurídica, extensão do Departamento de Serviço Social da FURB, foi criado em 2002 e desenvolve-se junto ao Núcleo de Prática Jurídica – NPJ, que presta assistência judiciária gratuita à população de baixa renda, residente em Blumenau. Compõe-se dos Projetos: Educação em Direitos Humanos; Orientação Sócio-Familiar e Atendimento Compartilhado. Uma das expressões da questão social presentes na vida dos usuários é a violência intrafamiliar, cujos indicadores mais recentes são: 36,58% em 2006; 30,76% em 2007 e 28,57% em 2008/1. Dentre as ações empreendidas para o enfrentamento desta questão situa-se a criação, em 2003, em conjunto com a Secretaria Municipal de Assistência Social, do GT Rede de Proteção às Pessoas em Situação de Violência Intrafamiliar, com o objetivo de promover o debate sobre a rede de serviços com vistas à formação de uma rede de proteção. Iniciou-se pelo mapeamento da rede e, em seguida, elaborou-se o Protocolo de Atenção às Pessoas em Situação de Violência Intrafamiliar visando alcançar maior resolutividade. Em 2006, a aprovação da Lei Maria da Penha trouxe novos desafios. Contraditoriamente, observou-se uma redução drástica na participação das instituições no GT. Para compreender a baixa adesão às atividades e avaliar a utilização do Protocolo de Atenção, optou-se pela realização de pesquisa em 2007/2. Participaram 14,7% do universo. Destaca-se que 100% consideraram o GT necessário; 80% propuseram sua reorganização; 10% demonstraram disponibilidade para participar da Comissão Gestora; 80% declararam que a atuação em rede é relevante para a atuação profissional, mas a maioria justificou a baixa adesão pela sobrecarga de trabalho; e 40% relataram que utilizam o Protocolo de Atenção. Com base nestes dados organizou-se planejamento para 2008. Objetivos: promover o fortalecimento da Rede de Proteção às Pessoas em Situação de Violência Intrafamiliar; ampliar a participação das instituições no GT; divulgar e estimular o uso do Protocolo de Atenção; formar Comissão Facilitadora interinstitucional; oportunizar a troca de experiências. Metodologia: Para atingir estes objetivos foram incorporadas as sugestões do próprio Grupo, como: alteração do dia das reuniões; aplicação de técnicas para promover a integração entre os profissionais; discussão de situações de violência e da Notificação Compulsória; atualização do Protocolo de Atenção; criação de Comissão de Facilitadores interinstitucional. As reuniões ocorrem mensalmente e são enviados, semanalmente, on line, notícias, convites para eventos e materiais informativos. Realizou-se 04 encontros em 2008/1, que contemplaram os temas propostos, com a presença de 47 profissionais, acima do índice de participação de 2007. Relevância: investir na formação e fortalecimento da rede de proteção social constitui estratégia para combater a violência intrafamiliar e promover a defesa dos direitos humanos, contribui para a inserção da Universidade na comunidade e a articulação entre extensão e pesquisa abre a possibilidade de provocar mudanças concretas na realidade social. Fontes de custeio: Departamento de Serviço Social, NPJ e PROPEX. Perspectivas para continuidade: no segundo semestre será formada a Comissão Facilitadora, serão devolvidos os resultados da pesquisa “Implementação da Lei Maria da Penha sob a ótica dos órgãos responsáveis em Blumenau” e, a partir de então, novas estratégias serão traçadas.

ATENDIMENTO DE APOIO ÀS CRIANÇAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS

  • Francielle Beluk, Graduando, extensao@cni.unc.br
  • Maria Benedita de P. e Silva Polomonei, MSc, extensao@cni.unc.br

Universidade do Contestado, UNC, Caçador, Brasil

Palavras-chave: intervenção , crianças, aprendizagem

O projeto está sendo desenvolvido com os alunos da Escola Básica Municipal Severo de Andrade, localizada no Bairro Campo d’Água Verde na cidade de Canoinhas – SC, salientamos que a aplicação deste projeto nesta instituição de ensino deu-se devido a uma solicitação da própria direção da referida escola mediante a identificação do problema de aprendizagem e socialização a vida escolar de crianças com necessidades especiais matriculadas na referida escola. O projeto desenvolvido pelo Programa de Apoio a Extensão e Cultura da Universidade do Contestado UnC Canoinhas, intitulado “ ATENDIMENTO DE APOIO ÀS CRIANÇAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS” apresenta relevância por que a realidade escolar, segundo observações é precária e as crianças que estão envolvidas, são aquelas consideradas com necessidades especiais. Os objetivos do trabalho visam realizar a intervenção pedagógica para a melhoria na aprendizagem para as crianças como necessidades especiais compreendendo dificuldades de aprendizagem como hipóteses a serem avançadas; desmistificar o conceito de dificuldade aprendizagem por meio de estudos e discussões com as pessoas envolvidas no projeto; apresentar a intervenção pedagógica como meio para diminuir as dificuldades de aprendizagem para as crianças com necessidades especiais; desenvolver as atividades por meio d recursos diferenciados caracterizando a intervenção pedagógica. As atividades estão sendo desenvolvidas através de recursos diversificados como o desenvolvimento de técnicas de leitura, jogos, dramatizações, entre outros recursos que estão sendo selecionados com a ajuda da professora orientadora do projeto. Os encontros acontecem durante a semana, sendo quatro tardes, com a duração de uma hora e meia cada encontro, trabalhando com crianças que possuem necessidades educativas especiais tendo planejamento prévio das atividades que serão também, acompanhadas pela professora orientadora do projeto. Para auxilio do desenvolvimento das atividades são realizados estudos e orientação com a professora responsável pela orientação do mesmo. De acordo com a avaliação realizada junto a escola/ família/ professora orientadora do projeto, o mesmo vem atingindo seus objetivos pelo fato das crianças estarem, segundo direção e professores melhorando no desenvolvimento do seu aprendizado e socialização com os demais colegas, bem como pela resposta positiva que a família também demonstra através da freqüente participação durante a realização das atividades. Devido a isto a escola tem interesse na continuidade do projeto. A fonte financiadora dos custos desse projeto acontece através do Fundo de Apoio a Extensão e Cultura da Universidade do Contestado UnC Canoinhas/Porto União.

ATIVIDADE INTEGRADA: UMA EXPERIÊNCIA NO CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA DA UNESC

  • Robinalva Borges Ferreira, E, rfe@unesc.net
  • Vânia Vitório, E, vvi@unesc.net
  • Samira Casagrande, MSc, sca@unesc.net

Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC, Criciúma, Brasil

Palavras-chave: Atividade integrada, Educação Física, Processo ensino-aprendizagem.

Após a implementação da nova matriz curricular para a formação do licenciado em Educação Física da Unesc, no ano de 2004, passou-se a realizar atividades integradas em todas as fases do curso, com o objetivo de planejar e promover o estudo coletivamente, aprofundar conhecimentos, realizar debates e seminários entre outras possibilidades, além de avaliar os acadêmicos coletivamente em uma atividade. Neste sentido, relatamos a experiência realizada desde o segundo semestre de 2006, com atividade integrada, na 5ª fase do curso, envolvendo as disciplinas de Estágio I, Avaliação em Educação Física Escolar e Didática Geral. Inicialmente os acadêmicos lêem os textos, dialogam com os autores nas três disciplinas citadas anteriormente e escrevem a fundamentação teórica do relatório de estágio, de forma processual, pois se corrige o texto e no final do semestre o acadêmico entrega a versão final do relatório. Paralelo a esta atividade o acadêmico vai até a escola realizar uma entrevista com o diretor, professor e alunos de Educação Física, além de observar a conjuntura da escola, o Projeto Político Pedagógico e o planejamento do professor. Passa a construir então a segunda parte do relatório que é a análise dos dados coletados na escola a luz do referencial teórico. Por último elabora as conclusões e recomendações, encerrando o relatório escrito. A próxima etapa da atividade integrada corresponde ao seminário de estágio, com o agrupamento e apresentação dos dados por rede de ensino, estadual, municipal, particular e especial. Portanto o acadêmico tem duas notas com peso dez, correspondentes ao relatório escrito e a apresentação no seminário, para as três disciplinas. Qualificando então o processo ensino-aprendizagem, pela apropriação do conhecimento, por meio da leitura, pesquisa, discussão e escritura do texto, além da apresentação oral, avaliação coletiva e auto-avaliação, o que proporciona o desenvolvimento de várias competências para a formação do professor. Os principais autores estudados pelos acadêmicos são: Hadji, Hoffmann, Kunz, Masetto, Sousa, Bracht, Souza, LibâneoeGandin.A avaliação da atividade tem sido muito positiva na perspectiva dos acadêmicos e professores envolvidos, devido à qualidade na produção do relatório e na realização do seminário, o qual se transforma numa aula magna, com a participação dos acadêmicos da 4ª fase, que será a executora no próximo semestre. A dificuldade apontada por todas as turmas é o tempo que parece ser sempre escasso para realizar as atividades propostas pelos professores.

ATLAS HISTÓRICO DA REGIÃO DA BAIA DA BABITONGA

  • Priscila Débora Trierweiller, Graduando, priscila_trierweiller@hotmail.com
  • Sandra Paschoal Leite de Camargo Guedes, Dr(a), sandraguedes@netvision.com.br
  • Celso Voos Vieira, MSc, celso.v@univille.net
  • Eleide Abril Gordon Findlay, MSc, eleide.findlay@univille.net
  • Fabiano Antonio de Oliveira, Dr(a), fabiano.oliveira@univille.ne
  • Naum Santana, MSc, naum.alves@univille.net

Universidade da Região de Joinville, UNIVILLE, Joinville

Palavras-chave: Baía da Babitonga, Mapas históricos, Ocupação histórica

O Projeto Atlas Histórico da Região da Baía da Babitonga, com inicio em 2006, constitui uma ação conjunta na área de pesquisa dos departamentos de História e Geografia da Universidade da Região de Joinville, com apoio financeiro da Univille e do CNPq. O estudo tem por objetivo compreender e registrar o processo de ocupação do território dos atuais municípios que circundam a Baía da Babitonga: Joinville, São Francisco do Sul, Araquari, Balneário Barra do Sul, Garuva e Itapoá. A historiografia do setor nordeste do Estado de Santa Catarina, referente aos séculos XVII a XIX, está centrada em São Francisco do Sul, uma vez que antes da chegada dos imigrantes europeus à Colônia Dona Francisca, atual Joinville, este município abrangia vasta área do nordeste catarinense, que inclui hoje os territórios pertencentes aos seis municípios que compõem a região. Já para os séculos XIX e XX, a historiografia mais abrangente é sobre Joinville, enquanto as demais cidades não possuem produção significativa. Os trabalhos do projeto ATLAS estão baseados em ampla pesquisa documental, bibliográfica e cartográfica, realizada em bibliotecas universitárias e comunitárias, arquivos históricos municipais, estaduais e nacionais, cartórios, paróquias e prefeituras dos municípios objeto de estudo. Os dados obtidos originaram um banco de dados fundamental para a análise cartográfica, demográfica, fundiária, econômica e cultural da região, já que foi possível realizar um levantamento sobre posse de propriedade, registros de batismo, casamento e óbito, bem como de compra e venda de escravos. Os relatórios e falas pronunciadas pelos Presidentes da Província de Santa Catarina à Assembléia Legislativa, a partir de 1834, até a República, propiciaram uma análise da legislação provincial e imperial relativas à colonização, imigração e a posse e distribuição de terras, bem como a visão oficial sobre as temáticas indicadas. Quanto ao material cartográfico pesquisado, constituído principalmente por mapas históricos, foi transferido para meio digital por meio de escanerização, sendo posteriormente georreferenciado em uma base cartográfica digital composta pela articulação de seis folhas topográficas na escala 1:50.000, disponibilizadas pelo IBGE. Os registros dos mapas históricos são então transferidos para a base cartográfica atual como dados na forma de pontos, linhas e polígonos. O material documental e bibliográfico selecionado passível de registro cartográfico, previamente organizado em banco de dados, é transferido para a base cartográfica digital, de modo a complementar os dados cartográficos previamente lançados. Resultados preliminares indicam que a distribuição espacial da população luso-brasileira em meados do século XIX era muito ampla na região, contrariando a historiografia mais difundida que atribui aos imigrantes de origem germânica a abrangência da ocupação do espaço regional. A continuidade dos trabalhos permitirá a elaboração de um Atlas Histórico da região da baia da Babitonga que contribuirá para o avanço do conhecimento histórico, geográfico, econômico, social e cultural das cidades que circundam a região nordeste de Santa Catarina.

AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL: UM CAMINHO PRA A REESTRUTURAÇÃO

  • Antonia Angelina Basanella Utzig, G, toninha1970@hotmail.com

Universidade Regional de Blumenau, FURB, Blumenau, Brasil

Palavras-chave: Avaliação institucional., Sistema ACAFE., SINAES.

O presente trabalho apresenta a pesquisa que tem como recorte as instituições de Ensino Superior do estado de Santa Catarina, propriamente as Integrantes da Associação Catarinense das Fundações Educacionais (ACAFE). Tendo como objetivo geral de pesquisa verificar os impactos proporcionados pela Avaliação Institucional, doravante AI, nas Instituições de Ensino Superior (IES) de Santa Catarina após a implantação do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES). A melhoria contínua da qualidade é um dos fatores chaves para a sobrevivência organizacional no ambiente atual, cada vez mais dinâmico e competitivo. A importância de se discutir AI justifica-se através dos trabalhos escritos por estudantes na forma de Trabalhos de Conclusão de Curso, Dissertações, Teses de Doutorado, livros e inúmeros artigos publicados eletronicamente ou não, cada qual em uma vertente, em uma gama de focos diversificados. Essa pesquisa se diferencia das demais por estudar os impactos que o SINAES proporcionou nas IES. Impactos estes que podem oscilar entre positivos e negativos, mas que de forma alguma podem ser desconsiderados. O universo pesquisado foi formado por quinze instituições que compõem o Sistema ACAFE e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Os sujeitos sociais da pesquisa serão os profissionais responsáveis pela administração destas instituições, ou seja, os reitores, vice-reitores, presidentes, diretores e outras denominações, conforme a IES, não menos significativas serão as entrevistas realizadas com as equipes gestoras das comissões internas de avaliação, com também será efetuada visita em loco nas universidades, entrevistas, bem como análise documental e levantamento bibliográficos. Essa pesquisa terá como aporte teórico autores José Dias Sobrinho, Dilvo Ivo Ristoff, Fernando Haddad, Isaura Belloni entre outros que serão convidados a participar dessa reflexão. Conforme as diretrizes do SINAES a Al é um instrumento que tem como finalidade a qualidade do ensino, traduzindo com clareza seus compromissos com a sociedade brasileira. A seguinte pesquisa contribuirá principalmente para as IES investigadas, como respaldo para tomada de decisão em prol de benefícios próprios e sociais. A Avaliação Institucional propicia um excelente embasamento para o planejamento, fazendo com que a IES busque novas formas de implementar as mudanças que se façam necessárias. A originalidade ou relevância aqui pretendida é a de recuperar importantes contribuições dos autores que integrarão o cabedal teórico que servirá de suporte a produzir um instrumento que venha contribuir para uma reflexão que acrescente resultados que gerem qualidade na Educação brasileira. Trabalhamos com a idéia de que a avaliação deve ser um processo permanente e não espasmódico, e a publicidade compromisso com a formação, na medida em que não adianta produzirmos muitos resultados, muitos dados e não darmos sentido a esses dados, para transformá-los em informações úteis para fins gerenciais e pedagógicos, de forma a produzirmos novas perspectivas de gestão educacional, principalmente no que concerne a avaliação Institucional.

BLOGS E O LETRAMENTO DE ADOLESCENTES COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS.

  • Carla Roberta Blank, Graduando, proinpes@unerj.br
  • Ilvete Londero Beltrame, Graduando, ilveteb@unerj.br
  • Suely Scherer, Dr(a), suely@unerj.br

Centro Universitário Católica de Santa Catarina, PUC, Jaraguá do Sul, Brasil

Palavras-chave: Blogs, Letramento, Necessidades Educacionais Especiais

em Educação Especial/Associação de Pais e Amigos do Excepcional (CAESP/APAE) de Jaraguá do Sul – SC, em que foram implementadas ações que favorecessem o processo de letramento dos sujeitos, usando blogs. O objetivo foi o de identificar e analisar as contribuições do uso de blogs no letramento de adolescentes com necessidades educacionais especiais. O que se percebeu é que o uso de blogs, articulado com linguagens como a oral, a escrita, a sonora e a iconográfica, contribuiu com o processo de letramento dos sujeitos e com o desenvolvimento da autonomia ao usarem a escrita para se comunicarem presencial e virtualmente. Também perceberam-se avanços nos processos colaborativos entre os sujeitos ao buscarem soluções aos problemas que surgiam ao longo do processo.

CAPACITAÇAO DO PROFESSOR ON-LINE NA UNISUL VIRTUAL

  • Elaine Cristiane Surian, Graduando, elaine.surian@unisul.br
  • Simone Andréa de Castilho, G, simone.castilho@unisul.br

Universidade do Sul de Santa Catarina, UNISUL, Tubarão, Brasil

Palavras-chave: Capacitação, Professor on-line, Educação a distância

em EaD. A equipe de trabalho da Unisul Virtual atua integrada à estrutura da instituição. Para a realização de suas ações, utiliza e desenvolve tendências atuais na área de EaD. Neste contexto, emprega modernas tecnologias, produz e adapta materiais didáticos nas mais variadas mídias e capacita educadores e profissionais que unem formação acadêmica de alto nível com vasta experiência prática. Neste sentido, surge a preocupação de promover uma capacitação capaz de ultrapassar o conhecimento da linguagem computacional, no intuito de conduzir o educador para o entendimento dos conceitos e das relações envolvidas na atividade de descoberta, construção e comunicação, assim como, oportunizar a compreensão das competências cognitivas envolvidas no processo de utilização dos recursos tecnológicos com finalidades educacionais. Visando ao atendimento dessas necessidades de capacitação docente, criou-se uma estrutura organizacional que pudesse assessorar os profissionais da EaD. Esta estrutura é composta pela equipe didático-pedagógica, em que destacamos a Equipe de Capacitação e Assessoria ao Docente – CAD –que capacita, orienta e assessora os professores por acompanhamentos quantitativos e qualitativos que visam à contínua qualidade no processo ensino-aprendizagem, mantendo a qualidade no atendimento aos alunos da Unisul Virtual.

CENÁRIOS DE FORMAÇÃO DOCENTE E IDEÁRIOS PEDAGÓGICOS

  • Julice Dias, MSc, judias@furb.br

Universidade Regional de Blumenau, FURB, Blumenau, Brasil

Palavras-chave: Cadeias ritualísticas de interação., Docente., Formação.

O presente trabalho trata do processo de formação continuada docente em serviço, desenvolvido pela Universidade Regional de Blumenau, através da Pró-Reitoria de Ensino, desde 2003. O estudo desenvolvido, cujo núcleo consiste na análise de narrativas de professores em formação, tem como objetivo cartografar os sentimentos de pertença e as práticas culturais que constituem o habitus docente no âmbito da Universidade. Sua relevância para o contexto do Ensino Superior assenta-se na possibilidade de representar os símbolos e práticas culturais adotados pelos docentes na representação da auto-imagem professor em cenários institucionais universitários. A formação docente no âmbito do Ensino Superior tem sido problemática de estudos recentes, quando trata-se da literatura educacional. Tal problemática acentua-se na atual configuração social das políticas de internacionalização, que mascaradamente tomam a educação de modo geral, e a educação superior de modo particular, como alvo do aligeiramento dos processos formativos e a superficialidade da produção do conhecimento. No estudo, desenhamos uma moldura sócio-política-cultural necessária para a interpretação dos modos de sentir, pensar e agir diante da função docente na Universidade. Tentamos montar um complexo mapa conceitual dessas manifestações em mapas conceituais, como facilitadores para compreensão das práticas culturais engendradas na Universidade. Para tanto, utilizamos como aporte conceitual a sociologia de Norbert Elias e de Randal Collins. Nas instituições universitárias são desenhados cenários constitutivos em cadeias ritualísticas de interação, notadamente pelos professores no cotidiano institucional. Neste trabalho exploramos os cenários do cotidiano institucional da formação docente, representando simbolicamente por mapas conceituais, os conceitos que engendram a auto-imagem dos professores nas relações com o saber em processos de formação em serviço. Os ideários pedagógicos que constituem a auto-imagem docente são manifestos em modos de sentir, pensar e agir diante do cenário do Ensino Superior. Analisando sociologicamente estes ideários, descrevemos no estudo uma série de códigos culturais que, emaranhados, constituem a tensão do fazer cotidiano docente na Universidade. A análise é feita a partir de registros sistemáticos de narrativas de professores universitários em processos de formação em serviço e mostra regularidades nos modos de sentir, pensar e agir no cotidiano da Universidade, além de constituir banco de dados para os processos subseqüentes para a formação em serviço ofertada pela Universidade. Nesse cenário, nos deparamos com uma teia difusa de relações com o saber, com a instituição e com os atores que a constituem, o que permite identificar tanto univocidade quanto multiplicidade de vozes sobre o contexto do Ensino Superior. O estudo apresenta possibilidades e limites no campo da formação continuada docente.

COLCHA DE RETALHOS ENTREMEANDO HISTÓRIAS

  • Nara Boneti Foresti, MSc, naraboneti@unochapeco.edu.br
  • Sedenir Rommel, Graduando, cede@unochapeco.edu.br

Universidade Comunitária Regional de Chapecó, UNOCHAPECÓ, Chapecó, Brasil

Palavras-chave: literatura oral, memória, idosos

É pensando nos ecos do passado, fragilizados, fragmentados pelo tempo e tartamudeados pelas vozes que os emitem que o Projeto de Extensão Colcha de Retalhos - do Curso de Letras da Unochapecó, através da contação e coleta de histórias populares, trabalha com a Literatura Oral e faz com que idosos que se encontram em grupos ou centros de convivência contribuam com suas próprias histórias. O trabalho desenvolvido pelo projeto durante esses cinco anos remete a um "direito à memória", a um direito do "contar" e do "ouvir" "o silêncio da sabedoria". No entanto, não se trata de retomar essa memória, esse passado ou "eco", como algo estável que pode ser recontado completo e intocado pelo tempo. Trata-se de repensar esse passado como fração, como memória exposta ao esquecimento e a imaginação e que pode ser recomposta, recontada, reescrita e relida pelas novas gerações. Pois, segundo Walter Benjamin, o passado vem até nós como reminiscência, como ruína "que se dispersa a nossos pés". Portanto, a articulação entre esses fragmentos, entre esses "tijolos de demolição", leva-nos a pensar neste passado para entender o presente e construir o futuro. Por isso, o maior objetivo tem sido o de trabalhar a literatura oral com idosos, forma de recompor a memória. Para tanto, os Grupos de Idosos dos Bairros São Pedro, Pinheirinho, Passo dos Fortes, Santa Luzia, Centro de Convivência Companheiro Leão Aurino Mantovani, Grupo de Idosos Amigos do CCI e, por fim, idosos em atividade física, na Unochapecó têm sido atendidos. O projeto Colcha de Retalhos se fundamentou no processo de preservação da memória coletiva e, através da contação e coleta de histórias populares - que são símbolos da reminiscência dos antigos narradores, promoveu a interação dos idosos com a Literatura Oral. Com isso, as vozes de um passado estilhaçado e repleto de "agoras" puderam ser ouvidas por acadêmicos que reproduzirão essas vozes, novamente estilhaçadas por suas próprias memórias, para outros públicos, outras gerações. Para isso, o exercício de ouvir tornou-se a gênese do trabalho. Porque com o advento da modernidade e o surgimento de espaços públicos (em que as pessoas têm oportunidade de se olhar reciprocamente) o olhar sobrepõe o ouvir: pela falta de tempo, pelo fim do tédio (no sentido benjaminiano de ócio) e pela falta de interesse da comunicação e envolvimento com outro. Assim, quando se ouve a afirmação de que não há mais histórias para se contar é porque não há mais quem deseja/tem tempo para ouvi-las. Esse trabalho é a vontade de ouvir e de contar; não só histórias ouvidas, lidas ou vividas, mas também as histórias inventadas. Ao resgatar o depoimento de pessoas mais velhas, ouvir suas vivências, suas culturas, suas narrativas, lembranças, desejos e crenças, o Projeto Colcha de Retalhos tem a força de nos aproximar da "vida concreta e de nós mesmos." As histórias coletadas são contos de assombramento, de santos, de encantamento, adivinhas, quadras, relatos que reunidos formam uma colcha de histórias que deseja acalentar, divertir e atingir as novas gerações.

COMUNICAÇÃO E SAÚDE - MEDICINA E JORNALISMO EM INTERAÇÃO

  • Juceli Morello Lovatto , MSc, juceli@unochapeco.edu.br
  • Mariângela Storniolo Torrecasana, MSc, mariangela@unochapeco.edu.br

Universidade Comunitária Regional de Chapecó, UNOCHAPECÓ, Chapecó, Brasil

Palavras-chave: Medicina, Jornalismo, Interdisciplinaridade

COMUNICAÇÃO E SAÚDE - MEDICINA E JORNALISMO EM INTERAÇÃO

Autores: Juceli Morello Lovatto e Mariângela Storniolo Torrecasana
juceli@unochapeco.edu.br mariangela@unochapeco.edu.br

INTRODUÇÃO: O processo de interação disciplinar na aula universitária tem propiciado muita discussão, com raras efetivações. Decorrente dessa possibilidade interdisciplinar uma experiência mostrou-se muito produtiva: medicina e jornalismo em torno de uma atividade teórico-prática. OBJETIVO: integrar a área da comunicação com a área da saúde envolvendo os cursos de Jornalismo e Medicina. METODOLOGIA:Por meio de atividade planejada e executada em conjunto, as disciplinas de Comunicação em Saúde – SEM III e Radiojornalismo II, foram desenvolvidas, contemplando as seguintes etapas: Discussão teórica referente a temáticas da área de saúde trabalhadas no semestre; discussão teórica sobre os elementos básicos de uma entrevista radiofônica, seu planejamento, produção e execuçao; tradução da linguagem técnica para a linguagem coloquial, transformação da discussão em entrevistas “mesa-redonda” realizadas por acadêmicos de Jornalismo aos acadêmicos de Medicina; registro audiovisual e análise dos questionamentos e textos decorrentes destes, observando-se os elementos verbais e não verbais e a efetivação da mensagem. RESULTADOS: A atividade integrada propiciou uma experiência inovadora nas áreas, saindo-se do tradicional enquadramento disciplinar de cursos e áreas para colocarem-se em situações de responsabilidade do dizer e do fazer ciência e comunicação. Embora simulação de prática comunicativa, o dizer pressupunha conhecimento científico traduzido para a linguagem popular, enquanto que o fazer comunicação pressupunha contemplar questões de interesse público e encadeamento de questionamento e ponderações. Decorrente da atividade tornou-se visível e concreta a importância do espaço comunicativo, do quanto ele pode favorecer na relação médico/paciente e ,ao mesmo tempo, gerou-se uma preocupação não só com a forma de dizer, mas com o que dizer ao entrar em contato com a comunidade. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Comunicação e saúde, por ser conteúdo de recente introdução em currículos da área médica ainda carece de teoria e experiências locais, regionais e nacionais. De um lado estão os cursos de comunicação, de outro os cursos de saúde. No entanto, a vulgarização da ciência depende muito da participação dos veículos de comunicação e os profissionais da comunicação necessitam conhecer melhor a área da saúde para servirem como mediadores, tornando a informação técnica mais acessível aos interlocutores. PERSPECTIVA: Continuidade da experiência em 2008 / 02.
PALAVRAS-CHAVE: Medicina, Jornalismo, Interdisciplinaridade

CONSTRUÇÃO DE OBJETOS PEDAGÓGICOS PARA A MEDIAÇÃO DA APRENDIZAGEM

  • Maria Cristina da Rosa Fonseca da Silva, Dr(a), cristina@udesc.br

Universidade do Estado de Santa Catarina, UDESC, Florianópolis, Brasil

Palavras-chave: Inclusão , Formação de Professores , Objetos Pedagógicos

No presente relato, destacamos o projeto de Ensino de graduação desenvolvido com o objetivo de criar um conjunto de objetos pedagógicos para inclusão em classes regulares. As atividades foram efetivadas durante o ano letivo de 2007 em duas disciplinas do Curso de Licenciatura em ArtesVisuais. A proposição pretendeu viabilizar a construção de instrumentos educativos que possibilitassem a participação de crianças com necessidades especiais nas atividades de rotina em salas regulares de ensino, em condições de igualdade com as demais crianças. Com os objetos construídos foi possível desenvolver farto material pedagógico para as disciplinas de “Arte e desenvolvimentos Infantil e Educação Lúdica” do curso de Pedagogia na modalidade a distância CEAD/UDESC. Utilizamos como referencial teórico do projeto, alguns autores da área de educação especial como Nilcéia Mendes, Carlos Skliar, Vigotsky, Otto Bauer, além de autores que discutem o jogo como Tânia Fortuna, Maria Inês Corte Vitória, bem como as contribuições de Walter Benjamim para o tema. Especificamente na área de inclusão no ensino de arte, existe pouca produção na área, destacando-se em especial o trabalho de duas autoras, Ana Elizabete Lopes e Lúcia Helena Reily. Acreditamos que os objetos pedagógicos podem ampliar a participação de crianças com necessidades especiais nas aprendizagens escolares a partir do trabalho com outras características sensoriais, sendo fundamental desenvolver na formação de professores, os processos de reflexão e construção dos materiais. No caso de crianças cegas em classes regulares, os objetos pedagógicos inseridos nas práticas educativas, podem atuar a partir da sonoridade, olfato, paladar ou tato. Neste sentido, o projeto de ensino está articulado no tripé ensino, pesquisa e extensão, pois, a partir do projeto de ensino pudemos desenvolver uma investigação em escolas, destacando os materiais inclusivos utilizados pelos professores nas aulas de arte, bem como, por meio da extensão estamos desenvolvendo uma oficina com os professores da rede pública de ensino, para subsidiar a construção de objetos pedagógicos nas salas regulares de ensino. O Projeto de Ensino ao produzir um conjunto de objetos de inclusão a partir da arte, possibilitou a ampliação da formação de professores construindo uma cultura inclusiva na sala de aula. A metodologia utilizada partiu de reflexões teórico-práticas desenvolvidas em sala de aula, da criação dos objetos pedagógicos e pela experimentação e caracterização dos jogos na sala de aula. Todo o processo foi minuciosamente registrado. Pudemos perceber como resultado, que os futuros docentes ampliaram seu repertório metodológico identificando as principais questões no âmbito da educação inclusiva. Acrescentamos que, além da criação dos objetos pedagógicos, o projeto desenvolveu ao final da experiência de construção do jogo, um artigo de autoria do estudante que sistematizou o processo de criação dos objetos pedagógicos articulados com as leituras específicas acerca da inclusão na formação de professores.


[1] O projeto aconteceu vinculado a dois cursos de graduação: Licenciatura em Educação Artística CEART/UDESC e Pedagogia a Distância CEAD/UDESC.

CONSTRUINDO UM PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO: A EXPERIÊNCIA DO CEART-UDESC

  • Jacqueline Wildi Lins, Dr(a), c4ech@udesc.br

Universidade do Estado de Santa Catarina, UDESC, Florianópolis, Brasil

Palavras-chave: Educação, , interdisciplinaridade, , projeto pedagógico.

O presente poster busca relatar a experiência da construção do PROJETO POLÍTICO INSTITUCIONAL do Centro de Artes da UDESC como prática articuladora de integralização da graduação, da pesquisa e da extensão, tendo por referencial a experiência da Comissão do PROJETO POLÍTICO INSTITUCIONAL. Parte da atuação e de experiências de alguns departamentos, com currículos em implementação, na área de projetos interdisciplinares. Além disso, o trabalho analisa os limites e as possibilidades da construção de projetos integradores em um centro de Artes, centrando na discussão a aprendizagem dos próprios métodos das diferentes disciplinas, áreas de estudo e de conteúdos como aspectos mutuamente inclusivos de uma mesma formação. Trata-se de ação articuladora e integradora da graduação, pesquisa e extensão, tendo como referencial a experiência de construção de novas propostas curriculares em 2007. O Trabalho de construção do PROJETO POLÍTICO INSTITUCIONAL CEART inicia-se em 2007, com a criação de uma comissão e a elaboração de um calendário para troca de experiências com docentes de outras instituições e entre os diferentes Departamentos do Centro. O objetivo central é definir caminhos que propiciem a qualidade das atividades acadêmicas nas dimensões formal (ou técnica) e política visando o bom desenvolvimento do aluno, o preparo para a cidadania e a qualificação para o trabalho. No primeiro semestre de 2008 foram realizados encontros semanais, que iniciaram com o Fórum “Princípios da Teoria da Complexidade no Ensino Superior, realizado entre os dias 13 e 14 de fevereiro e coordenado pela professora da Universidade Federal do Paraná Lea das Graças Anastásio. O Comitê do Projeto Político Institucional é composto por dois docentes de cada Departamento, quatro técnicos e dois representantes discentes. Com a interdisciplinaridade proposta como eixo nos novos projetos de curso de CEART, verificamos que é preciso investir também na integração dos diversos cursos entre si, tarefa que só será possível com a elaboração de um projeto político pedagógico e um projeto de desenvolvimento institucional que privilegie o planejamento curricular e de ensinos minuciosamente discutidos, reuniões colegiadas, acompanhamento de assessoria técnico-pedagógica e etc., re-construindo o sujeito professor como um mediador. O projeto parte do Projeto Político Institucional da UDESC, construído pela Pró-reitoria de Ensino em 2007, e usa como referenciais teóricos a declaração da Conferência Regional de Educação Superior na América Latina e Caribe, os Processos de Ensinagem de Lea Anastásio e referenciais que, embora nascidos nas artes, como Ezra Pound, vêm contribuindo efetivamente para o enriquecimento das discussões. De Pound, por exemplo, destacamos a idéia de que “a música começa a se atrofiar quando se afasta muito da dança; que a poesia começa a se atrofiar quando se afasta muito da música...”. Este é nosso grande desafio para o semestre que se inicia: tentar unir artes que até agora, na área do ensino, caminharam separadas. O Projeto está em andamento e constitui-se de pesquisa bibliográfica, reunião em pequenos e grandes grupos, seminários e deve estar concluído no final de 2008.

DEGRA – UMA INVESTIGAÇÃO ACERCA DA GRAVURA COMO RECURSO DE LINGUAGEM VISUAL E SUA CONTRIBUIÇÃO AO ENSINO NO CURSO DE DESIGN

  • Nielson Ribeiro Modro, MSc, nielson@modro.com.br

Universidade da Região de Joinville, UNIVILLE, Joinville

Palavras-chave: Gravura, Linguagem visual, Design

O projeto Degra - uma investigação acerca da gravura e sua contribuição ao ensino no curso de design – foi realizado durante o ano de 2007 com o objetivo de investigar as potencialidades da gravura como recurso de expressão artística, estética, simbólica e gráfica para configuração da linguagem visual, assim como qual sua possibilidade de contribuição para o curso de design, podendo ser utilizado ainda por cursos afins. A gravura insere-se na história da humanidade desde os seus primórdios com as imagens que retratavam o cotidiano do homem das cavernas nas paredes de pedra, passando por todo o desenvolvimento de sua história, e hoje podem ser utilizadas diversas técnicas de gravura, ainda manualmente ou digitalizada, em situações infinitas, desde fins artísticos a industriais. Atualmente a gravura segue presente no cotidiano do ser humano não apenas na arte, mas seu uso se faz constante em produtos presentes no dia-a-dia, ainda que sua presença passe quase que despercebida. Desde o jornal que é lido todos os dias até o brinde que a criança ganha com os cereais, ao tomar o seu café da manhã, é nítida a presença de elementos gráficos advindos das diversas técnicas de expressão gráfica, podendo-se afirmar que a gravura foi o grande marco da era do design gráfico e agora também industrial. A gravura tornou-se hoje o veículo mais rápido, fácil e barato para difundir idéias, pensamentos, notícias e imagens, ocupando cada vez mais espaço já que seu desenvolvimento, desde a simplória figuração nas cavernas ao uso atual em qualquer superfície, gera possibilidades que são vislumbradas como infinitas. A pesquisa buscou concretizar um estudo sistemático sobre as artes gráficas e suas possibilidades técnicas. Trata-se de uma técnica que acompanhou toda a evolução da humanidade e ainda persiste seu caráter essencialmente manual e que, importante salientar, apresenta basicamente quatro vertentes técnicas principais: a litografia (conseguida por um processo químico sobre uma matriz de pedra porosa e de superfície rigorosamente polida), a xilogravura (gravura em madeira substituindo o desenho manual, imitando-o de forma ilusória e permitindo a reprodução mecânica de originais consagrados), a gravura em metal ou calcografia (obtenção de imagem sobre uma chapa de metal), e a serigrafia (a mais industrial das técnicas de gravura que utiliza a impressão por meio de um processo fotográfico sobre uma tela de seda). Para o desenvolvimento da pesquisa, que buscou gerar um banco de dados, com informações que possam ser úteis a alunos e professores do curso de Design bem como a interessados sobre o assunto, foi realizada uma pesquisa pura, de cunho essencialmente teórico, catalogando informações úteis acerca do assunto. Apesar do mundo cada vez mais digitalizado, para os alunos de Design, bem como alunos de cursos afins, trata-se de um material importante para a concretização de seus trabalhos usando técnicas essencialmente manuais o que diferencia o trabalho industrializado do individualizado

DESENVOLVIMENTO E ALEGRIA NO LAR

  • Tania Mara Zancanaro Pieczkowski, MSc, taniazp@unochapeco.edu.br

Universidade Comunitária Regional de Chapecó, UNOCHAPECÓ, Chapecó, Brasil

Palavras-chave: Atendimento domiciliar, múltiplas deficiências, desenvolvimento

DESENVOLVIMENTO E ALEGRIA NO LAR

Coordenador do projeto: Tania Mara Zancanaro Pieczkowski – Pedagogia – tanizp@unochapeco.edu.br

Acadêmica bolsista: Sarita de Oliveira Mendes - Pedagogia – saritam@unochapeco.edu.br

Resumo

O projeto em andamento foi desenvolvido em 2007 e renovado para o ano de 2008. Envolve sete adolescentes com múltiplas deficiências que, em razão das acentuadas necessidades especiais ou limitações no contexto social, encontram dificuldades ou impedimentos para freqüentar escolas ou instituições de atendimento educacional especializado. Dos sete adolescentes quatro já participaram em 2007 e três foram inseridos neste ano. Entre os objetivos do projeto destaca-se: propiciar a adolescentes com múltiplas deficiências, limitados ou impossibilitados de freqüentar escolas ou instituições de atendimento educacional especializado, vivências educacionais e lúdicas no ambiente domiciliar; apoiar as famílias na otimização do potencial educativo dos filhos; desenvolver o interesse por atividades pedagógicas pautadas na ludicidade, como: literatura, jogos, brinquedos, brincadeiras, músicas, desenhos, modelagens, pinturas e interagir socialmente com adolescentes que possuem múltiplas deficiências. A metodologia adotada contemplou a apresentação do projeto a profissionais responsáveis pela Educação Especial na Secretaria Municipal de Educação de Chapecó, à direção da APAE- Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais e à integradora regional de Educação Especial, representante da FCEE - Fundação Catarinense de Educação Especial na GERED - Gerência Regional de Educação de Chapecó. Do diálogo com os profissionais mencionados surgiu a indicação de nomes de adolescentes com deficiência, dentre os quais sete foram contemplados. Posteriormente, a coordenadora e a bolsista apresentaram o projeto às famílias e fizeram o reconhecimento dos adolescentes. Destes, somente um freqüenta uma instituição de atendimento educacional especializado em dois dias por semana e seis não participam de outras atividades educacionais exceto as oferecidas quinzenalmente por este projeto. O trabalho in loco é desenvolvido pela acadêmica bolsista, que dedica dezesseis horas semanais para atuação e planejamento, supervisionada pela coordenadora do projeto. O atendimento domiciliar é uma modalidade educacional prevista na Política Nacional de Educação Especial conceituada como atendimento educacional prestado ao portador de necessidades especiais, em sua casa, face a impossibilidade de sua freqüência à escola. Os esforços serão direcionados para que, na medida do possível, os adolescentes sejam encaminhados ou reencaminhados para escolas ou instituições de atendimento educacional especializado, uma vez que compartilhamos dos pressupostos da psicologia histórico-cultural defendida por Vygotsky, salientando a importância da interação social no desenvolvimento humano. Os adolescentes e suas famílias revelam satisfação com o trabalho desenvolvido. O interesse pelo projeto está sendo manifestado também por outras crianças que residem nas proximidades ou apresentam grau de parentesco e que envolvem-se nas atividades, o que reflete positivamente no desenvolvimento dos adolescentes sujeitos da extensão. Embora envolver outras crianças não tenha sido um objetivo inicial, foi um fator que qualificou a proposta. Este projeto de extensão da modalidade Balcão de Atividades de Extensão e os recursos financeiros para seu desenvolvimento são provenientes do FAPEX (Fundo de Apoio à Extensão) da UNOCHAPECÓ. O projeto terá duração até dezembro de 2008 e sua continuidade dependerá da aprovação de nova fonte financiadora.

Palavras-chave: Atendimento domiciliar, Múltiplas deficiências; Desenvolvimento.

DIREITOS DEVERES E CIDADANIA: O ECA NA COMUNIDADE ESCOLAR

  • Teresa machado da Silva Dill, MSc, teresa.dill@unoescxxe.edu.br

Universidade do Oeste de Santa Catarina, UNOESC, Joaçaba, Brasil

Palavras-chave: Família , Escola, Cidadania

As relações que conceituam o cotidiano entre pais e filhos, professores e alunos têm se constituído como tema de debate, preocupação e estudos freqüentes. Nos últimos anos, os conflitos nos ambientes familiares e escolares vêm provocando certa inquietude e preocupação em diversos setores da sociedade. Uma das questões que se evidenciam e indicam tal problemática relaciona-se à falta de limites das crianças e dos adolescentes. A realidade constatada é a de que os pais estão sem um norte que os oriente em relação à educação de seus filhos. Tal questão reflete no espaço escolar, impedindo o desenvolvimento das atividades pedagógicas no processo de apreensão e difusão do conhecimento básico, necessário e pleno à construção humanista e técnica.Ouve-se, freqüentemente, que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e os Conselhos Tutelares atribuem muitos direitos às crianças e adolescentes, e que os pais perderam a autoridade; ou que a televisão e a internet substituem as motivações pelo estudo. Essas são algumas das verbalizações de pais e professores, que se sentem impotentes, tanto no processo de construção da educação formal como da informal. Frente a esse cenário, a Unoesc Campus de Xanxerê, por meio do Setor de Filantropia e Assistência Social, elaborou um projeto sob o título DIREITOS, DEVERES E CIDADANIA: O ECA NA COMUNIDADE ESCOLAR, com o objetivo de desenvolver atividades com a participação dos pais, alunos e professores, para desmistificar e interpretar questões acerca do Estatuto da Criança e do Adolescente, e desenvolver estudos e reflexões sobre os conceitos de direitos, deveres e limites. Inicialmente, a proposta foi a de envolver alguns estudantes do curso do Direito e de História, por meio de estudos que permitissem compreender a origem e a constituição do ECA. Durante o ano de 2007, foram realizadas atividades com alunos, professores e pais da Escola Básica Municipal Pequeno Trabalhador, em uma carga horária de vinte horas semanais. No ano de 2008, a mesma atividade acontece na Escola de Educação Básica Costa e Silva. A primeira atividade foi a de diagnosticar os principais problemas existentes no âmbito dos limites e das relações sociais e culturais. Em seguida, o bolsista procurou estabelecer relação de amizade e confiança com as crianças, por meio de oficinas e debates sobre o cotidiano familiar e escolar, identificando seus anseios e necessidades. Nesses momentos, houve discussões relacionadas aos direitos e deveres, para que as crianças fossem percebendo a necessidade de estabelecer limites e respeito à diversidade. A proposta foi também a de fazer com que os pais assumissem o papel de autoridades responsáveis pela educação de seus filhos. No transcurso das atividades, foram registrados avanços, desafios e limites correspondentes aos conflitos nas relações escolares e familiares, considerando-se a necessidade de um trabalho cada vez mais articulado entre escola, família e outros espaços que constituem a rede de garantia de construção da cidadania.

Ensino de língua portuguesa - concepções e práticas de ensino

  • Daiana de Nez Moura , Graduando, danynha-m@unochapeco.edu.br
  • Mary Neiva Surdi da Luz , MSc, neivadaluz@unochapeco.edu.br
  • Mary Stela Surdi, MSc, msurdi@unochapeco.edu.br
  • Fabiana Cardoso Fidelis, MSc, fabiana@unochapeco.edu.br

Universidade Comunitária Regional de Chapecó, UNOCHAPECÓ, Chapecó, Brasil

Palavras-chave: concepções, língua , ensino

ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA – CONCEPÇÕES E PRÁTICAS DE ENSINO

Coordenadora do projeto: Me. Mary Neiva Surdi da Luz , Grupo de Pesquisa Estudos Lingüísticos e Literários, Curso de Letras, neivadaluz@unochapeco.edu.br
Professoras Pesquisadoras: Me. Mary Stela Surdi, msurdi@unochapeco.edu.
Me. Fabiana Cardosos Fidelis, fabiana@unochapeco.edu.br
Bolsista: Daiana de Nez Moura, Curso de Letras, danynha_m@unochapeco.edu.br

O ensino de línguas e literaturas objetiva desenvolver capacidades que devem atuar em todas as áreas de conhecimento e em todos os níveis, possibilitando que o indivíduo resolva problemas da vida cotidiana, tenha acesso aos bens culturais e participe do mundo letrado. Como isso, de fato, se realiza na aula de língua portuguesa? Para responder a essa pergunta, foram entrevistados sete professores que atuam nos anos finais do ensino fundamental da rede estadual no município de Chapecó, que integra a Gerência de Educação de Chapecó/SC e a eles perguntou-se sobre quais são as concepções teórico-metodológicas que dão base para o seu trabalho nas aulas de língua portuguesa. Os critérios para seleção dos professores para a composição do corpus foram estar em curso ou ter concluído de curso superior e atuação nas séries finais do ensino fundamental. Para a coleta de dados foi utilizada como ferramenta metodológica a entrevista. Na entrevista, as perguntas foram feitas oralmente e as respostas foram anotadas ou gravadas pelo entrevistador e depois transcritas para facilitar a análise dos dados. A partir dos dados coletados é possível perceber que o professor tem mudado sua postura quanto ao sistema educacional. Já que a maioria dos entrevistados leva em consideração o aluno, suas dificuldades e bagagem cultural, para o planejamento de suas aulas. No entanto, o papel da teoria na prática fica um tanto distorcido na visão de alguns deles, que afirmam lembrar das idéias sociointeracionistas aprendidas em sua formação, mas que continuam utilizando em suas aulas formas tradicionais de ensino, como o ensino da gramática descritiva. Entretanto, a prática da reflexão lingüística a que o professor é submetido ao longo de sua formação não ficou muito enraizada na prática docente dos professores entrevistados, já que a maior parte deles afirma ter tido uma formação baseada na vivência do aluno como ponto de partida para o planejamento de suas aulas. Todavia, essa proposta não é totalmente incorporada no ensino. Falta ao professor um aporte teórico bem formulado que leve sua prática a ser mais proveitosa no sentido de desenvolver com os alunos a competência de uso da língua. Ligando, dessa forma, mais intrinsecamente o trabalho com a língua materna com o conhecimento teórico. Firmando, assim, o trabalho baseado nas propostas teóricas apontadas durante a graduação do docente. Sendo assim, o professor deve procurar conciliar em seu trabalho a teoria com a prática, de forma que possa vislumbrar o desenvolvimento na formação do aluno, considerando-o como um sujeito agente na sociedade. E, portanto, que pode utilizar-se da língua nos mais diversos meios, tendo plena visão sobre as suas variações e o uso que dela pode fazer em determinadas circunstâncias. (Fonte financiadora: Fape)

Palavras-chave: concepções, língua, ensino

ENTENDENDO A SEXUALIDADE INFANTIL: UM PROBLEMA TRABALHADO COM EDUCADORES DO CENTRO DE EDUCAÇÃO INFANTIL

  • Kellin Danielski, G, kellin.danielski@terra.com.br

Universidade Regional de Blumenau, FURB, Blumenau, Brasil

Palavras-chave: Educação infantil., Educação sexual., Enfermagem.

Com a portaria n° 678/1991 do Ministério da Educação, a educação sexual foi incluída transversalmente no currículo da Educação Infantil e se consolidou com os Parâmetros Curriculares Nacionais em 1997. Na educação, na saúde e politicamente, a educação sexual infantil teve atenção à medida que houve o aumento crescente na incidência de casos de adolescentes grávidas. Com isso, surgiu a preocupação pelos educadores em abordarem esse tema, pois teriam que trabalhá-lo dentro do conteúdo programático da escola ou por meio dos conteúdos já transversalizados nas diferentes áreas do currículo, ou extraprogramação sempre que houvessem questões relacionadas ao tema. Muitas vezes os conteúdos não eram trabalhados por diversos fatores e elementos: desconhecimento dos educadores acerca do tema, insegurança, crenças ou tabus. Dessa forma a relevância em trabalhar com a Educação Sexual em Centro de Educação Infantil - CEI pela Enfermagem estaria em discutir com os educadores suas percepções sobre a sexualidade infantil e assim promover uma melhor assistência às crianças em idade de zero à quatro anos. Numa abordagem qualitativa, teve-se como objetivo analisar a percepção das educadoras sobre o tema e realizar uma capacitação sobre a sexualidade infantil para as educadoras de dois CEI’s, no município de Blumenau pelos acadêmicos da 8ª fase da graduação em Enfermagem 2008/1. Todo o processo fez parte do estágio supervisionado curricular dos alunos, do módulo de Internato em Atenção Básica Primária e Secundária em que realizaram o reconhecimento do território de abrangência de uma Unidade Básica de Saúde com Estratégia de Saúde da Família para a definição do diagnóstico comunitário e levantamento de problemas ou necessidades de saúde. Partiu-se do problema verificado pela coordenadora do CEI e percebido pelas acadêmicas quando os educadores relataram dificuldade em conseguir agir em situações em que as crianças tinham demonstrações espontâneas de afeto de sua sexualidade. Constatado o problema, foram pensadas estratégias para serem realizadas durante o semestre letivo. Dentre elas, fez-se a capacitação aos educadores dos dois CEI’s sob a forma de oficina em que partiu-se das experiências dos educadores, feito uma exposição pelos acadêmicos sobre a sexualidade na infância, e em seguida, numa atividade de grupo foram discutidos problemas da própria vivência dos educadores e obteve-se trocas de experiências acerca das diversas situações e melhores abordagens às crianças. Proporcionou-se dessa forma, um momento de reflexão sobre a prática docente e compreensão das fases de desenvolvimento infantil que engloba a curiosidade corporal das crianças. Obteve-se um resultado positivo que proporcionou momentos de integração entre ensino e serviço, assim como contribuiu para a formação dos futuros enfermeiros.Estratégias como essas de Educação em Saúde avaliadas positivamente são planejadas para o próximo semestre letivo como forma de manter o vínculo entre e Universidade e os serviços de saúde e educação do município, assim como constitui-se numa das diversas atribuições do profissional enfermeiro.

ESCANER E GRAVAÇÃO EM ÁUDIO DE TEXTOS PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL DA EDUCAÇÃO BÁSICA E SUPERIOR DO MUNICÍPIO DE RIO DO SUL

  • Carla Adriana Silva, E, carla@unidavi.edu.br

Universidade para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí, UNIDAVI, Rio do Sul, Brasil

Palavras-chave: Acessibilidade, Leitura, Escanner

As exigências impostas pela sociedade e todo o processo de transformação que ela vem enfrentando, envolve as questões de acessibilidade ao contexto social. O projeto de escanner e gravação em áudio de textos para pessoas com deficiência visual da educação básica e superior do município de Rio do Sul surgiu de uma necessidade observada diante do registros de matriculas de alunos com deficiência nas instituições de ensino. Na Universidade para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí (UNIDAVI) este processo teve inicio em 2004 com o ingresso no curso de Psicologia de um aluno com deficiência visual – cegueira, e consequentemente com a percepção do gradativo aumento na demanda de alunos com esta deficiência em outros cursos da instituição. Este projeto propõe no âmbito educacional a aceitação das diferenças e principalmente, a quebra de barreiras comunicacionais e atitudinais, pois, proporciona o suporte necessário a alunos e professores na acessibilidade aos textos em tinta. Assim o aluno com deficiência poderá ter a sua vida acadêmica como outros alunos sem deficiência. Constata-se que as instituições de ensino possuem limitações quanto ao material didático específico aos acadêmicos com necessidades visuais, as quais variam de pessoa para pessoa, e aliado a isto a especificidade de cada curso. Este projeto de extensão tem por objetivo possibilitar o acesso aos conteúdos indicados em sala de aula a este específico público, além de possibilitar aos extencionistas o aprimoramento do contato com a diversidade de alunos com deficiência, o planejamento, a organização administrativa e demonstrar uma forma de acesso ao mercado de trabalho. Este projeto apresenta como metodologia trabalhar o processo de escaner de textos em tinta, que posteriormente poderão ser lidos pelo aluno com resíduos mínimos de visão, baixa visão ou visão subnormal através de um software que possibilita a leitura de tudo o que está na tela do computador. Outro processo metodológico acontecerá através da voz dos alunos bolsistas na gravação dos textos em áudio. Estes deverão ser entregues com uma semana de antecedência para que os bolsistas possam prepará-los para a gravação. O material será recolhido pelos bolsistas no decorrer do todo ano. Será utilizada a sala de apoio do Núcleo de Orientação a Pessoa com Necessidades Especiais – NOPNE para efetuar o escaneamento ou a locução, edição e gravação dos CDs. O presente projeto conta com dois alunos extencionistas do curso superior da UNIDAVI, sendo que cada extencionista possui 10horas semanais de dedicação ao projeto. Os resultados esperados, dizem respeito ao aproveitamento por parte dos extencionistas para obter um maior conhecimento sobre a locução, edição, gravação e todo processo envolvido, assim como, as técnicas de interação dos alunos com deficiência no âmbito educacional. Os alunos beneficiados terão acesso aos materiais em tinta, assim como a possibilidade de acompanhar academicamente o curso que escolheram.

ESTUDO DE CASO: O CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO E A IMPLANTAÇÃO DO ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS

  • ARIVANE AUGUSTA CHIARELOTTO, MSc, arivane@univali.br

Universidade do Vale do Itajaí, UNIVALI, Itajaí, Brasil

Palavras-chave: CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO, ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS, POLÍTICAS PÚBLICAS

A experiência pedagógica se deu na disciplina de Políticas Públicas em Educação – modalidade Educação a Distância nos Campi de Itajaí e Balneário Camboriú, no segundo semestre de 2007. O propósito era de que o aluno mantivesse um contato com o Conselho de Educação do município em que reside, ou de outro de sua conveniência, e que verificasse as condições de funcionamento deste órgão no município, mediante entrevista com um conselheiro ou pessoa responsável pela Secretaria do respectivo Conselho. O tema a ser tratado era o Ensino Fundamental de Nove Anos, uma vez que oito dos onze municípios da Região da Associação dos Municípios da Foz do Rio Itajaí (AMFRI) estavam em fase de implantação desta política pública. Investigar o processo de implantação, o envolvimento dos Conselheiros com esta política pública, foi o objetivo a ser alcançado, o que resultou no conhecimento do órgão, sua localização e os estágios de atuação nas políticas publicas locais. Compreende-se que o professor em formação que realizou esta atividade pedagógica saberá reconhecer o Conselho de Educação como um órgão articulador das políticas públicas municipais e, feito isso, requererá seus serviços mediante sua atuação como profissionais da educação e/ou como pais e cidadãos.

FEIRA LIVRE PARA ESTUDANTES DE MODA DA REGIÃO.

  • Ana Cristina Vieira, Graduando, proinpes@unerj.br
  • Sheila Carvalho, Graduando, sheilamoda@unerj.br
  • Maria Elaine Azzolin de Avilla, MSc, elainea@unerj.br

Centro Universitário Católica de Santa Catarina, PUC, Jaraguá do Sul, Brasil

Palavras-chave: Feira livre, Artesanato, Moda

Inicialmente a produção de alimentos, criação de animais, até a construção de qualquer objeto era feita de maneira artesanal e para auto-consumo. Devido a excedentes de produção, e com as sobras de uns contra a falta de outros mobilizou-se um sistema de trocas, e no decorrer dos tempos a existência de feiras concretizou-se como um acontecimento natural. Percebendo sua importância a sociedade se mobilizava em sua organização, o que resultava em lucro para os produtores. Esse foi um estimulo para sua expansão e diversidade de produtos colocados à venda. Porém, com o passar dos anos a produção industrializada em massa foi colocando em segundo plano o desenvolvimento de artigos de forma artesanal, e, como conseqüência, as feiras de produtos artesanais foram desaparecendo. Com base neste contexto, a proposta desse projeto é criar um espaço, no formato de feira, para demonstração de trabalhos dos novos profissionais na área de moda. Um espaço com difusão de cultura, arte e laser. A “feira” objetiva constituir-se num local específico para amostras de trabalhos e o comércio de artigos produzidos pelos acadêmicos, promovendo um resgate cultural dos produtos artesanais e exclusivos, bem como possibilitar o reuso de materiais têxteis e outros. Esse projeto visa ainda promover alianças entre estudantes de moda da região, mostrando suas potencialidades para empresários e para a própria população em geral, criando a partir de então grupos formadores de opinião, mudando a relação das pessoas com os criadores de moda e desenvolvendo maior comunicação no setor moda. Nesse espaço queremos fazer trocas culturais e de aprendizado, onde pessoas de várias localidades possam congregar-se e estabelecer laços de sociabilidade. Pretende-se que a feira não seja somente um espaço de compradores e vendedores, a proposta é que a feira traga de volta os produtos fabricados artesanalmente, sem produções em série, com a disponibilização de produtos exclusivos. Busca-se, através deste espaço, resgatar a cultura da feira num grande cenário de expressões artísticas e culturais da região. Em busca deste objetivo obtiveram-se doações de materiais em algumas empresas da região; sendo estes materiais que não possuíam valor comercial para essas empresas, e que poderiam ser reutilizados pelos estudantes, incentivando-os à produção dos artigos da feira. Com o auxílio dos docentes, o projeto da feira foi levado para a sala de aula, em que os acadêmicos reuniram-se em equipes que trabalharam na confecção dos artigos para a feira; totalizando 14 (quatorze) equipes. O corpo docente visou uma grande oportunidade com o projeto da feira, para exercitar o que aprendemos em aula.

GÊNERO E POLÍTICAS PÚBLICAS DE PROTEÇÃO ÀS MULHERES: DIÁLOGOS ENTRE A UNIVILLE E A CIDADE DE JOINVILLE

  • Janine Gomes da Silva, Dr(a), janine.gomes@univille.net
  • Rosane de Borba, Graduando, rosana.borba@univille.net

Universidade da Região de Joinville, UNIVILLE, Joinville

Palavras-chave: Gênero, Políticas públicas, cidadania

Nos últimos anos, podemos perceber um maior interesse de diferentes espaços da cidade de Joinville em tematizar os estudos de gênero e políticas públicas, vinculadas a uma preocupação com a cidadania. Preocupação significativa, especialmente, se levarmos em consideração a importância do feminismo para as teorias da cidadania e os debates éticos que perpassam, por exemplo, as discussões sobre novas tecnologias reprodutivas e pesquisas genéticas. Desta forma, um dos objetivos deste projeto de extensão, financiado pela UNIVILLE, por intermédio da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários – PROEX/UNIVILLE é contribuir com a capacitação de profissionais que atuam em espaços diretamente relacionados ao atendimento de mulheres. Ao mesmo tempo, esperamos com as palestras e oficinas, poder contribuir com a rede pública de ensino, haja vista que as “relações de gênero” se constituem em um dos temas transversais do ensino fundamental. Também temos interesse em propiciar o debate sobre a perspectiva das relações de gênero na educação, entre os futuros licenciados da instituição. Assim, este projeto tem como principal objetivo estimular o debate sobre a temática de gênero e políticas públicas de proteção às mulheres na cidade de Joinville, possibilitando que a Universidade da Região de Joinville – UNIVILLE, responda às demandas suscitadas por diferentes espaços da comunidade, exercendo a responsabilidade social da universidade. Para a efetivação do projeto, primeiramente, foi realizada revisão bibliográfica – priorizando os estudos de gênero e políticas públicas - e sistematização das informações sobre gênero e políticas públicas relacionadas à cidade de Joinville. Em seguida, estão sendo realizadas algumas ações, como por exemplo, palestras, oficinas e ciclos de debates com as temáticas que mais interessarem as instituições (violência contra as mulheres; violência doméstica; gênero, sexualidade e saúde reprodutiva; história do feminismo; a mulher no mundo do trabalho; mulher e educação; políticas públicas estratégicas na proteção às mulheres). Para a efetivação de tais debates, estão sendo elaborados materiais de apoio, como textos roteiros, dinâmicas para trabalhar em grupo, textos/esquemas para serem projetados em retroprojetor ou datashow, bem como, formulários de avaliação das atividades. Também convém destacar as ações de capacitação para os membros do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher e da Comissão Municipal para Implantação e Acompanhamento do Protocolo de Atendimento às Vítimas de Violência Sexual. Em relação a esta última atividade item salienta-se sua importância, pois, desta maneira, poderemos verificar como as instituições envolvidas percebem as ações desenvolvidas pela UNIVILLE. Assim, por ser esta temática tão importante para a análise das relações sociais estabelecidas na cidade de Joinville e pela importância de aliar a universidade em suas atividades de ensino, pesquisa e extensão com as demandas da sociedade, é que entendemos a viabilidade deste projeto.

GÊNEROS DO DISCURSO: PROPOSIÇÕES DE ELABORAÇÃO DIDÁTICA

  • Carlos Arcângelo Schlickmann , MSc, cas@unesc.net
  • Angela Cristina Di Palma Back , MSc, acb@unesc.net

Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC, Criciúma, Brasil

Palavras-chave: Língua Portuguesa, gêneros do discurso, elaboração didática

O objetivo desta proposta é destacar as situações escolares em que os gêneros do discurso aparecem como elementos norteadores das práticas de linguagem em atividades desenvolvidas pela disciplina de Estágio Supervisionado de Língua Portuguesa do Curso de Letras da UNESC, em escolas públicas e privadas do município de Criciúma. Destaca-se aqui a relevância do projeto, que propicia aos participantes uma melhor interação social, tanto em grupo quanto individualmente. A metodologia utilizada na elaboração didática deste projeto parte de um diagnóstico aplicado aos alunos de ensino Fundamental e Médio de nove escolas de diferentes comunidades, que visa a identificar os gêneros do discurso mais presentes nas práticas sociais dos estudantes. Com base nesse diagnóstico, elaboram-se diferentes atividades didáticas, cujo intuito é desenvolver maior proficiência em leitura e produção textual nos educandos envolvidos no processo. Essas atividades passam pela construção de um corpus que será utilizado nas práticas de linguagem citadas, bem como numa futura elaboração de material didático complementar a ser utilizado pelas escolas participantes do projeto. Vale ressaltar o lugar teórico dessa proposta que ganha visibilidade na década de oitenta, momento histórico em que se discutiam, no Brasil, questões pertinentes ao ensino da disciplina de Língua Portuguesa, Geraldi (2000), diante da constatação do nível deficitário de proficiência em leitura e produção textual dos egressos do ensino fundamental e médio, os quais apresentavam crescente dificuldade em ler e escrever de forma clara e bem articulada, propõe uma mudança no objeto de ensino: da metalinguagem, caracterizada por um estudo sistemático de teoria gramatical, baseado meramente na memorização de termos morfológicos e sintáticos, para o texto, elemento central das práticas de linguagem. O autor sugere, ainda, que o texto (novo objeto de ensino) passe a ser explorado a partir de três unidades básicas, a saber: prática de leitura, prática de produção textual e prática de análise lingüística, em que o estudo da sistematização da língua pode ser realizado quando necessário. Vale ressaltar que, na década citada, ainda não haviam se fixado, no Brasil, os estudos lingüísticos independentes da tradição normativa e filológica. Os Parâmetros Curriculares Nacionais (1998), documento oficial do Ministério da Educação, ampliam a discussão de Geraldi, considerando a necessidade de evidenciar as práticas de oralidade (escuta e fala), haja vista a ênfase dada pela escola ao trabalho com a linguagem escrita. Isso também se deu em nível estadual e municipal. É imprescindível, portanto, uma prática pedagógica que utilize os gêneros discursivos em diferentes esferas sociais, em instâncias públicas e privadas, que representem o mundo da linguagem verbal e não-verbal.

HORA DO COLÓQUIO

  • Kátia Regina Koerich Fronza, MSc, katiaf@unidavi.edu.br

Universidade para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí, UNIDAVI, Rio do Sul, Brasil

Palavras-chave: Conhecimento, Pesquisa, Socialização

O exercício da docência do professor pesquisador é uma ação complexa que precisa ser compreendida no chão das Universidades, mais especificamente no chão da sala de aula. O saber próprio dos docentes do ensino superior perpassa por algumas situações que se apresentam no cotidiano, quais sejam: - pela análise e definição do nível de formação inicial dos professores; - pela formação em serviço entendida como uma forma de educação permanente, por permitir a todos os professores melhorar suas competências pedagógicas, tanto no plano da teoria como no da prática; - pelas condições de trabalho dos professores quanto ao número de alunos em classe, a carga horária e os meios de que dispõe para o seu fazer pedagógico no contexto da Universidade e; - pela urgente necessidade de definição de uma política de conjunto para os professores, combinando remuneração e aspectos conexos. O conhecimento reside na certeza da inconclusão, na certeza de que se pode ser capaz de produzir um conhecimento ainda não existente, ou um conhecimento reinventado. Considerando a necessidade da qualidade do Programa de Formação Continuada e atendendo ao que dispõe a Resolução n. 036/01, quanto à qualificação, aperfeiçoamento e atualização do corpo docente e técnico no seu artigo 1º combinado com o artigo 3º Inciso IX letras a-b-c que institui: PIPEV – Programa Institucional de Participação em Eventos Científicos; PIAP – Programa Institucional de atualização permanente, prevê a socialização da participação de docentes e técnicos em eventos, levou a PROEN a lançar o projeto “Colóquio das Dezoito e Quinze” no dia 08 de agosto de 2002. Esse projeto não prosperou, tendo sido reativado em 12 de maio de 2005 com a denominação “Hora do Colóquio”. Concebido como um espaço institucional onde professores, alunos, funcionários e demais membros da comunidade socializam com a comunidade acadêmica suas pesquisas, participações em eventos, formações. É um espaço livre para a comunicação, debate, conversa, mesa redonda de temas definidos pelo coloquiador. Por este projeto a comunidade acadêmica da UNIDAVI é estimulada a participar de um espaço alternativo através do diálogo, sendo levada a pensar e socializar as mais diversas temáticas, de forma a contribuir com a formação de um espírito universitário crítico nos mais diferentes segmentos da Universidade. O projeto propicia, também, condições da realização de horas a serem computadas como atividades complementares e/ou acadêmico-científico-culturais. Possibilita a apresentação de resultados de pesquisas efetuadas e/ou em andamento realizadas em cursos de Graduação, Especialização (lato/strictu-sensu) ou em programas específicos (PIBIC, PGP, Art. 170, PIBEX). Podem participar como coloquiadores: alunos, professores e funcionários da UNIDAVI, além de membros da Comunidade. O local e a data do colóquio é previamente divulgado e sua duração gira em torno de quarenta minutos, podendo deslocar-se da sede para os câmpus.

IMPLEMENTAÇÃO DA LEI MARIA DA PENHA NA ÓTICA DOS ÓRGÃOS RESPONSÁVEIS EM BLUMENAU/SC.

  • Patrícia Regina de Souza, Graduando, souza.sso@gmail.com
  • Maria Salete da Silva, MSc, mssilva@furb.br

Universidade Regional de Blumenau, FURB, Blumenau, Brasil

Palavras-chave: Violência contra a mulher., Lei Maria da Penha., Direitos da mulher.

Histórico: O Programa Assistência Sócio-Jurídica – PASJUR, criado em 2002, é extensão do Departamento de Serviço Social da FURB e desenvolve-se junto ao Núcleo de Prática Jurídica – NPJ, que presta serviços à população de baixa renda, residente no município de Blumenau, com necessidade de acesso gratuito à justiça. O PASJUR compõe-se dos Projetos: Educação em Direitos Humanos; Orientação Sócio-Familiar e Atendimento Compartilhado. Desde o início das atividades o fenômeno da violência intrafamiliar tem sido objeto de estudo e pesquisa, dada a sua presença reiterada na vida da população usuária. Os dados indicam que a violência estava presente em 36,58% das famílias atendidas em 2006; em 30,76% das famílias atendidas em 2007 e em 2008/1 este índice já alcançou 28,57%. Para o enfrentamento desta questão, têm sido realizadas oficinas nas comunidades, abordagens em sala de espera no NPJ, coordenação do GT Rede de Proteção às Pessoas em Situação de Violência Intrafamiliar e, mais recentemente, participação no Fórum Regional pela Implementação da Lei Maria da Penha, atividades pertinentes ao Projeto Educação em Direitos Humanos. Neste contexto, considerou-se necessário e pertinente desenvolver a pesquisa “Implementação da Lei Maria da Penha na ótica dos órgãos responsáveis em Blumenau/SC”. Objetivos: verificar como está sendo implementada a Lei Maria da Penha em Blumenau na ótica dos órgãos responsáveis, os motivos pelos quais os órgãos responsáveis estão resistindo à implementação, qual o controle social sobre a aplicação da Lei no município, o número de Boletins de Ocorrência que originaram processos, quais mudanças ocorreram no combate à violência com a Lei Maria da Penha; compreender o papel dos órgãos responsáveis pela implementação da Lei Maria da Penha; identificar as medidas protetivas mais acessadas. Metodologia: utilizou-se a pesquisa qualitativa, com o uso da entrevista semi-estruturada para a coleta de dados, as quais foram gravadas e transcritas. O universo da pesquisa foi composto pelas entidades que são responsáveis pela implementação da Lei Maria da Penha e a amostra compôs-se de 01 representante das seguintes instituições: Delegacia de Proteção à Mulher, Fórum pela Implementação da Lei Maria da Penha, Ambulatório Geral do Centro, Fórum de Justiça, Secretaria Municipal de Assistência Social, Hospital Santa Isabel, entretanto, um dos entrevistados não respondeu em tempo hábil. Relevância acadêmico-social: a Lei Maria da Penha foi sancionada no dia 07 de agosto de 2006, desde então, têm sido empreendidos debates em torno da sua efetivação. Conhecer os entraves, sobretudo, na visão dos sujeitos que atuam diretamente no atendimento das mulheres ou em espaços estratégicos de participação e controle social é uma condição para encontrar os meios para o cumprimento da Lei e a defesa dos direitos das mulheres. Fontes de custeio: Departamento de Serviço Social, Núcleo de Prática Jurídica e PROPEX. Perspectivas para continuidade da ação: os resultados serão devolvidos à comunidade no segundo semestre, em reunião do GT Rede de Proteção às Pessoas em Situação de Violência Intrafamiliar e do Fórum Regional pela Implementação da Lei Maria da Penha.

INDICADORES DE SUSTENTABILIDADE RESULTANTES DA ASSISTENCIA SOCIAL PRESTADA ÀS FAMÍLIAS DO ENTORNO DA UHE BARRA GRANDE

  • Evandro Ricardo Guindani, MSc, evandro.guindani@unoesc.edu.br
  • Alexsandra Antoniazi , E, alexsandra.antoniazi@unoesc.edu.br
  • Almir Antonio Isganzella, E, almir.isganzella@unoesc.edu.br
  • Cristina Zilá Timboni, E, Cristina.timboni@unoesc.edu.br
  • Mirian Rita Ribeiro, E, mirian.ribeiro@unoesc.edu.br
  • Vânia Pelizzaro, Graduando, vania.pelizzaro@unoesc.edu.br
  • Joaquim Junior de Almeida, G, redemicrosul@terra.com.br

Universidade do Oeste de Santa Catarina, UNOESC, Joaçaba, Brasil

Palavras-chave: Assistência social, Barragens, Indicadores

O Aproveitamento Hidroelétrico (AHE) Barra Grande situa-se no Rio Pelotas, na divisa entre os Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, atingindo os municípios de Anita Garibaldi, Campo Belo do Sul, Capão Alto, Cerro Negro e Lages no lado catarinense e Pinhal da Serra, Esmeralda, Vacaria e Bom Jesus no Rio Grande do Sul. O empreendimento ocupou 0,5% da área dos municípios do território gaúcho e 0,6% da área dos municípios catarinenses, atingindo total ou parcialmente 705 imóveis rurais. Os proprietários, arrendatários, posseiros e agregados foram indenizados ou remanejados para os próprios municípios atingidos ou municípios vizinhos. O foco do Programa de Assistência Social são as 429 famílias que optaram pelo remanejamento populacional nas modalidades de Reassentamentos Rurais Coletivos (RRC) e auto-reassentamento através das Cartas de Crédito (CC), além das famílias reassentadas em áreas remanescentes. A equipe de Assistência Social é integrada por profissionais da BAESA Energética Barra Grande e da Universidade do Oeste de Santa Catarina – UNOESC, e tem por objetivo assessorar as famílias dos reassentados, proporcionando condições para serem unidades familiares de produção sustentável, voltadas para sua subsistência (segurança alimentar) e mercado (excedentes), socialmente inseridas e participativas em suas comunidades. As diretrizes metodológicas utilizam a abordagem sistêmica para a compreensão das famílias, das comunidades e dos problemas sociais, propondo-se a respeitar o conhecimento e a cultura dos reassentados e a utilizar metodologias participativas, contribuindo para os processos de auto-organização familiar e comunitária. Antes e após o remanejamento das famílias, foram aplicados questionários buscando levantar um diagnóstico da realidade sócio-econômica das mesmas. Os dados destes questionários foram tabulados e sintetizados num Relatório de Indicadores de Sustentabilidade, o qual busca analisar as mudanças ocorridas após dois anos de assistência social prestada às famílias a partir de três grandes eixos: qualidade de vida, dimensão econômica e inserção social. O Relatório de Indicadores apresenta num primeiro momento, um referencial teórico referente à assistência social no meio rural, bem como um panorama geral dos grandes indicadores sociais da região onde está inserida a UHE Barra Grande. Num segundo momento é construída uma comparação entre a realidade sócio-econômica dos municípios da área de abrangência da UHE Barra Grande e das famílias beneficiadas pelo projeto de assistência social. Num terceiro momento o Relatório aborda a relação entre as atividades realizadas pela equipe e os resultados apontados pelos questionários. Cabe salientar que os indicadores sociais dos municípios que compõem o entorno da UHE Barra Grande estão, na sua grande maioria, muito abaixo das médias estaduais. Por outro lado, os indicadores das comunidades beneficiadas pelo Projeto de Assistência Social estão acima dos indicadores municipais, bem como acima da média estadual. Os indicadores de sustentabilidade, além de revelar a eficácia do Projeto de Assistência Social vem contribuir com o aprimoramento e desenvolvimento das políticas voltadas ao setor hidrelétrico no Brasil.

Apoio / Parcerias: ENERGÉTICA BARRA GRANDE S/A - BAESA

INDIZÍVEL FRONTEIRA: A LITERATURA DE AUTORIA FEMININA NA PRISÃO

  • Joselia Mendonça, Graduando, jo_miguxa@unochapeco.edu.br
  • Nara boneti Foresti, Graduando, naraboneti@unochapeco.edu.br

Universidade Comunitária Regional de Chapecó, UNOCHAPECÓ, Chapecó, Brasil

Palavras-chave: literatura , fronteira, prisão

Coord.: Nara Boneti Foresti

Acad.: Joselia Mendonça, Letras O Projeto trabalha a literatura de autoria feminina com detentas do Presídio Regional de Chapecó, com mulheres de idade, escolaridade, classe e etnias variadas. São quarenta participantes do regime fechado e vinte do regime semi-aberto. É preciso frisar que o contato com as detentas do regime fechado se dá apenas pelos textos, que são deixados para que leiam e façam observações e/ou novas produções. Já no semi-aberto o trabalho se dá no próprio alojamento. Como o presídio destina-se ao recolhimento de presos provisórios trata-se de um público volante. Portanto, o número de participantes no projeto nunca é o mesmo. O trabalho tem como metas observar na produção literária das detentas a influência do espaço de reclusão, restabelecer o diálogo das mesmas com a sociedade através da escrita de literatura e aproximar os acadêmicos de espaços de atuação da universidade fora do campus e da sala de aula. O trabalho com a literatura de autoria feminina não quer dizer que a questão de gênero esteja em foco. O recorte se dá pela leitura lançada sobre a "escrita feminina" que, diz-se, tem como característica principal a "auto-reclusão". Não é desejo do projeto comprovar tal afirmação, ao contrário, é discutir a noção de reclusão na literatura/prisão, apontando que a escrita reclusa de um texto não necessita de muros ou fronteiras de gênero para se concretizar, basta a linguagem. Artifício que denota prisão e liberdade ao mesmo tempo. Basta lembrar que o ato de escrever traz sempre consigo uma dicotomia constante: um desejo de escrita como fuga e, por outro lado, de aprisionamento no qual se "escreve ou se morre". Assim, a escrita pode configurar ela mesma como espaço prisional, no qual a fronteira não é um muro que aprisiona os corpos, mas a própria linguagem que determina aos personagens, narradores, eu – lírico "a expressão de sujeitos deslocados", isolados, trancafiados. Mesmo assim, o ato de escrever vai opor-se ao imperialismo da linguagem, num movimento de sacrifício e gozo assumindo seu plural significativo, quando o texto é o literário. Sacrifício porque o desejo pelo silêncio faz do escrever uma violência na tentativa de apreender o indizível da palavra e gozo porque no quarto, no corpo, no cárcere, o escrever torna-se antídoto que seda. É pensando nisso que projeto optou por trabalhar com textos de autoras como Clarice Lispector, Ana Cristina César, Patricia Bins, Cora Coralina, Florbela Espanca, entre outras. O projeto aponta para o deslocamento de espaços prisão/liberdade proporcionado/exigido pela escrita literária e proporciona às detentas na escrita/leitura a chance de ignorar as fronteiras, ou ainda, aprisionar-se ainda mais. Mas, desta vez nas tramas da literatura. Pensando nessa dinâmica de trabalho na qual a literatura vai até o cárcere, através de textos já consagrados, e sai de lá pela produção das detentas espera-se que a experiência da escrita e da leitura ultrapasse as fronteiras indizíveis da reclusão (impostas ou não) e chegue até as salas de aula da Unochapecó, articulando o ensino, a pesquisa e a extensão. O Projeto é financiado pelo FAPEX - Unochapecó.

Interdisciplinaridade da Pesquisa para o ensino e a Extensão: a experiência do Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa em Administração, Relações Internacionais e Turismo – NIPART/UNISUL/Norte da Ilha.

  • Rogério Santos da Costa, G, rogerio.costa@unisul.br
  • Nilzo Ladwig , G, nilzo.ladwig@unisul.br
  • Morgana Aparecida de Matos , G, morgana.matos@unisul.br
  • Silvia Natália Barbosa Back , G, silvia.back@unisul.br
  • Carlos Rogério Montenegro de Lima , G, carlos.montenegro@unisul.br

Universidade do Sul de Santa Catarina, UNISUL, Tubarão, Brasil

Palavras-chave: Interdisciplinaridade em Pesquisa, NIPART, Núcleo de Pesquisa

O objetivo é apresentar a experiência de interdisciplinaridade em pesquisa atribuída ao NIPART (Núcleo de Pesquisa em Administração, Relações Internacionais e Turismo) da Unisul, Campus Norte da Ilha, com foco na sua importância para os cursos envolvidos. O Nipart criado em 2007, surge do objetivo da Unisul de criar centros de excelencia em pesquisa em seus Campi e áreas de conhecimento. As características do Campus Norte da Ilha fizeram com que a iniciativa fosse conduzida para a criação de um Núcleo envolvendo pesquisadores de áreas afins, dada sua potencialidade em atender os objetivos institucionais. Neste sentido é que o Núcleo teve uma origem interdisciplinar, envolvendo os Cursos das Ciências Sociais Aplicadas, Administração e Turismo, e das Ciências Humanas, Relações Internacionais. A formatação do projeto e a aproximação entre os professores destas áreas ensejou um desafio em trabalhar de forma interdisciplinar desde a origem. As Linhas de Pesquisa precisam atender, ao mesmo tempo, os interesses de pesquisa dos pesquisadores e dos Cursos, o que tornou as definições uma experiência muito engrandecedora. Os professores formadores do Núcleo, junto com as Coordenações dos Cursos, se esforçaram em pensar nas suas demandas junto com demandas dos demais, originando a interdisciplinaridade. Concluíu-se que existem muitos eixos comuns entre os Cursos e os Pesquisadores que podem e estão auxiliando-os no desenvolvimento das suas atividades. Assim, delimitou-se duas Linhas de Pesquisa: a) Planejamento, gestão estratégica e competitividade; b) Processos de integração e desenvolvimento sustentável. A delimitação destas linhas está impulsionando uma reavaliação das perspectivas da articulação com as metas e linhas no Ensino, na Extensão e nos Trabalhos de Conclusão de Curso, ou seja, uma reavaliação da pertinência das linhas e dos eixos dos projetos pedagógicos dos cursos. Os alunos dos Cursos envolvidos estão vislumbrando uma perspectiva de atividade de Pesquisa, mesmo sem bolsa, alimentados pela referência do Nipart. Em quase um ano o Nipart agregou projetos de pesquisa em programas institucionais da Unisul e editais externos, com dois projetos aprovados no âmbito do Prêmio Mérito Universitário da Fapesc/2008. Já existe em andamento perspectivas da formulação de projetos de pesquisa conjuntos e de suas vinculações com a Extensão, notadamente a concretização de cooperações na área empresarial, com prefeituras, governos estaduais e organizações não-governamentais. O Nipart tem enviado projetos de pesquisa nos editais do CNPQ, referência em pesquisa no Brasil, demonstrando maturidade e apostando em um futuro promissor, direcionado a contribuir em Pós-Graduação Interdisciplinar.

Apoio / Parcerias: UNISUL: - Coordenações dos Cursos de Administração, Relações Internacionais e Turismo; - Gerência de Ensino, Pesquisa e Extensão do Campus Norte Unisul;

INTERESSES DE HUMANOS E DE NÃO HUMANOS. UMA ANÁLISE DA PROPOSTA DE “ABATE HUMANITÁRIO” E SUAS IMPLICAÇÕES NO MEIO VALE DO ITAJAÍ.

  • Carla Morsch Porto Gomes, Graduando, camorsch@ig.com.br
  • Luciano Felix Florit, Dr(a), lucianoflorit@furb.br

Universidade Regional de Blumenau, FURB, Blumenau, Brasil

Palavras-chave: Abate humanitário., Ética ambiental., Desenvolvimento.

A idéia de desenvolvimento tem se constituído num conceito que busca expressar de formas mais ou menos consensuadas os rumos que a sociedade deveria tomar para satisfação das aspirações humanas. Nas últimas décadas temos presenciado um processo de incorporação de novas problemáticas nas questões relativas ao desenvolvimento, dentre elas, uma dimensão ética ambiental que enfatiza a necessidade de passar a considerar não apenas os interesses humanos, mas também os de seres não humanos. Esta perspectiva tem levado a se questionar sobre o tratamento dispensado aos animais, incluindo aqueles destinados ao abate no contexto da indústria da carne. No Brasil o reflexo dessa discussão chegou em 2000, com a aprovação da lei do “abate humanitário”. O mesmo se define por uma série de procedimentos técnicos e científicos que garantiriam o bem-estar animal desde a recepção na propriedade rural até a sangria. O debate em torno dessa questão expressa muitas contradições, pois está permeado por justificativas não apenas éticas, mas muitas vezes técnicas e comerciais. Estas contradições se refletem no paradoxo que é a tentativa de agregar simultaneamente, no contexto do modelo industrial moderno com um tratamento ético dos animais. Com base nesta constatação, este trabalho propõe-se os objetivos de: descrever e analisar o conceito de “Abate Humanitário” examinando a trajetória da sua formulação e as razões de sua proposição; identificar polêmicas e controvérsias presentes no conceito de abate humanitário, distinguindo os seus aspectos éticos, comerciais e técnicos; conhecer o posicionamento de atores chaves da região em relação ao assunto; analisar esses posicionamentos sob a perspectiva da ética ambiental e das suas implicações para os modelos de desenvolvimento regional. A metodologia de trabalho parte de uma revisão bibliográfica sobre as questões relativas à ética ambiental e aos modelos desenvolvimento, seguindo para a análise documental que se focaliza na normativa em torno do conceito de abate humanitário e nas divulgações oficiais (especialmente através das suas home-pages) dos órgãos públicos que atuam no setor e de entidades defensoras de animais. Também serão realizadas entrevistas com informantes chaves dos setores envolvidos. Como resultado preliminar, pode se afirmar que o termo “humanitário” é empregado para expressar um sentimento de compaixão e não violência, que conjugado ao abate, paradoxalmente, implica em admitir a senciencia dos animais (a sua capacidade de sofrer), ao mesmo tempo em que reifica a categoria de animal “de corte”. A utilizando do termo humanitário nesse caso trabalha com uma relação dicotômica, que faz aparentemente de forma arbitrária. Pois a conjunção dos ideais de compaixão e não violência, não parece compatível, com a industria de produção de carne trabalha com uma lógica instrumental, que coisifica a vida dos animais destinados ao abate, tornando-os mais próximos do produto que irão se tornar. Esse projeto foi contemplado pelo edital PROPEX N°04/2007 – PIPe/Artigo170, da FURB.

INVESTIGANDO CONCEPÇÕES DE LITERATURA POR MEIO DAS PERCEPÇÕES E REPERTÓRIO DOS LEITORES MIRINS UTILIZANDO AMBIENTES COLABORATIVOS

  • Calandra Cristina Hein, Graduando, calandra.hein@univali.br
  • Adair de Aguiar Neitzel, Dr(a), neitzel@univali.br
  • Luiz Carlos Neitzel, MSc, luizneitzel@sed.sc.gov.br

Universidade do Vale do Itajaí, UNIVALI, Itajaí, Brasil

Palavras-chave: Literatura infantil, Chat, Formação estética

Este projeto foi desenvolvido em uma das escolas da rede de ensino municipal de Balneário Piçarras, com o terceiro ano das séries iniciais do ensino fundamental em 2007 e o quarto ano das séries iniciais no ano de 2008 e com a quarta série de uma escola da rede estadual de Barra Velha. Por meio de chats estabelecidos entre os dois grupos investigou-se as percepções dos alunos acerca da literatura para identificar qual a concepção que norteia as práticas de leitura em sala de aula, a partir do ponto de vista do leitor mirim. Essa pesquisa evidencia que a concepção de literatura com a qual as escolas trabalham é fruitiva, a literatura é percebida como um fenômeno artístico que pode contribuir para a formação estética do sujeito. No entanto, apesar dessa concepção preponderar, as práticas pedagógicas relacionadas à leitura fruitiva são bastante diversas, e as crianças das duas escolas demonstram um interesse e envolvimento com o texto literário de forma também diferente. A coleta de dados foi feita pelas ferramentas disponíveis no ambiente virtual (histórico) assim como por entrevistas aplicadas aos docentes regentes das turmas. A análise de conteúdo seguiu a metodologia de FRANCO (1997). A abordagem foi qualitativa e quantitativa. Os resultados desta pesquisa são relevantes para os projetos de formação de leitores e programas de formação de professores.

Apoio / Parcerias: PIBIC/Univali

INVESTINDO NA FORMAÇÃO ESTÉTICA DOS/AS ACADÊMICAS/OS.

  • Roseli Nazario, MSc, rnazario@furb.br

Universidade Regional de Blumenau, FURB, Blumenau, Brasil

Palavras-chave: Formação estética., Educação infantil., Linguagens infantis.

Diferentes pesquisas da educação, em especial, na área da Educação Infantil, vêm indicando a importância da constituição e promoção de tempos-espaços educativos que possibilitem às crianças viverem intensamente suas infâncias em contextos educacionais coletivos, fato este que remete os/as professores/as pensarem na construção de ambientes que instiguem nas crianças à imaginação, o faz-de-conta, a fantasia, a manifestação das múltiplas linguagens infantis. Mas, para que os/as professores/as planejem/organizem espaços-tempos marcados por experiências enriquecedoras e ampliadoras do universo de significação das crianças, é preciso que eles/elas tenham também a oportunidade de conhecer e vivenciar experiências que ampliem seus universos de significações. Assim, faz-se instigante e necessária a construção de um novo olhar sobre o percurso da formação inicial dos/as professores/as, apostando em movimentos que possam suscitar o desejo de busca, despertar a curiosidade, abrir novos caminhos rumo à construção de práticas pedagógicas em que as crianças e os/as professores/as possam criar, expressar-se, fazer uso e se apropriar das múltiplas linguagens de que a humanidade dispõe para entender e se relacionar no mundo e com o mundo. Pensando a partir disso, e sobre o cotidiano que se organiza para crianças e adultos nos contextos de Educação Infantil, as disciplinas de Teoria e Prática Pedagógica da Educação Infantil e Linguagem e Lucididade na Infância, ambas que compõem a matriz curricular do Curso de Pedagogia da Universidade Regional de Blumenau (FURB), apostaram em uma proposta de formação pautada em experiências estéticas significativas para os sujeitos adultos em formação: as acadêmicas, promovendo visitas em museus, parques públicos, praças e praias, no decorrer do segundo semestre letivo de 2007 e primeiro de 2008, possibilitando-as contemplar, ativamente, diferentes espaços artístico-culturais. Em Santa Catarina visitaram o Museu de Artes de Santa Catarina (MASC), o Parque Lagoa do Peri, diferentes praças e praias de Florianópolis e, posteriormente, alçando vôos mais distantes, chegaram até São Paulo, conhecendo o Museu de Artes de São Paulo (MASP), o Museu da Língua Portuguesa e a PINACOTECA. Isso porque, acredita-se que por meio do encontro com esse universo de possibilidades, se possa sensibilizar o movimento, o olhar e a escuta daqueles/as que já atuam ou atuarão com as crianças na Educação Infantil, reinventando o cotidiano educativo, transformando-o em um ambiente mais aberto e plural às crianças e aos adultos que o freqüentam diariamente, considerando que a mudança não é decretada, mas sim construída, experimentada, vivenciada. Vale destacar que tais ações só foram possíveis quando esforços das acadêmicas e da professora das disciplinas se aliaram ao empenho do Departamento de Educação (Centro de Ciências da Educação – CCE), que viabilizou parte do recurso financeiro para transporte. Por fim, resta dizer que se tem por pretensão dar continuidade a esta proposta, de modo a contemplar, durante as três mil e duzentas horas de duração do Curso de Pedagogia desta Universidade, outras dimensões no espaço de formação docente, como a criativa, a inventiva, a lúdica, a afetiva, para além da dimensão cognitiva, visto que, seguindo o preceito marxista, são as condições dadas que permitem a humanidade fazer a história.

JOGOS E MATERIAIS INSTRUCIONAIS NA APRENDIZAGEM DA MATEMÁTICA NAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

  • Raquel Pessatti, Graduando, raquel@riodooeste.com.br
  • Inhelora Kretzschmar Joenk, E, inhelora@gmail.com
  • Ana Maria Petry, Graduando, anapetrypsi@gmail.com
  • Luciana Ludvig, Graduando, lucianaludvig@bol.com.br

Universidade para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí, UNIDAVI, Rio do Sul, Brasil

Palavras-chave: Alfabetização matemática, Jogos, Materiais instrucionais

O interesse pelo tema da ação surgiu da necessidade de estudo mais aprofundado sobre as metodologias de ensino da matemática na primeira etapa da educação básica. Uma busca na literatura especializada mostra um grande número de trabalhos que priorizam a alfabetização na língua materna, enquanto a alfabetização matemática fica relegada a um segundo plano. Nas séries iniciais do Ensino Fundamental são construídos conceitos fundamentais à aprendizagem da Matemática em etapas posteriores. Por isso é necessário que os professores reflitam sobre a utilização de metodologias que, efetivamente, promovam uma educação matemática nessa etapa do ensino básico. A ação de extensão foi planejada para mostrar aos professores do Ensino Fundamental uma forma prazerosa e eficaz de trabalhar com a matemática em sala de aula, visando incentivá-los a usarem materiais instrucionais e jogos diversos no processo ensino-aprendizagem. Com a implementação da ação nas escolas tem-se o objetivo de promover a relação teoria-prática por meio da reflexão-ação-reflexão sobre os benefícios da aplicação da metodologia de jogos e materiais instrucionais no processo ensino-aprendizagem da matemática nas séries iniciais do Ensino Fundamental. Alguns procedimentos foram elencados para a execução da ação: a) inicialmente foi feito um estudo bibliográfico para conhecer os benefícios da metodologia de jogos no processo ensino-aprendizagem da matemática, as características dos jogos quanto aos objetivos, adequação, regras, aplicação, tipos de jogos que podem ser utilizados, conteúdos a serem priorizados; b) numa segunda etapa foi preparada a jogoteca, que consta de três malas de jogos; c) divulgação da ação de extensão nas escolas; d) cada extensionista desenvolve atividades matemáticas com a sua mala de jogos no período de agosto a novembro, atendendo uma série/escola por mês, no município em que reside. O universo de pesquisa constituir-se-á de alunos das séries iniciais do Ensino Fundamental, em escolas da rede pública e privada de Ituporanga, Presidente Nereu e Rio do Oeste. A presente ação de extensão caracteriza-se pela dinamicidade na abordagem lúdica do ensino da matemática, ao mesmo tempo em que prioriza o entendimento dos conteúdos específicos da área, necessários em cada série, oportunizando aos acadêmicos o contato direto em situações de ensino-pesquisa. Os jogos abordados favorecem a proposição, formulação e resolução de problemas, incentivando os educandos na criação de estratégias heurísticas ou aplicação de conteúdos já internalizados. Dessa forma, busca aprimorar o processo ensino-aprendizagem da matemática, na tentativa de diminuir a rejeição por essa área do conhecimento e, ainda, promover o entendimento e aprendizagem efetiva dos conteúdos matemáticos básicos. Fonte de custeio financeiro: Programa de Bolsas de Extensão da Universidade para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí- PIBEX UNIDAVI

Literaturas do presente

  • Valdir Prigol, Dr(a), vprigol@unochapeco.edu.br
  • Josiane Geroldi, Graduando, vprigol@unochapeco.edu.br
  • Nara Boneti Foresti, MSc, naraboneti@unochapeco.edu.br
  • Raquel Maysa Keller , MSc, raquel.keller@gmail.com
  • Márcia de Souza, MSc, marcias@unochapeco.edu.br
  • André Luiz Rovea Timm , Graduando, timmandre@gmail.com
  • Acassia Souza, Graduando, acassiaa@gmail.com
  • Wendy Martins, Graduando, wendy@unochapeco.edu.br

Universidade Comunitária Regional de Chapecó, UNOCHAPECÓ, Chapecó, Brasil

Palavras-chave: literaturas do presente, configuração, experiência

O projeto de pesquisa Literaturas do presente iniciou em 2007 com o objetivo de perceber as configurações do literário presentes na vida interna dos textos publicados no período de 1989 até hoje, através da percepção do modo como a escrita do presente aparece tematizada e problematizada nas obras. A partir desse critério, escolhemos para a leitura as seguintes obras: Nove noites de Bernardo Carvalho, Cinzas do Norte de Milton Hatoum; O quieto animal da esquina de João Gilberto Noll, A senhorita Simpson, Breve História do Espírito, O monstro, Um Crime Delicado, e O Vôo da Madrugada de Sérgio Sant’ Anna; Amor (1998), Sexo (1999) e O Paraíso é bem bacana de André Sant’Anna; Sublunar de Carlito Azevedo; Metade da arte e O roubo do silêncio de Marcos Siscar; Carta aos anfíbios e A cadela sem logos de Ricardo Domeneck. O projeto surgiu da percepção de que nos debates sobre literatura dos últimos quinze anos tem se tornado lugar comum apontar a perda da sua centralidade na formação humana em detrimento de outras formas de produção de imagens. Ao mesmo tempo, alguns ensaios tem demonstrado que os textos produzidos nesse período tem colocado em circulação novas configurações do literário. Talvez essas configurações tenham aparecido como resposta à perda da centralidade propondo novas intervenções no espaço público. A quase invisibilidade dessas novas configurações parece dever-se a algumas tendências teóricas em pensar o literário como dado a priori ou ainda, de pensar conceitos de literatura propostos por alguns teóricos e não a partir das práticas textuais. A leitura de cada texto segue três passos iniciais: a) Observação da forma de escrita, onde verifica-se, através de uma descrição densa, o tema ou a questão em torno da qual a obra funciona e se esse tema ou questão aparece como estrutura do texto; b) observação das formas de leitura que o texto nos propõe a partir do tema ou questão colocado em cena e c) a configuração do literário proposta pelo texto a partir da enunciação do tema ou questão. Temos observado, através da leitura dos textos, que um ponto de partida é a observação da experiência que cada texto nos propõe. O projeto foi aprovado no Balcão de Projetos/Unochapecó em julho de 2007, no Jovem Pesquisador da FAPESC/CNPq em setembro de 2007 e teve um projeto associado aprovado neste semestre no prêmio Mérito Universitário da FAPESC. O andamento da pesquisa tem nos mostrado a importância de voltarmos o olhar para as obras publicadas no presente. Neste projeto trabalhamos com um pequeno recorte. Já estamos ampliando o leque de obras para os próximos projetos associados. A pesquisa já gerou 5 artigos que em breve os encaminharemos para a publicação: “Bq/bc” e “O quieto animal da esquina”, de Valdir Prigol, “Nove noites” de Joseane Geroldi, “O vôo na madrugada” de André Timm e Nara Foresti Bonetti e “Sublunar” de Acássia Souza e Raquel Keller.

LUGARES DE MEMÓRIA, MEMÓRIAS DE LUGARES... DIFERENTES OLHARES PARA O PATRIMÔNIO CULTURAL DE JOINVILLE.

  • Janine Gomes da Silva, Dr(a), janine.gomes@univille.net

Universidade da Região de Joinville, UNIVILLE, Joinville

Palavras-chave: cidade, patrimônio cultural, memórias femininas

De maneira geral, podemos dizer que a diversidade de histórias sobre a cidade de Joinville/SC vem contribuindo para inserção de diferentes personagens na história, bem como, numa mais ampla problematização sobre lugares e práticas que compõem a trama urbana. Todavia, notadamente na questão do patrimônio cultural imaterial, pode-se dizer que muitas ainda são as temáticas a serem perscrutadas, seja pela história ou por outras áreas do conhecimento. Se a cidade sofreu transformações, desde sua “fundação oficial” em 1851, é certo que as práticas cotidianas também foram modificadas e “as formas de expressão” e “os modos de criar, fazer e viver”, de homens e mulheres que viveram/vivem em Joinville, ao mesmo tempo, podem ser (re)significadas. Ainda, a diversidade cultural dos moradores de uma cidade que sofreu um profundo processo de industrialização a partir da segunda metade do século XX, pode indicar pistas para outras abordagens na discussão de memória e identidades. Entrelaçar memória, gênero e diferentes histórias sobre Joinville é o principal objetivo deste projeto de pesquisa, financiado pela UNIVILLE, que intenciona, especialmente, contribuir com os estudos acerca do patrimônio cultural e o desenvolvimento social da cidade. Assim, ao pensar sobre o patrimônio cultural de Joinville e as transformações ocorridas na cidade, no decorrer do século passado, mas, principalmente, atenta à perspectiva da categoria de gênero na análise histórica, pretendemos problematizar, com o aporte da metodologia da história oral, memórias femininas sobre histórias de diferentes lugares, instituições, construções, períodos e práticas cotidianas vivenciadas em Joinville no decorrer do século XX, contribuindo com a formação de acervos orais e, principalmente, com a possibilidade de novas pesquisas relacionadas com o patrimônio cultural da cidade. Buscar conhecer a cidade, potencializando um olhar a partir da história das mulheres pode se constituir, de certa maneira, uma forma de compreender as “fronteiras” estabelecidas nos “espaços para homens e mulheres”, ou nas práticas tidas como “de homens ou de mulheres”, embora sejam tênues os limites entre público e privado. Assim, pretendemos problematizar como diferentes mulheres narram as transformações ocorridas na cidade no decorrer do século XX. Neste sentido, visando contribuir com outros olhares para o patrimônio cultural de Joinville, estamos realizando entrevistas orais, com mulheres nascidas preferencialmente antes de 1950, de diferentes etnias e classes sociais. As entrevistas realizadas abordam histórias que falam do cotidiano, dos espaços, dos lugares, dos museus, dos monumentos, das praças, dos clubes, das instituições, das “maneiras de fazer”, das práticas relacionadas à saúde, trabalho, educação, corpo, namoro, casamento, criação de filhos, abortamento, benzimento, sexualidade, fatos políticos, atividades culturais, artesanato, escritas, práticas de leituras, diários, entre outros. Deste modo, a perspectiva de trabalhar com práticas de memórias femininas para abordar a cidade significa positivar os olhares femininos sobre estas experiências, não excluindo os homens, pois, as histórias são relacionais, mas ampliando os estudos do Mestrado em Patrimônio Cultural e Sociedade e do Grupo de Pesquisa “Gênero e Memória”.

MARCOS SISCAR E A POESIA DO PRESENTE

  • Raquel Maysa Keller , MSc, raquel.keller@gmail.com
  • Acassia Thabata de Souza , Graduando, acassia@unochapeco.edu.br
  • Nara Boneti Foresti, MSc, naraboneti@unochapeco.edu.br
  • Josiane Aline Geroldi , Graduando, jo_teatrera@hotmail.com
  • Andre Luiz Rovea Timm , Graduando, timmandre@gmail.com

Universidade Comunitária Regional de Chapecó, UNOCHAPECÓ, Chapecó, Brasil

Palavras-chave: Marcos Siscar, poesia do presente, configurações

MARCOS SISCAR E A POESIA DO PRESENTE

Marcos Siscar estreou na poesia nos anos 90 e nessa década teve seus livros reunidos em coletâneas: Metade da Arte e O roubo do silêncio. Em Siscar nos parece importante o modo como configura uma poesia através de um trabalho intenso com o corte e a montagem em que o verso transforma-se no lugar de imagens truncadas. Essa marca e outras presentes nos textos deste poeta, nos levam a estabelecer como pergunta de pesquisa: Como o literário é configurado na escrita do livro Metade da Arte e O Roubo do Silêncio de Marcos Siscar? Então, pretende-se analisar as configurações do literário na escrita dos livros Metade da Arte e O Roubo do Silêncio, para posterior apresentação das obras e resultados às terceiras séries do ensino médio do município de Chapecó. E também: perceber as figurações de autor, voz e leitor colocadas nos livros; observar as leituras do presente propostas nos livros; buscar uma discussão a respeito da relação dos alunos das terceiras séries do ensino médio com textos do presente; subsidiar os professores teórica e metodologicamente para o trabalho com a literatura do presente nas escolas. Este projeto está vinculado à pesquisa de longa duração “Literaturas do presente”, que procura perceber as configurações do literário colocadas em circulação no presente através de textos publicados no período de 1989 até hoje. Neste projeto, trabalhamos com a poesia do presente, lendo os seguintes textos: Sublunar de Carlito Azevedo, Metade da Arte e O Roubo do Silêncio de Marcos Siscar e a Carta aos Anfíbios e A Cadela sem Logos de Ricardo Domeneck. Os livros são lidos a partir das categorias autor, voz, leitor, escrita, estilo, tempo, espaço, imagem, além de estarem abertos a outras categorias que os textos colocarem em sua enunciação. Espera-se, a partir do corpo a corpo com os livros Metade da Arte e O Roubo do silêncio e com a teorização das questões que eles apresentam, chegar à percepção dos modos como o literário é atualizado e configurado em parte da produção poética do presente. Esta pesquisa é financiada por recursos do PIBIC/UNOCHAPECÓ e se constitui como a primeira leitura de vários textos do presente que serão analisados dentro desta pesquisa de longo prazo.

PALAVRAS-CHAVE: Marcos Siscar; poesia do presente; configurações.

MUSEU DA INFÂNCIA

  • Celdon Fritzen, Dr(a), cfr@unesc.net
  • Gladir da Silva Cabral, Dr(a), gla@unesc.net
  • Maria Isabel Ferraz Pereira Leite, Dr(a), mil@unesc.net

Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC, Criciúma, Brasil

Palavras-chave: Infância, Museu, Educação

O Museu da Infância tem como objetivo favorecer e qualificar o acesso a imagens e material científico acerca da cultura da, sobre e para a infância, o que lhe atribui caráter inovador e vem ao encontro dos objetivos da universidade de preservar, fomentar a produção e fazer circular conhecimento – sejam eles científicos, de natureza estética ou poética. Parte do pressuposto de que a criança não é um sujeito-padrão e a-histórico, mas múltiplo e implicado em um contexto espaço-temporal específico, que possui modos singulares de vivenciar e significar o mundo, assim como, de se apropriar e produzir cultura. Ciente de que não basta mapear e assegurar a permanência dos vestígios materiais das culturas infantis, o Museu vem buscando mecanismos para promover a apropriação e significação dos materiais que reúne. Isso porque a consolidação de um museu como instituição educativa não se dá tanto pelas informações inerentes ao seu acervo, mas pela comunicação efetiva que estabelece com o público e pelos efeitos daí decorrentes. Assim, o Museu da Infância promove e faz circular a produção científica e artístico-cultural referente à criança, atuando em duas frentes: virtual e presencial. Na virtual (www.museudainfancia.unesc.net), a partir de 2008 o Museu da Infância conta com apoio do Cnpq para desenvolvimento de banco de dados e inclusão de aproximadamente 4.000 desenhos e cadernos feitos por crianças em seu acervo on-line. Os objetos são catalogados levando em conta informações sobre o autor, contexto de produção, tipo de materialidade, assunto etc, as quais servirão também de opções nos filtros nas buscas dos pesquisadores, permitindo incontáveis incursões pelo acervo e cruzamento de dados. Em relação à outra frente de atuação, dar visibilidade ao acervo físico do Museu da Infância mostrou-se como um desafio para assegurar o bom desempenho de seus diferentes papéis sociais: enquanto espaço de narrativa, imaginação e memória, o maior tesouro de um museu é seu acervo e as formas de acesso ao mesmo, fazendo com que, cada vez mais, a idéia de acessibilidade assuma protagonismo nos espaços museais. Por falta de um espaço próprio, essa acessibilidade vinha se fazendo parcial e fragmentada em exposições temporárias. A fim de transformar uma limitação em potência, a equipe do Museu desenvolveu, junto ao professor visitante Dr. Julio Romero Rodriguez (Universidad Complutense de Madrid), um conceito de museu-sem-paredes. Assim, tirando partido da falta de espaço do Museu da Infância, tomou-se como base o uso de linhas e cores como demarcadores espaciais para uma nova proposta museal, alicerçada em referências estéticas encontradas em diferentes linguagens artísticas e recursos usados cotidianamente para delimitação de espaços (como vagas de garagem ou filas de banco), bem como elementos da cultura para a infância, como alguns brinquedos e labirintos de parques infantis. Baseado nessa proposta, o Museu da Infância passou a assumir-se, em sua dimensão física, como um espaço sem fronteiras rígidas; maleável, poroso; que se imiscui ao campus da universidade. O conceito de museu-sem-fronteiras, então, vem servindo de alicerce para as exposições a partir de 2008 – Infância e Culturas Escolares e Infância na Ibero-américa.

NAS ONDAS DA RÁDIO UDESC: Uma perspectiva intencional de Educação Sexual num espaço educativo não formal.

  • Lara Carolina Kemper, Graduando, larakemper@hotmail.com
  • Sonia Maria Martins de Melo, Dr(a), soniademelo@gmail.com

Universidade do Estado de Santa Catarina, UDESC, Florianópolis, Brasil

Palavras-chave: Extensão Universitária, Educação Sexual, Sexualidade e Rádio

O Projeto de Extensão Educação Sexual em Debate: nas Ondas da Rádio UDESC pertence ao Programa de Extensão Formação de Educadores e Educação Sexual e as Novas Tecnologias – etapa II, coordenado pela Professora Doutora Sonia Maria Martins de Melo, com participação voluntária das docentes Dilma Lucy de Freitas, Patrícia de Oliveira e Silva Pereira Mendes e da técnica universitária Zuleica Campagna. Semanalmente disponibiliza aos ouvintes da Rádio UDESC um programa que dura em média trinta minutos, com a participação de especialistas em temáticas voltadas à Educação Sexual e a Sexualidade, com o auxílio da equipe organizadora do Centro de Educação a Distância e do jornalismo da Rádio. Este projeto cumpre a função de oportunizar à comunidade de Florianópolis e adjacências, locais de abrangência da Rádio, o acesso a pesquisas, estudos, trabalhos que acontecem nas Instituições de Ensino Superior voltados à Educação Sexual, também nos espaços de militância política ligados às causas da educação e sexualidade e demais instâncias educativas. Esta ação vem acontecendo desde o segundo semestre do ano de 2007 e neste ano de 2008 iniciamos abordando o tema “Por que ficamos inibidos para falar de sexualidade?”, demonstrando ao ouvinte a necessidade de refletir a respeito de uma educação voltada para a emancipação, no intuito de contribuir na formação de seres humanos conscientes e quem sabe mais preparados para tomar decisões. Este primeiro programa foi um convite ao ouvinte a acompanhar a jornada de debates seguintes, já que possibilitou pensar a própria negação do diálogo sobre a sexualidade. Os assuntos abordados permitem às pessoas pensarem temáticas do seu cotidiano, a partir dos temas trabalhados até o momento, como: “Manifestações da Sexualidade Infantil”, “Sexualidade, velhice e educação sexual”, “Masculinidade”, “Sexo e Poder”, “História da Sexualidade”, “Violência Sexual”, “O fim do desejo no casamento sem fim”, “Adolescência e Sexualidade”, “Homossexualidade”, “Educação Sexual na Escola”, “Sexualidade e Corporeidade” e “Sexualidade e Deficiência”. Os roteiros dos programas propõem além do conhecimento das temáticas, a abordagem diária das mesmas em uma proposta acessível à comunidade ouvinte, com sugestões de livros, filmes e eventos. Cabe ainda salientar que o programa tem um caráter interativo e vem se configurando em um espaço de diálogo sobre educação sexual na perspectiva de que as trocas realizadas diariamente possibilitem aos ouvintes o reconhecimento da educação sexual que receberam e da educação sexual que certamente realizam, já que somos sempre sujeitos sexuados e educadores e educadoras sexuais uns dos outros.

NO FIO DA MEMÓRIA: HISTÓRIA E PATRIMÔNIO CULTURAL NA CONTEMPORANEIDADE

  • Janice Gonçalves , Dr(a), janice_goncalves@hotmail.com

Universidade do Estado de Santa Catarina, UDESC, Florianópolis, Brasil

Palavras-chave: HISTÓRIA, PATRIMÔNIO CULTURAL, CONTEMPORANEIDADE

NÚCLEO DE ESTUDOS LINGÜÍSTICOS – REPENSANDO O DIÁLOGO COM A COMUNIDADE

  • Bruna Alexandra Franzen, Graduando, brunalexandra.f@gmail.com
  • Otilia Lizete de Oliveira Martins Heinig, Dr(a), otilia@furb.br
  • Bethânia Coswig Zitzke, MSc, bethania@furb.br
  • Fabiola Nicole Berri , Graduando, lilaberri@yahoo.com.br
  • Maristela Pereira Fritzen, Dr(a), mpmf@furb.br
  • Víctor César da Silva Nunes, MSc, vicnunes@furb.br

Universidade Regional de Blumenau, FURB, Blumenau, Brasil

Palavras-chave: Língua portuguesa., Educação., Produção de texto.

O Programa Núcleo de Estudos Lingüísticos (NEL) está em seu terceiro ano de funcionamento, concretizando uma meta do Departamento de Letras: desenvolver espaços onde se promovam a integração entre a comunidade e a Universidade, por meio do estudo aprofundado de questões da linguagem, do português padrão e da produção textual. Estão vinculados ao NEL dois projetos: o programa de tevê Em Dia com a Língua Portuguesa e o Laboratório de Produção de Textos. O primeiro está no ar desde 2001. No ano de 2008, foi-lhe dado um novo foco: além de tratar de questões voltadas à língua e não somente à filologia e à gramática normativa, ampliou-se sua abordagem, promovendo mesas-redondas sobre o ensino de línguas. Além disso, uma acadêmica de Letras começou também, além do professor-coordenador, a apresentar os programas. Já que este projeto visa dirimir as dúvidas enviadas por e-mail ou consultas realizadas por telefone ou pessoalmente, bem como atualizar os telespectadores quanto a assuntos relacionados à língua portuguesa, o resultado foi a seleção de mais de 80 programas que serão publicados em um livro, neste semestre. Essa sistematização será mais uma forma de atingir a comunidade externa e interna. O segundo projeto é um espaço para o estudo de aspectos da Língua Portuguesa necessários à produção, revisão de textos, formação de profissionais na área técnica e pedagógica, que oferece cursos, oficinas, palestras e atividades em escolas campo de estágio. Com o intuito de assegurar a interlocução entre a academia e a prática docente, o NEL passou a promover ações aos professores dos ensinos médio e fundamental por meio dos estágios dos alunos do curso de Letras, oferecendo minicursos e oficinas para a formação desses profissionais. Entre as oficinas ofertadas, focaram-se testes de leitura aplicados pelos alunos do estágio, no semestre 2007/2, para auxiliar os professores em suas aulas. Outro evento foi o I Fórum de Leitura Ler e Ser, que contou com uma expressiva participação de acadêmicos e professores da região. Há ainda o grupo de pesquisa do NEL, coordenado pela Profa. Otilia Heinig, que integra acadêmicos, mestrandos e mestres já formados pelo Programa de Mestrado em Educação da FURB, promovendo o diálogo efetivo entre a pesquisa e a extensão. Assim, percebe-se que o núcleo funciona com base na interação que surge do encontro, em um mesmo programa, da extensão, pesquisa e ensino. O Programa é financiado pela FURB, através das bolsas da PROPEX/DAEX e das horas dos professores coordenadores vinculadas ao Departamento de Letras, com o apoio da FURB TV. Nos últimos dois anos, o NEL submeteu alguns eventos a editais, como o de fomento da FAPESC, e tem sido contemplado com esse auxílio, o que mostra o reconhecimento de órgãos oficiais ao trabalho desenvolvido pelo Núcleo. Para 2009, além da segunda edição do livro Em dia com a Língua Portuguesa, o Núcleo efetivará a parceria numa escola campo de estágio, continuando a promoção de cursos e oficinas aos professores de línguas, bem como o atendimento da região no que tange à norma padrão.

NÚCLEO DE EVENTOS DA UNIPLAC

  • Suzana Pereira Morais Duarte, E, suzana@uniplac.net
  • Juliana Schmitz Paes de Lima, MSc, jplima@uniplac.net

Universidade do Planalto Catarinense, UNIPLAC, Lages, Brasil

Palavras-chave: Eventos, cerimonial, apoio

A necessidade de suporte na organização das semanas acadêmicas, seminários e eventos institucionais em geral, gerou um pedido que foi encaminhado à Reitoria pelos senhores(as) Chefes de Departamentos, Coordenadores(as) dos Cursos de Graduação e Gestores(as) de Setores. A Reitoria eleita para o período de 2007 – 2010 organizou-se e instalou junto a Pró-reitoria de Pesquisa, Extensão, e Pós-graduação - Gestão de Extensão – Ação Cultural, o Núcleo de Eventos da Uniplac. O objetivo central do núcleo é auxiliar a toda comunidade acadêmica na realização das semanas acadêmicas, seminários, simpósios, palestras, posses, inaugurações, lançamentos de livros, homenagens, fornecendo apoio logístico, de organização e estruturação, desde que o projeto seja aprovado pela PROPEPG e ainda prestar serviços, mediante parceria ou contratação para instituições externas. Os principais serviços prestados são: emissão e envio do convite institucional para palestrantes, autoridades, imprensa, comunidade acadêmica e comunidade em geral, de acordo com o público determinado, reservas de hotéis e alimentação para palestrantes e convidados, reserva e organização do espaço onde será realizado o evento, organização de cafés, coquetéis, almoços e jantares oferecidos aos participantes, elaboração e execução do cerimonial, juntamente com mestre de cerimônias, recepção das autoridades, entrega de lembranças para visitantes, palestrantes e convidados, entre outras, montagem da equipe para credenciamento. Com este suporte, tanto os organizadores como os acadêmicos sentem-se seguros na realização do evento. No ano de 2007 foram realizados 68 eventos, com um público estimado de 12 mil pessoas, entre as atividades internas e externas, atendendo alunos, professores, técnicos administrativos, empresários e sociedade em geral, pública e privada. Destaca-se alguns eventos de sucesso realizados em 2007: Palestra do Doutor Fernando Henrique Cardoso, Presidente da República 1995-2003, Jantar Palestra com o Senhor Governador do Estado de Santa Catarina Luiz Henrique da Silveira e Prêmio Empreendedor Paschoal Baggio 2007, acontecimentos que enalteceram, ainda mais, a competência e organicidade do Núcleo e de toda Universidade. Podemos afirmar com toda segurança e de acordo com diversos depoimentos, que a decisão da criação deste núcleo foi repleta de êxito, com bom desempenho em todas as atividades desenvolvidas. Por ser um setor institucional, nas atividades internas, não há cobrança financeira, porém quando da contratação externa, os honorários são cobrados através de pagamento ou em forma de permuta de serviços, como já se destacou. Tendo em vista o sucesso das atividades desenvolvidas e por ter atendido as necessidades dos solicitantes, o núcleo está consolidado até o final da gestão desta reitoria.

NÚCLEO DE ORIENTAÇÃO A PESSOA COM NECESSIDADES ESPECIAIS

  • Carla Adriana Silva, E, carla@unidavi.edu.br

Universidade para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí, UNIDAVI, Rio do Sul, Brasil

Palavras-chave: Deficiência, Inclusão, Orientação

A Universidade para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí – UNIDAVI possui registros de matrículas de alunos com deficiência desde 1997. Nos cursos de graduação o atendimento aos acadêmicos com deficiência iniciou em 2004, com a entrada no curso de Psicologia de um aluno com deficiência visual – cegueira – e respectivamente com a percepção e o gradativo aumento da demanda de alunos com outras deficiências. A partir da necessidade de atendimento aos alunos com deficiência dos cursos superiores da UNIDAVI, teve início o desenvolvimento do projeto de criação do Núcleo de Orientação a Pessoa com Necessidades Especiais – NOPNE. Este núcleo propõe, no âmbito universitário, a aceitação das diferenças e, principalmente, a quebra de barreiras arquitetônicas, comunicacionais, educacionais e atitudinais, desde a Educação Básica até a Pós-Graduação desta Instituição de Ensino superior (IES). Muitas pessoas com algum tipo de deficiência ainda sofrem com a discriminação e o pouco acesso em todos os segmentos da sociedade. A UNIDAVI vivencia as dificuldades e se estrutura para atender as necessidades deste público, promovendo assim a inclusão e a integração na academia. O NOPNE é um núcleo complementar, diretamente vinculado à Pró-Reitoria de Ensino. São objetivos do NOPNE: promover a acessibilidade; mediar as relações que envolvem o processo de ensino e aprendizagem que devem contribuir para a inclusão do aluno com deficiência na Universidade; propor, no âmbito universitário, a aceitação das diferenças e, principalmente, a quebra de barreiras arquitetônicas, comunicacionais, educacionais e atitudinais. O NOPNE é constituído por uma coordenadora nomeada pela reitoria; uma representante da Pró-Reitoria de Ensino (PROEN) ;um representante discente eleito por assembléia pelos alunos com deficiência cadastrados no NOPNE; um representante docente indicado pela PROEN; um representante da Pós-Graduação indicado pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão (PROPPEX); um representante do Núcleo de Informática indicado pela PROEN; um representante da Biblioteca indicado pela Bibliotecária e um representante dos funcionários indicado pelo Recursos Humanos (RH). Os serviços prestados pelo NOPNE compreendem: suporte; orientação e treinamento a docentes, discentes e funcionários; acolhimento a pessoas com deficiência; atendimento personalizado, previamente agendado; acesso à base de dados e internet na sala de apoio do NOPNE; gravação de textos falados; scaner de textos para alunos com deficiência visual – cegueira, consulta local de livros falados; e desenvolvimento de projetos de inclusão como o Serviço de Orientação ao Trabalho Eficiente (SORTE), um serviço que prevê aproximar pessoas com deficiência/egressos que desejam exercer atividades de estágio/emprego e empresas que queiram contar com o trabalho destes “talentos” já formados ou em formação.

O desenvolvimento da percepção musical na educação especial

  • Maria Luiza Feres do Amaral, MSc, liza.amaral@hotmail.com
  • Edson Costa, G, eds.cta@terra.com.br
  • Ricardo Moura, G, cubamoura@yahoo.com.br
  • Mônica Zewe Uriarte, MSc, uriarte@univali.br

Universidade do Vale do Itajaí, UNIVALI, Itajaí, Brasil

Palavras-chave: Música, Educação Especial, Percepção

O presente trabalho foi realizado junto a OFEARTE – Oficina de Arte, espaço alternativo de aprendizagem destinado a alunos especiais, situado no município de Itajaí-SC. O objetivo principal do projeto foi à valorização da auto-estima de alunos com necessidades especiais, através de atividades de percepção sensorial, estreitando o seu conhecimento sobre música e possibilitando atividades integradoras e de execução musical. Esta proposta é parte integrante das intervenções realizadas por dois acadêmicos do Curso de Licenciatura em Música da UNIVALI – Universidade do Vale do Itajaí, na disciplina Estágio Supervisionado da Prática Pedagógica do quarto período. Participaram das aulas, em média, sete alunos com necessidades especiais diversas, como Síndrome de Down, deficiência auditiva, motora e mental. Os procedimentos metodológicos foram inspirados em trabalhos dos educadores musicais Orff e Wuyack, quanto aos princípios de atividade, criatividade, comunidade e totalidade, buscando desenvolver uma música elementar, formando uma unidade com a palavra e o movimento, visando à integração das expressões verbal, musical e corporal. O trabalho durante as aulas enfocou os ritmos da fala ampliados para os ritmos da música, sempre buscando o movimento espontâneo e natural. Estas atividades possibilitaram maiores reflexões sobre a utilização da música junto aos portadores de necessidades especiais, principalmente no que se refere ao desenvolvimento da atenção, memória, comunicação, habilidades motoras, amadurecimento emocional e socialização. Desta forma, foram abordadas concepções de desenvolvimento humano, conjugadas com teorias que fundamentam a prática da educação musical voltadas para o desenvolvimento das potencialidades musicais daqueles sujeitos. Durante as intervenções se pode observar que não houve nenhuma espécie de dificuldade significativa e como resposta, os alunos envolvidos trabalharam a música, movimento e linguagem de forma lúdica e dinâmica, realizando os exercícios propostos pelo professores/estagiários sempre de maneira espontânea e motivada.

OFICINA PARA OS COMPONENTES CURRICULARES DO ENSINO FUNDAMENTAL

  • Janes Terezinha Cerezer Köhnlein, MSc, janesk@unoescsmo.edu.br

Universidade do Oeste de Santa Catarina, UNOESC, Joaçaba, Brasil

Palavras-chave: Ensino, Aprendizagem, Atividades

A Unoesc – Campus de São Miguel do Oeste, ofereceu, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação do município de Pinhalzinho o curso de extensão Oficina para os componentes curriculares do ensino fundamental, considerando que na atualidade o processo educativo caracteriza-se como um momento de incertezas quanto as práticas pedagógicas que devam ser efetivadas no ensino. A abertura para novas propostas pedagógicas e organização das escolas cresceu na última década, assumindo papel mais intensivo nas políticas educacionais. Somos assediados por diferentes propostas de ensino, algumas mais comprometidas com a educação emancipatória, outras talvez com referenciais que comprometem o processo de ensinar e aprender. Os desafios da sociedade atual fazem com que a escola repense seus encaminhamentos teórico práticos, pensando o espaço da sala de aula como um espaço de reflexões e ações do educador e do educando. A Aprendizagem de forma significativa é o grande desafio da escola na atualidade, pois buscamos constantemente que a escola seja um espaço de construção do saber, por meio da investigação e da produção teórica prática dos elementos propostos em seus planejamentos. O chamado para organizar oficinas para os componentes curriculares do ensino fundamental permite que a universidade intensifique o desenvolvimento da educação para todos, reconhecendo no educando as necessidades de viver em sociedade, sem perder a sensibilidade pela vida, considerando os valores e gestos de solidariedade e aceitação das diferenças que povoam o planeta. Para que estas ações se concretizem, propomos uso de materiais alternativos vivenciados pelos professores na proposta desenvolvida. Permitindo que o educador perceba que há diferentes possibilidades de ensinar e aprender, por meio da sensibilização. O Curso de Extensão oferecido pela Unoesc – Campus de São Miguel do Oeste: Oficinas dos componentes curriculares do ensino fundamental, desenvolveu atividades que contribuiram para a capacitação docente, para que partilhem da mesma concepção transformadora e construtora de conhecimento difundida por esta Instituição. Assim, nos integramos aos educadores a fim de mediar o conhecimento produzido , através de suas práticas pedagógicas, e buscar a construção de uma unidade de educação que possa promover a transformação social buscando o desenvolvimento local/regional. O objetivo principal deste projeto era subsidiar os educadores, propondo encaminhamentos metodológicos por meio de oficinas, propondo ações pedagógicas para o trabalho na escola. Este projeto foi desenvolvido por meio de oficinas, utilizando recursos didático pedagógicos na elaboração da proposta de capacitação. Todo o trabalho foi desenvolvido com a participação de professores das diferentes áreas do conhecimento. Os encontros aconteceram de forma intensiva, na produção e organização de materiais.

Apoio / Parcerias: - Unoesc, - Secretaria Municipal de Educação de Pinhalzinho.

Os projetos integradores como desafio à interdisciplinaridade em cursos de graduação da Unisul

  • Maria da Glória Silva e Silva, G, gloria.silva@unisul.br
  • Dilsa Mondardo, G, dilsa.mondardo@unisul.br
  • Kristiane Rico Sanchez, G, kristiane.sanchez@unisul.br
  • Mauricio Romeu Antunes, G, mauricio.antunes@unisul.br
  • Rogério Santos Costa, G, rogerio.costa@unisul.br
  • Karla Grillo, G, karla.grillo@unisul.br

Universidade do Sul de Santa Catarina, UNISUL, Tubarão, Brasil

Palavras-chave: projetos , integração, disciplinas

Tomando como princípio a indissociabilidade das ações que a caracterizam como universidade, o ensino na UNISUL tem se pautado por premissas apresentadas no Projeto Pedagógico Institucional: conhecimento científico como trabalho coletivo para intervenção social; diálogo entre diferentes saberes; articulação entre teoria e prática; atividades interdisciplinares; e estímulo a ações empreendedoras. Tal contexto tem impulsionado cursos de graduação das áreas de conhecimento de Humanas e Sociais Aplicadas a buscar formas de gestão pedagógica consonantes com tais premissas. Para isso, vêm procurando integrar conhecimentos e práticas de ensino com pesquisa e extensão desenvolvidas em disciplinas de um mesmo semestre do curso (integração horizontal) ou de semestres diferentes (integração vertical), na forma de projetos integradores. O trabalho descreve a experiência inicial nesta atividade dos cursos de Administração, Ciências Contábeis, Direito e Relações Internacionais do Campus Regional Norte da UNISUL. A descrição se baseia no texto dos projetos pedagógicos dos cursos (PPCs) em implantação desde 2007 e em relatos produzidos para apresentação na forma de painel em atividade de formação continuada dos docentes dos cursos promovida pela Assistência Pedagógica em 2008. Os PPCs de 2007 formalizaram e fortaleceram práticas de integração de disciplinas existentes em cursos da universidade desde 2003. No curso de Administração, os Projetos Integradores devem ser desenvolvidos do 1º ao 5º semestre do curso, assim como no curso de Direito, que propõe as chamadas Práticas Jurídicas, na forma de “projetos integrados de ensino”. No curso de Relações Internacionais o Projeto Transdisciplinar é sucedido por estágios curriculares obrigatórios nos semestres finais do curso, que é compreendido, nestes PPCs, como atividade necessária e igualmente promotora da integração de saberes para investigação e intervenção na realidade. No curso de Ciências Contábeis, a integração de disciplinas de dá por meio do Processo Interdisciplinar, que é realizado em todos os semestres do curso, tendo sido o estágio obrigatório eliminado do currículo. Os projetos integradores são organizados em encontros de planejamento antes do início de cada semestre, quando os professores articuladores promovem a produção de um roteiro de trabalho pelos professores, que é discutido com os alunos desde as primeiras semanas de aula. Os trabalhos, realizados em grupos, constituem-se numa experiência desafiadora, que incentiva a interação entre professores e entre alunos e promove consciência da amplitude dos campos de atuação profissional, diferenciando a UNISUL de outras universidades.

PERFIL DE DEPENDENTES QUÍMICOS EM UMA COMUNIDADE TERAPÊUTICA: SUBSÍDIO PARA A INTERVENÇÃO NUTRICIONAL CONTEXTUALIZADA

  • Luana Baldissera, Graduando, luanab@unochapeco.edu.br
  • Carla Rosane Paz Arruda Teo, Dr(a), carlateo@unochapeco.edu.br

Universidade Comunitária Regional de Chapecó, UNOCHAPECÓ, Chapecó, Brasil

Palavras-chave: drogas, hábitos alimentares, alcoolismo

A

dependência química é um grave problema de saúde pública com conseqüências sociais amplas, afetando o consumo de alimentos e resultando em comprometimento nutricional pela baixa qualidade da dieta. O Curso de Nutrição desenvolve, desde o ano de 2006, atividades em uma comunidade terapêutica para homens dependentes químicos, em Chapecó, por meio do projeto Apoio Nutricional/Programa de Extensão Esporte e Emancipação, com apoio financeiro do Fundo de Apoio à Extensão da Unochapecó. Esta proposta de trabalho parte do pressuposto de que a intervenção nutricional é parte importante do tratamento e, para que seja efetiva, é fundamental conhecer o perfil dos sujeitos e da dependência. Devido à alta rotatividade, semanalmente são realizadas entrevistas com os novos internos, a fim de conhecê-los para promover a contextualização da intervenção. Este trabalho representa um recorte da etapa diagnóstica que subsidia as ações de extensão do projeto Apoio Nutricional, com o objetivo de traçar o perfil de dependentes químicos internados naquele momento na comunidade terapêutica e conhecer características de sua dependência que possam impactar em seu estado nutricional e na sua resposta à intervenção. Para a coleta dos dados foi aplicado um questionário semi-estruturado aos 20 internos em tratamento neste local no mês de junho de 2008. Observou-se que: a idade dos internos variou entre 23 e 66 anos, sendo prevalente a faixa de 41-50 anos (40,0%); o nível de escolaridade é baixo, sendo 20,0% dos internos analfabetos e 15,0% tendo completado o ensino fundamental; 45,0% dos internos relataram um tempo de adicção superior a 30 anos, enquanto 50,0% são adictos há mais de 10 anos; a idade do primeiro uso de drogas variou entre 10 e 22 anos, com prevalência para 14 anos (25,0%); a primeira droga consumida por 70,0% deles foi bebida alcoólica; a droga de uso principal atual é o álcool para 65,0% dos internos, tabaco para 15,0%, cocaína para 10,0% e crack para outros 10,0%; 70,0% dos internos relataram ter feito tratamentos anteriores; 90,0% dos entrevistados revelaram que a dependência alterou seu hábito alimentar e, destes, 70% reportaram como principal efeito a inapetência. Os dependentes químicos, neste recorte pontual, convergiram para o seguinte perfil: homens de meia idade, baixa escolaridade, adictos há pelo menos 10 anos, tendo iniciado o consumo de drogas próximo da adolescência e apresentando tentativas de tratamento anteriores, referindo ainda redução de apetite relacionada à dependência. O álcool, além de ser a droga de uso predominante atual, foi a primeira utilizada pela maior parte dos entrevistados e, possivelmente, a que potencializou o consumo de outras. Estas características foram fundamentais para o planejamento de uma intervenção nutricional contextualizada, que consistiu basicamente de atividades lúdicas e artesanais para a abordagem do tema alimentação, associadas a momentos de estímulo à espiritualidade e à humanização como suporte para a construção de vínculos de afetividade que também pudessem contribuir para o sucesso do tratamento. Este trabalho ainda corrobora a importância da articulação entre atividades de pesquisa e extensão, numa relação de retroalimentação positiva que possibilita aos sujeitos envolvidos uma reflexão sobre estas práticas.

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO SITUACIONAL NO INTERNATO EM ATENÇÃO BÁSICA NO CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM

  • Kellin Danielski, G, kellin.danielski@terra.com.br

Universidade Regional de Blumenau, FURB, Blumenau, Brasil

Palavras-chave: Planejamento estratégico situacional., Saúde coletiva., Enfermagem.

O Internato em Atencão Básica Primária e Secundária se constitui no módulo da oitava fase do curso de graduação em Enfermagem da Universidade Regional de Blumenau – FURB. Seu currículo está organizado modularmente com eixos norteadores e projetos interdisciplinares em cada fase que auxiliam na integração da teoria com a prática profissional. Na oitava fase do ano de 2008/1, os alunos realizaram o estágio em Unidades Básicas de Saúde com Estratégia de Saúde da Família sob a supervisão de docentes da Universidade nos municípios de Blumenau e Timbó. Na primeira semana letiva foram realizadas oficinas introdutórias com temas relacionados à Saúde Coletiva como: Planejamento Estratégico, Territorialização, Sistemas de Informações em Saúde, Visita Domiciliar, Consulta de Enfermagem e Educação em Saúde. O projeto de atuação consistiu na territorialização para a realização do diagnóstico comunitário e posteriormente o Planejamento Estratégico Situacional - PES. O presente relato descreve essa experiência do módulo. Ao realizarem o reconhecimento da área de abrangência no primeiro mês de estágio os alunos se apropriaram dos objetos espaciais e passaram a ter conhecimento deles, de forma que conseguiram analisar a situação de saúde e definir o diagnóstico comunitário da população adscrita. Fizeram um levantamento dos problemas ou necessidades de saúde e realizaram diversas atividades, que estavam descritas em um guia do interno, que serviu como instrumento norteador para suas ações. Ao constatarem os problemas de saúde priorizaram três para pensarem estrategicamente e desenvolveram habilidades de senso crítico que os auxiliaram na tomada de decisões pelas ações que foram negociadas com a equipe e comunidade para constituir no planejamento estratégico de cada dupla ou trios de alunos. Foram programadas atividades práticas focadas no cuidado de enfermagem a todo o ciclo vital, na sistematização da assistência de enfermagem – SAE, na educação em serviço, na gestão do serviço de enfermagem e saúde, no conhecimento dos serviços de referência da Atenção secundária, na participação de ações coletivas na Unidade de Saúde e comunidade e participação nos Conselhos locais, regionais e municipais, que foram registradas em Diário de Campo. Os alunos implementaram as ações planejadas, reavaliaram suas estratégias e perceberam a dinâmica e a flexibilidade do PES. O módulo se propõe no fortalecimento das ações na Atenção Básica e na Promoção à Saúde com a realização do Projeto de Atuação e do PES. Em todos os momentos os alunos foram orientados a problematizar a realidade e articular junto à equipe de saúde as ações para a resolução dos problemas levantados. Ao final produziram um pôster com os resultados.

Planejamento, desenvolvimento e avaliação de uma disciplina do núcleo

  • Graziela Fátima Giacomazzo, MSc, gfg@unesc.net
  • Almerinda B. B. Batti Dias, MSc, bbd@unesc.net
  • Elisa Netto Zanette, MSc, enz@unesc.net
  • Cleusa Ribeiro dos Santos, MSc, csa@unesc.net
  • Patricia J. Fiuza, MSc, pjf@unesc.net

Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC, Criciúma, Brasil

Palavras-chave: Educação a distância, Graduação, Organização didático-pedagógica

Busca-se, neste artigo, relatar o desenvolvimento e avaliação da disciplina de PIT (Produção e Interpretação Textual) integrante do projeto denominado “Disciplinas do Núcleo Comum dos cursos de graduação na modalidade de Educação a Distância” da Universidade do Extremo Sul Catarinense - Unesc. O projeto contempla disciplinas institucionais equivalentes às primeiras fases dos cursos de graduação. Integra-se a parceria interinstitucional das Universidades do Sistema ACAFE (Associação Catarinense de Fundações Educacionais) na implementação da Educação a Distância. Constituiu-se na integração entre três ou mais Universidades, num trabalho cooperativo e colaborativo em rede. Contemplou: (a) planejamento da oferta de quatro disciplinas do núcleo comum dos cursos de graduação na modalidade de EaD; (b) o processo de planejamento, organização e produção do material didático; (c) acompanhamento e avaliação do desenvolvimento do projeto. Em 2007, os professores autores das diferentes Instituições de Ensino Superior (IES) organizaram-se no planejamento da disciplina e na produção do material didático no contexto colaborativo presencial e virtual. As disciplinas foram ofertadas em forma de projeto piloto, na modalidade de EaD. Durante o processo de pilotagem, o material didático foi avaliado e, ao final do semestre, atualizado pelo grupo de autores. Os resultados apresentados referem-se ao estudo preliminar da oferta da disciplina de PIT, ocorrida no 2º semestre de 2007. A pesquisa caracterizou-se pela abordagem quanti-qualitativa. Os dados quantitativos incluem questões sobre conteúdo da disciplina; avaliação da aprendizagem; didática docente; domínio do conteúdo; material didático; relação professor-aluno; metodologia; auto-avaliação; avaliação do ambiente virtual. Os dados qualitativos foram organizados e analisados nas seguintes categorias: Recursos Tecnológicos; Internet; Didática do Professor; Modalidade de Educação; Material Didático. Participaram da pesquisa na Unesc, 19 turmas de 15 cursos de graduação, 10 docentes e 475 acadêmicos regularmente matriculados na disciplina de PIT, de um total de 22 turmas e 730 acadêmicos. A disciplina tem 4 créditos equivalente a 72 h/a (hora/aula). Contemplou em sua carga horária, 20% de atividades a distância e 80% de atividades presenciais em 18 turmas. Na Unesc, uma disciplina é considerada semipresencial se contempla em sua carga horária um índice maior de atividades presenciais em relação às atividades a distância. Os recursos tecnológicos utilizados no projeto foram: AVA - Ambiente Virtual de Aprendizagem da Unesc; Laboratório de Informática; material didático digital e impresso desenvolvido por professores de PIT das IES do Sistema ACAFE em parceria com as equipes de desenvolvimento de conteúdo digital para a EaD dos SEADs das IES. O conteúdo do material didático foi organizado em quatro unidades a partir da ementa da disciplina. Este projeto possibilitou à comunidade acadêmica das Instituições do Sistema ACAFE vivenciar a construção de conhecimento, além dos limites geográficos das mesmas, contribuindo com diferentes aprendizagens e ampliando os espaços de interação. Isso muda, significativamente, muitos (pré) conceitos relacionados à produção do conhecimento científico e propicia experiências na constituição de uma comunidade virtual de aprendizagem no Sistema ACAFE.

POLÍTICAS ACADEMICAS DA PRÓ-REITORIA DE ENSINO DA UDESC

  • Sandra Makowiecky, Dr(a), sandra@udesc.br
  • Arivane Augusta Chiarelotto, MSc, arivane@udesc.br
  • Maria Aparecida Candido Rabelo, E, r4macr@udesc.br
  • Jadna Lucia Neves Heinzen , MSc, jadna@udesc.br

Universidade do Estado de Santa Catarina, UDESC, Florianópolis, Brasil

Palavras-chave: Políticas acadêmicas, reformas curriculares, cursos de graduação

Com a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9.394/96 (LDB), as universidades brasileiras são desafiadas a revisar os currículos dos cursos de graduação com vistas a uma maior flexibilidade na organização, visando atender à crescente heterogeneidade tanto da formação prévia como das expectativas e dos interesses dos alunos. Os cursos de graduação passam, assim, a ser conduzidos pelas Diretrizes Curriculares Nacionais, as quais constituem orientações para uma organização curricular que contemple uma sólida formação básica, preparando o futuro graduado para enfrentar os desafios das rápidas transformações da sociedade, do mercado de trabalho e das condições de exercício profissional. A Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC preocupada com estas questões empreendeu esforços na revisão dos projetos pedagógicos dos cursos de graduação na modalidade presencial (bacharelado, licenciatura e tecnólogos), a fim de absorver as normativas nacionais e reestruturar suas políticas de ensino. A Pró-Reitoria de Ensino (PROEN), liderando este processo, iniciou estudos e discussões em meados de 2004, a fim de subsidiar os Centros para as necessárias adequações dos projetos pedagógicos dos cursos de graduação. Neste sentido, foram definidas políticas acadêmicas para orientação das reformas curriculares dos 37 (trinta e sete) cursos em funcionamento na UDESC. As políticas implementadas por meio de Instruções Normativas e das Resoluções aprovadas pelos Conselhos Superiores dispõem sobre normas para processos de Autorização de Funcionamento e Criação e para Reformulação Curricular, com particular atenção para a carga horária dos cursos, considerados os cálculos do impacto docente, a alocação de carga horária destinada à disciplina de Estágio Curricular Supervisionado, os processos de verificação da aprendizagem, a regulamentação do crédito com 18 h/a e a delimitação dos respectivos períodos de integralização, em consonância com as Normativas do Conselho Nacional de Educação (CNE). Atendeu-se, também, aos marcos regulatórios do Conselho Estadual de Educação (CEE), em que foram encaminhados os processos para Reconhecimento de Cursos de Graduação e/ou Habilitação e para Avaliação e Renovação do Reconhecimento de 30 (trinta) cursos da UDESC. Os procedimentos legais instituídos possibilitaram a transparência dos processos e o acompanhamento das comunidades educativas na revisão dos cursos de Graduação desta universidade. Em continuidade, dar-se suporte aos onze Centros da UDESC, localizados no estado de Santa Catarina, para a conclusão da implantação das novas matrizes dos cursos e para a implementação das estratégias de avaliação institucional.

Prática docente: uma experiência inovadora

  • Idorlene da Silva Hoepers, MSc, idorlene@univali.br

Universidade do Vale do Itajaí, UNIVALI, Itajaí, Brasil

Palavras-chave: Observação, Reflexão, Formação

Uma das características da Prática Docente: Projetos Integrados que merece destaque é a articulação direta com as outras disciplinas que compõem cada período. A cada observação os acadêmicos, organizados em pequenos grupos, se dirigem aos locais orientados por protocolos de observação, com indicadores devidamente planejados e organizados antecipadamente. Todas as observações são acompanhadas pelos professores das disciplinas. Após cada observação, em sala de aula, no grande grupo ocorre o processo de reflexão transitando entre o referencial teórico e a prática vivenciada in loco. Cada observação, reflexão e discussão em sala de aula dá origem a uma produção textual contemplando os aspectos específicos que comporão, ao final do semestre, um trabalho com o registro processual da trajetória empreendida no período, por aquele grupo de acadêmicos. Ao final do semestre, ocorre o seminário de socialização das experiências.

Conforme o contexto apresentado, conhecer os possíveis ambientes de atuação do pedagogo é de fundamental importância para a formação acadêmica, pois propicia entendimento e reflexões sobre a atual situação da educação, bem como sobre as condições históricas que influenciam e determinam o processo de constituição da identidade e profissionalidade docente. O processo de formação auxilia na aquisição de competências teóricas, práticas e metodológicas que permitirão ao pedagogo intervir nos vários contextos, frente aos desafios impostos na atual conjuntura do país.

PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS E A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE PROFISSIONAL DO DOCENTE EM FORMAÇÃO

  • Juliano da Luz Peçanha, Graduando, proinpes@unerj.br
  • Daiana Rabock, Graduando, daia@unerj.br
  • Luciane Maria Jungton, Graduando, luciane@unerj.br
  • Tânia Mara Nüssner, Graduando, tmnusser@unerj.br

Centro Universitário Católica de Santa Catarina, PUC, Jaraguá do Sul, Brasil

Palavras-chave: Professor universitário, Processo de formação docente, Construção da identidade profissional

A partir de nossas experiências, como pedagogos em formação, e sabendo que o desempenho da docência está relacionado à construção da identidade profissional, sentimos a necessidade de identificar que influências exercem os professores do curso de Pedagogia da Unerj no processo de desenvolvimento profissional dos professores em formação nesse mesmo curso. Partimos da premissa de que a construção da identidade pessoal depende de valores de diferentes ordens, mas que a identidade profissional, em sua essência, está ligada diretamente a valores referentes ao contato com a profissão. Assim, essa pesquisa busca analisar as influências exercidas pelos docentes do Curso de Pedagogia da Unerj na construção da identidade profissional dos pedagogos (formados e em formação). A abordagem metodológica selecionada para o presente estudo caracteriza-se pelo enfoque qualitativo com base na análise documental, através da aplicação de um instrumento de pesquisa tendo como intenção identificar se os docentes do Curso de Pedagogia da Unerj (2005/I e 2006/I) influenciam o processo de construção da identidade profissional dos professores em formação. Para tanto, partimos da contextualização do cenário de formação do curso: analisando o Projeto Pedagógico do Curso, mapeando o quadro discente e docente, incluindo formação, carga horária e área de atuação dos professores responsáveis pelas disciplinas. Foi necessário aprofundar teoricamente nosso objeto de estudo, delimitando conceitos relacionados à formação e à construção da identidade, para, a partir daí, fazer o levantamento das categorias selecionadas para realizar a pesquisa, criando um instrumento capaz de nos responder em que medida os professores do Curso de Pedagogia da Unerj marcam a identidade profissional de seus alunos. Categorizamos as temáticas por meio de um questionário e elaboramos a análise dos dados obtidos. As categorias selecionadas para comprovar a influência dos docentes na construção da identidade dos alunos referem-se à paixão pela docência, crença na condição humana, incentivo à pesquisa, respeito às diversidades sociais e individuais, utilização de diferentes estratégias de ensino-aprendizagem, valorização do empenho do aluno, acompanhamento pessoal do processo de aprendizagem, valorização da dimensão política da educação, domínio do conteúdo, troca de experiências em sala de aula, responsabilidade social e compromisso pedagógico e relacionamento pessoal e humano. Concluímos que a construção da identidade afeta e é afetada pelas relações estabelecidas durante a formação inicial e que os professores do Curso de Pedagogia da Unerj influenciam a construção identitária dos profissionais que se formam sob a sua orientação. Assim, o espaço de sala de aula precisa, com urgência, se transformar em um ambiente profissional capaz de discutir situações concretas e desafiadoras relacionadas, inclusive, às referências de cada pessoa que participa desse processo.

PROGRAMA ALFABETIZAÇÃO REGIONAL: DINÂMICAS DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NO CONTEXTO DA NOVA PROPOSTA DE FORMAÇÃO DE PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA NA UNOESC, CAMPUS DE XANXERÊ

  • Andrea do Roccio Souto, Dr(a), andrea.souto@unoescxxe.edu.br
  • Elton Luiz Nardi, Dr(a), elton@unoescxxe.edu.br
  • Delcio Marquetti, MSc, delcio@unoescxxe.edu.br
  • Sandra Rogéria de Oliveira, MSc, sandra@unoescxxe.edu.br
  • Neli Aparecida Gai, MSc, neli@unoescxxe.edu.br

Universidade do Oeste de Santa Catarina, UNOESC, Joaçaba, Brasil

Palavras-chave: Programa Alfabetização Regional, Formação de professores, Inclusão social

O Programa “Alfabetização Regional” foi implantado em 2007 e integra o conjunto de ações de filantropia da Unoesc. Está vinculado à nova proposta pedagógica para formação de profissionais da educação básica na Unoesc e se apóia em pressupostos formativos comprometidos com uma qualificação profissional que compreenda competência técnico-científica e política, sensibilidade ética e solidariedade social. Os projetos que integram o Programa, dos quais participam cerca de oitenta acadêmicos dos cursos de Geografia, História, Letras e Pedagogia, têm suas propostas delineadas na lógica do próprio processo formativo que vem sendo construído nos cursos de licenciatura, constituindo-se em importante espaço para atividades de ensino, de pesquisa e de extensão. O projeto “Construção de Material Didático” assume como foco de trabalho o tema “História e Memória de Xanxerê”. Prioriza o desenvolvimento de pesquisa em favor da produção de conhecimento em história regional associada à organização de um espaço de memória – acervo documental –, processo que favorecerá a construção de materiais didáticos. O projeto “Leitura na Escola”, compreendendo a leitura literária como espaço de criação e re-significação, traz a proposta temática “Os clássicos na sala de aula”, e tem por objetivo despertar os sentidos para os clássicos literários e o exercício da leitura como fonte lúdica de aprendizagem cultural. Para tanto, aposta na inter-relação professor-aluno, no que diz respeito à experimentação literária, de forma que as atividades venham a se processar tanto na preparação, na discussão e na reflexão acerca das práticas, quanto na aplicação das atividades planejadas. O projeto “Alfabetização/Escolarização de Adultos”, com base teórica na concepção de Paulo Freire, toma a alfabetização como um processo educacional comprometido com a construção da cidadania e, nesse sentido, busca promover a efetiva alfabetização de adultos e sua conseqüente continuidade de estudos. O projeto “Vivências Lúdicas na Escola” propõe a construção de espaços educacionais que afirmem o movimento lúdico, nos quais a criança encontra oportunidade de expressão e possibilidades de integração social. A partir da adoção de estratégias de investigação e de reflexão sobre o brinquedo, jogos e brincadeiras de tradição histórico-social são re-significadas, favorecendo o processo de ensino e aprendizagem. Além da dimensão de cada um dos projetos, as perspectivas para o programa no Campus de Xanxerê correspondem à preservação de sua articulação com o projeto de formação inicial dos profissionais da educação básica, à consolidação de um espaço permanente e de referência para a implementação de iniciativas que materializem os esforços em torno da indissociabilidade entre atividades de ensino, de pesquisa e de extensão, e à ampliação das atividades de cada projeto junto à comunidade regional.

PROGRAMA DE ALFABETIZAÇÃO REGIONAL

  • Marilena Zanoello Detoni, MSc, marilena.detoni@unoesc.edu.br
  • Rogério Bilibio, MSc, rogerio.bilibio@unoesc.edu.br
  • Lucivani Gazzóla , MSc, Lucivani.gazzola@unoesc.edu.br
  • Rosemaria makowski , MSc, Rose.makowski@unosc.edu.br
  • Regina Inês Reisdorfer , Graduando, Regina_reisdorfei@hotmail.com
  • Andréia Aparecida da Rosa , Graduando, Andreia2302@yahoo.com.br
  • Elizandra Carla Gasparini , Graduando, elizandragasparini@hotmail.com
  • Sabrina Garcia Suzin , Graduando, sabrinagsusin@yahoo.com.br
  • Joziane Calegari , Graduando, marilena@unoesc.edu.br
  • Cristiani Salete da Silva Mota, Graduando, Cris_hiago@yahoo.com.br
  • Cristiane Elizete Fiorese , Graduando, Cristiane.fiorese@unoesc.edu.br
  • Rosemary Almeida Vidi Campioni , Graduando, rosemarycampioni@yahoo.com.br
  • Rosana Appleyard , Graduando, rosana.appleyard@unoesc.edu.br
  • Karina Demim , Graduando, demin@unoesc.edu.br

Universidade do Oeste de Santa Catarina, UNOESC, Joaçaba, Brasil

Palavras-chave: Alfabetização, Conhecimento, Inclusão

O Programa de Filantropia em Alfabetização Regional teve seu início no ano de 2004, no Campus de Joaçaba. Este projeto objetivava promover a alfabetização de jovens e adultos economicamente carentes, visando à geração de renda e a melhoria da qualidade de vida pessoal e de comunidade. O PAR da Unoesc, em 2005 e 2006, realizou suas atividades junto à comunidade atendendo a dois adultos ou jovens que eram alfabetizados em suas casas. O Programa fundamenta-se em uma pedagogia/metodologia pautada nos princípios pedagógicos do Educador Paulo Freire. O alfabetizando é o sujeito do conhecimento. Entende-se alfabetização como um processo Lógico, intelectual, afetivo e social. É necessário que as pessoas tenham no mínimo, as ferramentas básicas essenciais para a aprendizagem. Esses núcleos aconteceram em empresas, comunidades e escolas do bairro. Este Programa estende-se também aos municípios do Noroeste do Rio Grande do Sul, totalizando 30 municípios. No ano de 2006, o PAR desenvolveu atividades interessantes e com um número elevado de pessoas atendidas, estavam envolvidas 455 acadêmicos que atenderam 919 pessoas. No ano de 2007, o PAR sofreu mudanças, isto é desmembrou-se em seis projetos: Alfabetização de Jovens e Adultos/Escolarização; Vivências Lúdicas em Espaços Educativos; Assessoria Didático-Pedagógica; Alfabetização Cultural; Leitura na Escola e Construção de Material Didático. Com o objetivo de Promover a melhoria da educação formal e não formal na região, através de atividades com alunos e assessoria aos professores das redes público-estaduais e municipais de ensino na perspectiva da inclusão social e formação da cidadania. Este Programa se subdivide em seis projetos: Leitura na Escola com o objetivo de promover a efetiva alfabetização e o desenvolvimento do domínio da Leitura. A Assessoria Didático-Pedagógica visa identificar, junto à comunidade escolar, as necessidades didáticas da unidade escolar. O acadêmico pode atuar junto às bibliotecas escolares, espaços criados por eles e junto ao professor. Alfabetização Cultural: proporcionar a valorização da cultura regional através de atividades artístico-culturais e desenvolver atividades de coordenação e expressão cultural. Vivências Lúdicas em Espaços Educativos estará desenvolvendo atividades corporais em espaços escolares e não escolares, estimulando o desenvolvimento integral das crianças e/ou de outras pessoas interessadas, enriquecendo suas relações sociais. Alfabetização/Escolarização de Adultos: destaca-se a relevância da alfabetização como possibilidade de emprego e renda e de investimento na própria formação. Construção de Material Didático: pesquisar as especificidades históricas, geográficas, sociais, ambientais e didático-pedagógicas da região. Confeccionar o material nas variadas formas: livros, revistas, cadernos de atividades, atividades em meio eletrônico, fitas (DVD e VHS). O projeto proporciona aos acadêmicos, espaços de realização das práticas de ensino e a possibilidade de desenvolverem o espírito de solidariedade e a visão transdisciplinar de mundo. Houve 19.450 atendimentos e atendidas 4.629 pessoas.O PAR cumpre com o seu papel no que diz respeito à filantropia, oferecendo uma bolsa de 50% aos acadêmicos das licenciaturas do Campus de Joaçaba, como também permitindo que, através dessa atividade junto ao município de origem, esteja contribuindo com o Desenvolvimento Regional.

Apoio / Parcerias: Empresa Perdigão; Ervateira Marca(erva Tertúlia); Coopercampos; Rotary Clube; CAPS; Escolas Estaduais; Escolas Municipais; Centros Comunitários; Secretarias de Educação e Cultura dos Municípios; Secretarias Municipais de Saúde; Secretarias Municipais de Assistência Social; Grupos da Terceira Idade; Hospitais.

Programa de aperfeiçoamento do acadêmico ingressante

  • Vanice Pizzolotto Vitali, G, vanice.vitali@unisul.br

Universidade do Sul de Santa Catarina, UNISUL, Tubarão, Brasil

Palavras-chave: aperfeiçoamento, acadêmico ingressante, conteúdos essenciais

O Campus de Tubarão e Araranguá, ao elaborar o Plano de Desenvolvimento do Campus (PDC), definiram diferentes programas e ações a serem implementados no período de 2006 a 2009. Um dos programas é o e Ampliação e Aprimoramento Complementar da Assistência Pedagógica à comunidade universitária no Campus, que, em suas ações, propõe: “diagnosticar e implantar projetos de acompanhamento e intervenção para reduzir a evasão do acadêmico, cuja meta é reduzir 15%/ano”.

O objetivo do programa é Aperfeiçoar os conhecimentos básicos em: Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Matemática, Biologia, Química, Física e Informática, necessários à inserção e à permanência do acadêmico na graduação escolhida, a fim de evitar a evasão escolar e ampliar a qualidade do ensino superior.

O público alvo do projeto são: alunos ingressantes dos 1º e 2º semestres; alunos veteranos ou de semestres não citados acima,havendo disponibilidade de vagas.

O aluno poderá freqüentar no máximo dois cursos por semestre, escolhendo entre os períodos matutino, vespertino ou aos sábados, de forma presencial.

Programa de Extensão Clubes de Teatro

  • Evanise Figueiredo de Oliveira, Graduando, evanise_figueiredo@hotmail.com
  • Luana Mara pereira, Graduando, c6lmp@udesc.br
  • Márcia Pompeo Nogueira, Dr(a), marciapompeo@udesc.br
  • Paula Maba Gonçalves, Graduando, paulamaba_g@hotmail.com

Universidade do Estado de Santa Catarina, UDESC, Florianópolis, Brasil

Palavras-chave: Teatro, Escola, Comunidade

Clubes de Teatro: uma ponte entre a escola e os lugares, as memórias e as culturas da comunidade

O Programa de Extensão Clubes de Teatro representa um conjunto de ações propostas com a principal finalidade de dar oportunidade de aprofundamento sobre o significado do teatro para alunos das escolas públicas de Florianópolis. Ao mesmo tempo, o Programa tem como objetivo contribuir como alternativa na formação e prática de ensino dos alunos do Curso de Artes Cênicas, do Centro de Artes, da Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC. Fundamentado na prática da Associação Educacional de Teatro das Filipinas, chamada PETA, o Programa estrutura-se através de propostas integradas que envolvem: as Oficinas Regulares de teatro que estão na base do projeto. Elas acontecem semanalmente ao longo do ano letivo Integram o presente programa duas Oficinas Regulares, uma na E.B.E. Leonor de Barros, vinculada à comunidade do Morro do Quilombo e outra da comunidade Ponta do Leal. Outros Clubes de Teatro podem ser formados e integrados ao programa a partir de iniciativa de estagiários do curso de Artes Cênicas e de professores de teatro das escolas conveniadas. O evento de extensão Oficinas Intensivas são outro pilar do projeto. Num final de semana, das 9 às 18 horas, vários clubes se integram na realização de oficinas relativas a diversos aspectos da linguagem teatral. A escolha dos conteúdos de cada Oficina Intensiva depende das necessidades dos clubes em função da fase do trabalho de sua Oficina regulare, no seu Clube de Teatro e das montagens em andamento. O outro evento que integra é o Programa é a Mostra de Teatro. Seu projeto inclui tanto para o acesso a espetáculos de qualidade na escola ou para a escola, como um espaço para as apresentações dos trabalhos criados nas Oficinas Regulares, de forma a integrar, num mesmo evento, a produção dos diferentes Clubes de Teatro. São destacadas como vantagens educacionais do Programa a relação entre o teatro curricular e o extracurricular nas escolas e a relação escola-comunidade. Os Clubes de Teatro em andamento estão desenvolvendo as seguintes atividades: na Oficina regular da Ponta do Leal, apesar de dificuldades ligadas ao contexto da comunidade, que está em vias de ser despejada, um projeto de criação de um Boi de Mamão está em andamento. A prática desenvolvida na Oficina Regular de Teatro do Morro do Quilombo, fundamentada em dados colhidos em entrevistas com moradores e em dados oriundos da imaginação dos participantes, expresso em desenhos e imagens teatrais, destacou o trabalho com a memória, os lugares e as culturas desta comunidade. No primeiro semestre realizamos também uma Oficina Intensiva que contou com crianças e jovens de 09 (nove) escolas públicas de Florianópolis com cerca de 120 (cento e vinte) participantes. O programa é financiado pela UDESc, mas os recursos não são suficientes para manter todas as atividades. Foi também recentemente aprovado na Lei Rouanet, mas ainda não conseguiu captar recursos para seu funcionamento. O programa existe desde 2004 e, apesar de ser renovado anualmente, é um programa permanente.

Programa Esperança

  • Maria da Conceição Fernandes, G, maria.fernandes@unisul.br
  • Maria Felomena Souza Espíndola , MSc, maria.espindola@unisul.br

Universidade do Sul de Santa Catarina, UNISUL, Tubarão, Brasil

Palavras-chave: escola, professor, desafios

em atividades de Estágio Supervisionado e/ou como trabalho voluntário. A este aspecto da formação dos futuros professores, as Diretrizes Curriculares para os Cursos de Graduação também se referem, no Parecer CNE/CP 009, de 08 de maio de 2001,p.54, quando, ao considerar que a Escola deve preparar-se para acolher necessidades sociais expressivas, aí inclui, como público-alvo, crianças e jovens em situação de risco.Uma reflexão sobre o público-alvo a que o Programa se volta enuncia sua relevância, numa interação com o Ensino: as crianças e adolescentes em situação de risco, e para as quais se mostra a necessidade de medidas protetivas, conforme vem prescrito no Estatuto da Criança e do Adolescente, estão nas salas de aula onde estarão os futuros educadores, como alunos reais.E a Escola, com muita freqüência,projeta a imagem de um aluno ideal e não está preparada para acolher,de fato e com competência, alunos reais, vindo de experiências existenciais complexas, nem sempre como frutos de pobreza material, mas sempre geradas no desamor, no desamparo de valores alicerçados na dignidade humana, no direito à vida. Então é necessário que, no processo de formação dos futuros educadores se incluam tempos e espaços de convívio com crianças e adolescentes em situação de risco. Ésta é a relação do Programa Esperança com a proposta de Ensino planejada em Estágio Supervisionado e em comunhão de objetivos com o Juizado da Vara da Família: Órfãos, Infância e Juventude, Comarca de Tubarão.

Apoio / Parcerias: Juizado da Vara da Família: Órfãos, Infância e Juventude, Comarca de Tubarão

PROJETO ARTE NA ESCOLA: PENSANDO A FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE ARTE NA PERSPECTIVA DA PRODUÇÃO DE ARTE

  • Karoline Godoi Souza, Graduando, karoline.godoy@gmail.com
  • Silemar Maria de Medeiros da Silva, MSc, profsila@unesc.net
  • Maria Isabel Ferraz Pereira Leite, Dr(a), isabeleite@unesc.net

Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC, Criciúma, Brasil

Palavras-chave: Formação de professor, Produção de arte, Memória da infância

Em 2008 aconteceu mais uma renovação do Convênio de Cooperação Técnica entre a Universidade do Extremo Sul Catarinense – UNESC e o Instituto Arte na Escola (IAE). Renovamos, também, suas bases Teórico-Metodológicas desta Proposta em função das especificidades da demanda, apontadas pelos professores participantes. O presente texto vai revelando um desafio que aborda questões problematizadas a partir de vivências diretas com a ampliação de repertório artístico-cultural e o fazer arte, literalmente falando. O plano de ação do Projeto busca propiciar aos participantes a possibilidade de pensarem/vivenciarem a arte na perspectiva do fazer, do contextualizar, do refletir e do transformar socialmente, com base na atual Proposta Curricular do Município de Criciúma - SC. A Universidade vem, assim, estabelecendo diálogo com uma prática a fim de sistematizar, teoricamente, a construção do conhecimento em arte, pensando a Pesquisa em Arte e sobre Arte, uma vez que compreendemos a Instituição no seu compromisso com a Pesquisa, o Ensino e a Extensão. Na Educação Continuada – eixo privilegiado do Programa – acontecem, entre outras atividades, encontros de estudos com a formação de dois grupos, um nas terças-feiras; e outro aos sábados. No primeiro semestre de 2008, a experiência dos grupos caminhou na elaboração e execução de uma proposta plástica para expor no IV Seminário de Educação, Imaginação e Educação Artístico-Cultural. O desafio aqui é contar um pouco desta história, que objetiva problematizar questões acerca da importância de contemplar na formação do professor o vivenciar a arte em todas as suas instâncias. Com uma proposta metodológica que se veste do diálogo com o tema “Memórias da Infância”, os dois grupos se unem pelo eixo que norteia o desafio de materializar, artisticamente, suas memórias. O Grupo 1 – parte de uma reconstrução da concepção de arte, de infância e de memórias, amplia seu repertório com um universo de artistas contemporâneos que abordam o tema da infância e parte para a elaboração de um trabalho que envolve gavetas, caixas, arquivos e memórias, com a ousadia de provocar no expectador uma participação ativa com o registro de suas memórias da infância, por meio de pinturas, recortes, colagens, desenhos... O Grupo 2 – Trabalha numa perspectiva que envolve a infância em diálogo com a fotografia, encontrando na figura do fotógrafo lambe-lambe a inspiração para a realização de uma produção plástica que traz para a cena a infância e suas memórias. O fotógrafo ambulante que ficava geralmente postado em praças e jardins públicos fazia-se guardião da memória. Os Grupos se fizeram professores/propositores, o que pretendiam era provocar lembranças enquanto provocavam um novo registro que brinca com o tempo de hoje, o de ontem e o de amanhã. O espectador é convidado a ser imagem, a produzir imagens enquanto pensa, faz, brinca, registra e se deixa registrar. Ficamos em exposição na Casa de Cultura de Içara, também, durante 25 dias. A continuidade desta ação propositora ligada diretamente a formação dos professores mostra-se relevante pela ação no ambiente escolar/social no qual os participantes se fazem presentes

Apoio / Parcerias: Instituto Arte na Escola (IAE)

PROJETO DE FILANTROPIA E ASSISTENCIA SOCIAL UNOESC COMUNIDADE – UNITI - VIDEIRA – SC

  • Cristiane Bonatto de Morais, E, extensao@unoescvda.edu.br
  • Ederlei Zago, MSc, ederlei@unoescvda.edu.br

Universidade do Oeste de Santa Catarina, UNOESC, Joaçaba, Brasil

Palavras-chave: Idosos, Qualidade de Vida, Autonomia

Envelhecer bem significaria estar satisfeito com a vida e ter expectativas positivas em relação ao futuro, sendo que essa satisfação depende da capacidade de manter ou restaurar o bem estar subjetivo, numa época da vida em que os idosos estão expostos a riscos e crises de natureza biológica, psicológica e social. Este projeto iniciou em 2002 e traz resultados concretos, inclusive com fonte de pesquisas. O objetivo do projeto é propiciar ao contingente populacional de idosos economicamente carentes de Videira-SC e região, oportunidade de inserção social e acesso a conhecimentos relativos à educação e saúde, com o intuito de desenvolver capacidades e competências, para que estes possam exercer conscientemente sua cidadania, com vistas a transformações sociais e melhoria de sua qualidade de vida. Através do diálogo com a comunidade idosa, buscamos ações educacionais que visam a melhoria da qualidade de vida da população, a aproximação do conhecimento acadêmico com o conhecimento cotidiano. È oportunizado o acesso do público idoso às instalações da UNOESC, oferecendo oficinas e palestras com o intuito de possibilitar o exercício da cidadania plena e fazer do campus Videira, um espaço comunitário, onde as pessoas idosas tenham acesso ao conhecimento que possa contribuir no desenvolvimento de competências e capacidades para “o bem viver”. No projeto são desenvolvidas oficinas de: Atividades de caminhada e alongamento realizadas no asilo “Lar Bom Samaritano”, melhorando a força e flexibilidade de membros inferiores e superiores, capacitando-os para realização de suas atividades diárias. Ginástica e alongamento realizado no bairro Amarante, melhorando as funções do aparelho locomotor, principal responsável pelo desempenho da vida diária e pelo grau de independência e autonomia do idoso. Oficina de informática melhorando a coordenação motora fina, a concentração e adquirindo maior autonomia e cultura, escrevendo textos, pesquisando na internet e a comunicação através de emails. Oficina de “câmbio”, voleibol adaptado para a 3ª idade, melhorando a velocidade de reação, agilidade dos idosos e interação com o grupo. Aulas de alongamento e musculação na acadêmica da Unoesc visando melhorar a força e flexibilidade de membros inferiores e superiores. Em parceria com o projeto de Alfabetização Solitária é disponibilizado ao idoso aula de alfabetização. O trabalho desenvolvido também contribui para conscientizar a sociedade da importância de uma ação contínua a favor do indivíduo na velhice, mantendo-o integrado na comunidade e na família, fazendo com que se sintam valorizado e importante na célula familiar e a universidade comunitária tem o compromisso de estabelecer um “diálogo” com a comunidade, configurando uma prática social interdependente, pois transforma e é transformada a partir do contexto na qual está inserida. A fonte financiadora do projeto é Filantropia – UNOESC Campus de Videira em parceria com a prefeitura do município e fazem parte aproximadamente 120 pessoas com idade superior a 60 ano. Estas ações tem uma excelente avaliação pela comunidade local e interação com acadêmicos do Curso de Educação Física e as perspectivas de continuidade são por um período indeterminado

Apoio / Parcerias: Prefeitura Municipal de Videira

PROJETO DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL: SENSIBILIZANDO E POTENCIALIZANDO ADOLESCENTES PARA A ESCOLHA PROFISSIONAL

  • Jacqueline Signor Cenci, Graduando, jacquesignor@ig.com.br
  • Maria Alice Campos Provenzano, MSc, mariaaliceprovenzano@hotmail.com
  • Maria Dulce de França, MSc, dulcefranca@yahoo.com.br
  • Cláudia dos Santos Cruz, Graduando, claupsi20@gmail.com
  • Carolina Thomas Giongo, Graduando, carol_giongo@yahoo.com.br
  • Liara de Souza Drieli, Graduando, drieli_liara@hotmail.com
  • Karine Klock , Graduando, klock@bol.com.br
  • Luciana Muniz, Graduando, zaplo2003@yahoo.com.br

Universidade do Planalto Catarinense, UNIPLAC, Lages, Brasil

Palavras-chave: Orientação profissional, adolescentes, escolas públicas

A adolescência se constitui num período no qual o jovem vivencia uma diversidade de conflitos e centra sua problemática na busca de sua identidade. Nessa dinâmica, escolher uma profissão é, provavelmente, uma tarefa árdua, já que tal decisão prevê realizar um projeto profissional-ocupacional que condensa a história prévia da pessoa ao mesmo tempo que antecipa seu futuro. Estudos desenvolvidos por Lucchiari (1993) e Levenfus (1997) evidenciam que tomar uma decisão escolhendo uma dentre uma diversidade de profissões existentes é angustiante para o jovem, sendo que a realização de orientação profissional é fundamental neste processo. Esse resumo consiste em um relato de experiência, oriundo de um projeto de extensão desenvolvido com alunos do 3º ano do Ensino Médio de escolas da rede pública da cidade de Lages – SC. É possível considerar que além de orientar os adolescentes em relação a escolha profissional também foi objetivo desse projeto minimizar a ansiedade dos mesmos diante do processo decisório. Em cada uma das escolas participantes, as atividades desenvolvidas com os alunos foram realizadas em quatro encontros grupais de duas horas cada e um individual para a devolução. Foram utilizadas diversas técnicas, que vão desde dinâmicas de grupo e atividades de representação, tais como, colagens e dramatização, até a aplicação do Levantamento de Interesses Profissionais (LIP), de Carlos Del Nero (1984). Todas as atividades desenvolvidas visaram promover o autoconhecimento e possibilitar aos jovens a reflexão sobre as diversas profissões. O projeto foi executado no primeiro semestre letivo em três escolas e será realizado em mais quatro escolas até o final do ano. Nesta edição do projeto, foram atendidos, até o momento, 115 alunos e ao término das atividades será realizada uma análise qualitativa, pela equipe de professores, acadêmicos e alunos envolvidos no processo. Foi possível perceber que a orientação profissional tornou-se um agente ‘potencializador’ de recursos internos desses adolescentes e contribuiu para a ampliação do conhecimento sobre o mercado de trabalho e os campos de atuação profissional, respectivamente. Cada nova etapa do projeto motiva a todos envolvidos para o aprimoramento do que já foi construído até então e, neste sentido, as expectativas para a continuidade da orientação profissional são positivas na medida em que as escolas atendidas solicitaram a continuidade do projeto e os objetivos propostos inicialmente pela equipe foram alcançados. Projeto financiado pelo Fundo de Assistência Social da UNIPLAC.

Projeto quem não lê, não escreve: parceria interinstitucional de responsabilidade social

  • Marilene da Rosa Lapolli, G, marilene.lapolli@unisul.br

Universidade do Sul de Santa Catarina, UNISUL, Tubarão, Brasil

Palavras-chave: responsabilidade, leitura, transformação

A direção, coordenação pedagógica e todos os professores da referida série, totalizando quinze profissionais, envolveram-se diretamente nas atividades, resultando na criação de poesias e pinturas que serão publicadas em um livro que explicitará além destas produções, todas as demais realizadas na empresa por seus gestores e funcionários. O trabalho proposto pela UNISUL à Anjo Química é realizado por uma equipe multidisciplinar, tendo a participação da coordenação, de vários professores do Curso, de acadêmicos voluntários, com o apoio do Grupo de Pesquisa ANPAP-EA- Análise do Planejamento Ambiental da Paisagem e Educação Ambiental. É um trabalho educativo diferenciado, e permite maiores avanços, por estar diretamente ligado à evolução da consciência, a mudança de cultura, ao comprometimento de todos desde a equipe gestora aos acadêmicos( representados por estagiários) e funcionários de produção.O Curso de Administração pretende avançar nesta proposta, haja vista outras organizações do ramo empresarial e comercial, terem demonstrado interesse na sua implementação. Acredita-se que a grande perspectiva para o capitalismo neste século XXI seja a de conciliar a eficácia econômica com o equilíbrio sócio-cultural na perspectiva do desenvolvimento sustentável.

Realização de diagnósticos em saúde mental da infância no município de Chapecó/SC

  • Liane Keitel , MSc, lkeitel@unochapeco.edu.br
  • Karin Bruxel , MSc, karinbru@unochapeco.edu.br
  • Anderson Luis Schuck, Graduando, andersons@unochapeco.edu.br
  • Elizandro Pagani, Graduando, e.pagani@unochapeco.edu.br
  • Julia Wahlbrink, Graduando, julia_w@unochapeco.edu.br
  • Sheila Cristina Barela , Graduando, shei.shei@unochapeco.edu.br
  • Roberto Luiz Tomazeli Filho , Graduando, skybird@unochapeco.edu.br

Universidade Comunitária Regional de Chapecó, UNOCHAPECÓ, Chapecó, Brasil

Palavras-chave: práticas avaliativas, fatores de risco e proteção, infância

REALIZAÇÃO DE DIAGNÓSTICOS EM SAÚDE MENTAL DA INFÂNCIA NO MUNICÍPIO DE CHAPECÓ/SC

Projeto de pesquisa, custeado pelo Fundo de Apoio à Pesquisa (UNOCHAPECÓ), aborda perspectivas teóricas e práticas que perpassam a realização de diagnósticos em saúde mental da infância no município de Chapecó/SC. O levantamento dos fatores de risco e proteção implicados no desenvolvimento saudável ou não na infância é de fundamental importância. Percebe-se que o modelo biomédico ainda predomina as práticas avaliativas deste município, desconsiderando as funções e atribuições do contexto social e relacional vivido. A partir de diagnósticos baseados na categorização descritiva de comportamentos, viu-se a necessidade de uma revisão desta prática, possibilitando transcender a psicopatologização, estudando espaços que atendem à infância. Este projeto é de continuidade e agrega três subprojetos: o primeiro pesquisa as dimensões de infância que perpassam a realização das avaliações e encaminhamentos das ações no âmbito de direito de família do atendimento interdisciplinar Psico-sócio-jurídico do Escritório Sócio-Jurídico, Extensão - Unochapecó; o segundo estuda estas mesmas dimensões na Mediação Familiar, Extensão - Unochapecó; e o último utilizou-se dos dados obtidos, buscando entender tais conceitos de infância enquanto temas transversais e facilitadores da interdisciplinaridade. Ademais, foram identificados fatores de risco e vulnerabilidade das famílias atendidas; verificaram-se as metodologias utilizadas nos atendimentos; e aprofundaram-se os estudos sobre os casos atendidos. A inserção nos locais ocorreu a partir da estratégia participante, acompanhando o cotidiano nos mesmos. Realizaram-se estudos documentais e diários de campo. Efetuaram-se entrevistas semi-estruturadas com estagiários e professores atuantes nos espaços, sendo transcritas e categorizadas. As tabelas de categorização também foram utilizadas para o estudo dos casos. O levantamento de casos atendidos em ambos os locais mostrou situações de risco pessoal, relacional e social aos quais as crianças são expostas. É fundamental que os olhares, avaliações e práticas sobre a infância nestes locais funcionem como fatores de proteção e preservação dos vínculos do cotidiano e contribuam para a formação de redes de apoio social. Enquanto as avaliações e práticas nestes espaços tiverem suas predisposições teóricas enquadradas e voltadas somente para um modelo positivista poderão reforçar situações/relações de risco e vulnerabilizar a infância. A forma, pois, como se avaliam e encaminham as demandas das famílias pode ter efeitos de cunho protetivo ou disruptivo sobre as crianças, dependendo dos conceitos incorporados pelo grupo acerca da infância. Compreende-se a relevância de práticas avaliativas que levem em conta todas as categorias envolvidas no processo da infância e do desenvolvimento infantil. Prosseguindo com os estudos, pretende-se aprofundar os já realizados e discutir subsídios teóricos metodológicos ampliando a discussão na realização da prática do psicodiagnóstico, bem como a atuação do psicólogo no âmbito do direito de família e em suas ações interdisciplinares, buscando, enquanto fator de proteção da infância, proporcionar qualitativamente a promoção de saúde.
Palavras-chave: práticas avaliativas, fatores de risco e proteção, infância.

SEMIC I: EXPERIÊNCIAS COM PROJETOS EDUCATIVOS

  • Lucy Cristina Ostetto , MSc, lco@unesc.net

Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC, Criciúma, Brasil

Palavras-chave: formação, ensino-pesquisa, projetos educativos

Como se ensina e se aprende história hoje? O que é história? Quem são os sujeitos que fazem história? Como estabelecer relações significativas entre a prática, revisitada pela teoria? A partir destes questionamentos iniciamos a disciplina de Fundamentos e Metodologia do ensino de História, no primeiro semestre de 2008, com uma turma de 4ª fase do Curso de Pedagogia da UNESC, que na sua maioria não havia entrado numa sala de aula como professora. Assim, ao discutirmos sobre a Prática como Componente Curricular, lançou-se o desafio de construirmos como proposta de ensino, a elaboração de um planejamento e o desenvolvimento de uma atividade de aprendizagem, a partir de um material didático elaborado pelas acadêmicas. Nossa proposta envolveu o ensino como pesquisa, práticas revisitadas pela teoria e a interlocução com diferentes lugares e sujeitos. Apoiava-se no desafio de vivenciar uma pesquisa-ensino que procura, segundo Corazza (2001), propiciar um contato direto com o local e os sujeitos com os quais as acadêmicas atuarão como educadoras, bem como vivenciar uma experiência de planejamento e prática no ensino de História nas séries iniciais ou educação infantil ou educação de jovens e adultos. Como forma de contribuir para a sua formação docente, na qual se assumiram também como sujeitos da história que começava a ser delineada, esta procura foi assim vivenciada: As alunas visitaram uma escola, observaram aulas de história e entrevistaram a professora. No retorno, elaboraram um diagnóstico e um referencial para a disciplina, a partir dos dados coletados.. No referencial abordaram além dos PCNs (1997) e Proposta Curricular de Santa Catarina (1998), as Orientações e Ações para a Educação das Relações Étnico-raciais (2006), subsídios para que as educadoras conheçam e contribuam para a implantação da Lei 10.639/03 que inclui no currículo oficial da Rede de ensino a obrigatoriedade da temática História e cultura afro-brasileira. Entre as propostas das acadêmicas, quatro projetos foram elaborados de forma interdisciplinar (dialogando com a metodologia de Geografia e Ciências, Educação de Jovens e Adultos e Psicologia da Educação). Outro projeto referia-se a diversidade na perspectiva da cultura africana e afro-brasileira, com os seguintes temas e níveis de ensino: Educação infantil: Cultura afro-brasileira: respeitando as diferenças desde a infância, com atividades desenvolvidas a partir do livro "As tranças de Bintou"; com crianças de 4-5 anos de um CEI particular, "A visibilidade dos personagens negros nas histórias infantis, a partir do livro "Moça bonita de laço de fita"; também com crianças de 4-5 anos, num CEI da rede municipal. Nas séries inicias do ensino fundamental (4ª série/5º ano) Gente de todo lugar: as diversas culturas que se encontram no sul catarinense; (3ª série/4º ano) Brasil africano: conhecer para valorizar a partir de uma atividade sobre a Adinkra. Estas experiências foram socializadas no Seminário de Integração Curricular do Curso de Pedagogia – SEMIC, ocorrido no final do primeiro semestre de 2008, cujo objetivo é promover a integração de professores/as e acadêmicos/as do curso de Pedagogia, a partir de atividades desenvolvidas de forma interdisciplinar .

Sensibilização de crianças, adolescentes e família para a importância da escola na erradicação do trabalho infantil

  • Mirella Alves de Brito, MSc, mirella@univali.br
  • Leandro Castro Oltramari, Dr(a), leandrooltramari@univali.br

Universidade do Vale do Itajaí, UNIVALI, Itajaí, Brasil

Palavras-chave: Direito, Comunidade, Trabalho Infanto-Juvenil

O Projeto Sensibilização de crianças, adolescentes e família para a importância da escola na erradicação do trabalho infantil, procura fomentar na comunidade a reflexão em torno da proteção integral à criança e ao adolescente, conforme preconiza o Estatuto da Criança e do Adolescente. Tem apresentado como foco a o movimento de erradicação do trabalho infantil, porém na sua terceira edição transcende os aspectos relacionados à temática central para desenvolver junto a adolescentes e pais reflexões que problematizem as vivências em contextos de violência, bem como a inserção desses na comunidade da qual fazem parte. A metodologia empregada no projeto conta com a perspectiva da pesquisa etnográfica, uma vez que o campo tem oferecido questões de pesquisa, o trabalho se desenvolve de forma participante, através de observações em campo e de grupos reflexivos junto a população alvo. Os campos de atuação correspondem a comunidades dos Municípios de São José e Biguaçu e se vinculam a instituições educacionais em ambos os casos. Em São José ele está sediado em uma escola da rede de ensino público, escola da Rede Marista, e em Biguaçu ao Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI). Atualmente o projeto atende a 15 adolescentes em São José e à totalidade de famílias vinculadas ao PETI de Biguaçu, em tono de 200 famílias, sendo que dessas, quatro mães e dois adolescentes participam diretamente das reuniões realizadas pelo projeto. Em agosto de 2008, o projeto se expandirá a mais uma comunidade da Grande Florianópolis, através de uma parceria firmada com o Grêmio Recreativo Escola de Samba Consulado, onde atuará junto a Escola de Samba Mirim e ao Projeto Caieira 21, o qual vem desenvolvendo atividades sócio-culturais em horário de contra turno da escola, junto a crianças e adolescentes das Comunidades da Caieira e Saco dos Limões, no Município de Florianópolis.

SENTIDOS PARA ATIVIDADES DE LEITURA E ESCRITA NA ESCOLA

  • Jeice Campregher, Graduando, jeice_campregher@yahoo.com.br
  • Osmar de Souza, Dr(a), souza.osmars@gmail.com

Universidade Regional de Blumenau, FURB, Blumenau, Brasil

Palavras-chave: Ler., Escrever., Famílias e comunidades.

O Programa de Extensão “Sentidos para atividades de leitura e escrita na escola” está em desenvolvimento há quase dois anos. Os projetos vinculados, Ler e escrever histórias familiares e Ler e escrever histórias de comunidades, têm como público-alvo escolas municipais e estaduais de Blumenau, mais precisamente, alunos de quartas-séries e, indiretamente, as professoras das turmas. Até o primeiro semestre de 2008, o Programa contemplou seis unidades escolares. Estas foram selecionadas por estarem em comunidades distantes umas das outras ou por serem as mais antigas da cidade. Procura-se desenvolver todas as atividades previstas através de uma visita semanal a cada escola/turma, na qual a professora permanece em sala e é convidada a participar de todo o processo. O Programa tem como objetivos (1) devolver às escolas materiais que podem ser utilizados posteriormente, (2) que os alunos redijam textos de acordo com o gênero específico e (3) socializar com a comunidade resultados e reflexões acerca da relevância do Programa ou ações similares. As socializações estão sendo feitas em mídia e em eventos internos e externos à universidade, incluindo outros estados. Um dos objetivos do projeto “Ler e escrever histórias familiares” é que as crianças produzam o gênero relato-interpretativo, ou seja, que formalizem a história de como os pais se conheceram. Como também, objetiva reconhecer histórias familiares como dados para a pesquisa; com isso, o processo se torna uma via de mão dupla, uma comunicação com a comunidade. Antes da produção dos textos, alguns relatos-interpretativos sobre histórias familiares são lidos, para servir de exemplo aos alunos. Com relação ao projeto “Ler e escrever histórias de comunidades”, um dos objetivos é acompanhar grupos de alunos na socialização e ampliação de seus conhecimentos acerca de suas comunidades, convidando os alunos a ingressar no universo da pesquisa. Esse processo é auxiliado por documentos legais, publicações locais, entre outros suportes pesquisados pela extensionista no Arquivo Histórico Municipal. Outro objetivo é que eles formalizem o gênero relato-histórico, escrevendo sobre o nome da escola em que estudam e da rua em que moram. O Programa, através das socializações, convida a comunidade interna e externa a refletir sobre a relevância de ações similares. A instituição é beneficiada no sentido de o Programa coletar dados empíricos sobre as comunidades. Quanto às professoras de cada turma, elas acabam ficando imersas em um trabalho que, fugindo à regra, cria seu próprio material didático e valoriza as experiências aluno. Elas têm a possibilidade de estar em contato com um trabalho em que a comunidade é objeto de estudo, assim como, assunto para a produção de textos. O Programa é financiado pela FURB, através da bolsa fornecida à acadêmica de Letras pela PROPEX/DAEX, assim como das horas do professor coordenador vinculado ao Departamento de Letras, com o apoio do Centro de Ciências da Educação. Até o final de 2008, o Programa objetiva alcançar o máximo de escolas possível, desenvolvendo as mesmas atividades. Objetiva, ainda, estender a duração das ações para além de 2008.

SETOR ARTE E CULTURA - UNESC

  • Amalhene Baesso Reddig, MSc, abr@unesc.net
  • Cássia Alves Constante, G, cassia@unesc.net

Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC, Criciúma, Brasil

Palavras-chave: Cultura, Arte, Universidade

No mesmo ano em que a Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC) foi constituída oficialmente pela Resolução 35/97 do Conselho Estadual de Educação, nasce o setor que prima por localizar, valorizar e promover valores artísticos. Inicialmente denominado Setor de Projetos Artístico-Culturais vinculado à Diretoria de Extensão/Reitoria, ligado a área temática de Cultura. Constitui-se a partir das possibilidades de produção e socialização de projetos de cunho artístico-cultural, englobando o ensino, a pesquisa e a extensão universitária, estabelecendo relações com a comunidade regional, fortalecendo a cultura em suas múltiplas manifestações e cumprindo sua missão institucional. Por acreditar na possibilidade de diálogo entre a ciência e os conhecimentos estéticos e poéticos e, ainda, por reconhecer a relevância da cultura e da arte na vida das pessoas, a Universidade do Extremo Sul Catarinense vem ampliando a estrutura do setor que, a partir do ano 2000 passou a denominar-se Setor Arte e Cultura e desde o ano 2003 passa a ser vinculado à Pró-Reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão (PROPEX). Prestar serviços, participar de editais, apoiar, criar, organizar e manter programas e projetos culturais tem sido um grande desafio, pois, apesar de sabermos que o acesso à arte e a cultura é um direito de todo cidadão, garantido pela Constituição Federal (1988), propiciar esse acesso passa por investimentos e espaços específicos para esse fim. No entanto, pensamos ser função da Universidade instaurar e contribuir para formação do espírito crítico da comunidade, promovendo não só a produção e difusão do saber, mas também desenvolvendo seu potencial de sensibilidade. Os principais projetos que desenvolvemos são: Espaço Cultural “Toque de Arte”, Coral da Unesc, Sexteto Instrumental, União Dança de Rua, Grupo de Dança da Unesc, Festival “Unesc em Dança”, Festival “Unesc da Canção”, Ponto do Artesanato, Projeto “Quintas Culturais”, Encontro “Tua Cultura Amplia a Minha”, Primavera e Paz, Unearte Oficinas e Acervo de Obras da Unesc. Desenvolvemos ainda inúmeros trabalhos na perspectiva de fomentar atividades artístico-culturais para e em parceria com a comunidade. Para esse fim, mantemos Convênios de Cooperação Cultural com grupos e instituições (Fundação Cultural de Criciúma, Secretaria de Desenvolvimento Regional, Associação de Artistas Plásticos, Associação de Orquidófilos, Banda Sinfônica Cruzeiro do Sul, Escolas da rede pública e particular de ensino, Casas de Cultura, entre outros). Nessas parcerias, costuramos idéias, estabelecemos diálogos culturais, desenvolvemos projetos e produtos em parceria e mais do que espetáculo pensamos em garantir o acesso à cultura. A fonte financiadora de todas os projetos tem sido a própria Universidade e em 2007 tivemos 95 (noventa e cinco) acadêmicos bolsistas, 9 (nove) exposições de arte, mais de 100 (cem) apresentações artísticas dos grupos culturais e no Festival ”Unesc em Dança” estiveram no palco do Teatro Municipal Elias Angeloni, 47 (quarenta e sete) grupos vindos de 15 (quinze) municípios.

Apoio / Parcerias: Fundação Cultural de CriciúmaSDRSESC CriciúmaAORMI – Associação de Orquidófilos da Região MineiraImprensa local

SIGNIFICADO DA ESCOLA PARA PAIS, MÃES, ALUNOS/AS, FUNCIONÁRIOS, DIRIGENTES E PROFESSORES/AS

  • Roque Strieder, Dr(a), strieder@unoescsmo.edu.br

Universidade do Oeste de Santa Catarina, UNOESC, Joaçaba, Brasil

Palavras-chave: Educação, Formação humana, Esperança de vida

(INTRODUÇÃO) O relatório de pesquisa SIGNIFICADO DA ESCOLA PARA PAIS, MÃES, ALUNOS/AS, FUNCIONÁRIOS, DIRIGENTES E PROFESSORES/AS partiu do princípio de que continua sendo válida a afirmação de que a escola é a instituição que participa cada vez mais cedo da vida das crianças e, ao fazê-lo, trabalha na perspectiva de dar ênfase ao desenvolvimento dos conhecimentos científicos, mas também na formação de valores. Nessa participação não ficam alheios os pais e as mães, nem os funcionários e os professores das escolas e, nem os dirigentes educacionais. Ouvir as vozes desses diversos atores da escola, em relatos sobre a importância da mesma teve como desafio desnudar um pouco mais essa complexa instituição que, por mais que seja criticada e questionada, continua sendo um atrator de crianças, adolescentes e jovens. (OBJETIVOS) Levantar, conhecer e entender a importância da escola para alunos/as, professores/as, funcionários, dirigentes, pais e mães. Levantar e refletir a posição desses vários grupos quanto a escola ser um lugar de humanização, onde se vivencia o crescer como pessoa, onde se aprende a conhecer-se a si mesmo, para construir uma visão de mundo e uma visão social para com o outro/a. (METODOLOGIA) Pesquisa qualitativa envolvendo pesquisa de campo. Reflexão teórica sobre a função da escola, sobre o sentido da educação e sobre o ser um ser humano bem como as possibilidades de sua educabilidade. Pesquisa de campo: utilização de questionário para levantar a importância da escola para os vários grupos envolvidos no processo escolar. Envolvemos escolas de três municípios da região e para a aplicação do questionário. Participaram um total de nove pais, nove mães, quinze alunos, seis professores, três funcionários e três dirigentes. A escolha foi aleatória a partir de listagens disponibilizadas pelas respectivas escolas. Reflexão dos dados à luz dos referenciais teóricos. (RELEVÂNCIA ACADÊMICO-CIENTÍFICA-SOCIAL) Os pesquisados afirmam ser a função da escola formar pessoas, reconhecidas como melhoráveis e em constante vir-a-ser; que ela contribui na preparação para a vida e consolidação de valores; que é um local de convivência social; que contribui para formar pessoas com condutas de responsabilidade; muitos a reconhecem como a segunda família, a segunda casa; é lá que recebem informações e construem conhecimentos, bem como recebem orientação profissional. Se pais, mães, alunos e docentes falam da escola como fonte de esperança para futuros melhores; se é nela que o indivíduo natural transforma-se num ser cultural, acreditando na educabilidade humana; se lá a responsabilidade resulta de aposta interna e não é fruto de temor a sanções; se continuam apostando na formação continuada, maior integração dos conteúdos, então os cursos de formação e qualificação de professores continuam tendo grande valorização e responsabilidade. (CONTINUIDADE) Como uma das situações levantadas pelos docentes e também por boa parte de pais e mães, faz referência à questão da Educação Inclusiva, nos propomos a investigar essa nova realidade nos ambientes escolares com o projeto: A INCLUSÃO ESCOLAR E OS DESAFIOS DA APRENDIZAGEM.

Apoio / Parcerias: Fape; Unoesc – SMO; Pibic/CNPq

Teatro de grupo: aformação do ator

  • André Luiz Carreira, Dr(a), carreira@udesc.br

Universidade do Estado de Santa Catarina, UDESC, Florianópolis, Brasil

Palavras-chave: Ator, Criação artística, teatro brasileiro

O porjeto estuda o teatro de grupo como fenômeno de renovação da cena nacional a partir de sua identificação como prática cultural de resistência. O foco da pesquisa está posto nos processos de organização dos grupos e nas metodologias de formação do ator empregadas pelos coletivos brasileiros. A pesquisa aborda grupos de todo o território nacional com o fim de construir um mapa do teatro de grupo como forma de complementar a história do teatro brasileiro.

Apoio / Parcerias: CNPq LUME UNICAMP

Tessituras: TEATRO DE ANIMAÇÃO E CONTAção DE HISTÓRIAS

  • Taiza Mara Rauen Moraes, Dr(a), taiza.mara@univille.net
  • Fabio Henrique Nunes Medeiros , E, fabio.h@univille.net
  • Silvestre Ferreira, E, dionisosteatro@netvusion.com.br
  • Juliana do Amaral, Graduando, juliana.letras@hotmail.com

Universidade da Região de Joinville, UNIVILLE, Joinville

Palavras-chave: Contação de Histórias, Teatro de Animação, Leitura

O ato de contar história é uma forma de registrar nossa existência no mundo, as histórias das civilizações demarcam que todas “contaram histórias”, seja através das narrativas de desenhos rupestres, da roda ao redor da fogueira, da música, do teatro, da dança e até mesmo com palavras articuladas. O contador de histórias, portanto, exerce funções: cultural, social e educativa. As histórias só existem porque são contadas, pois através do contador elas se mantêm vivas e atualizam um conhecimento acumulado milenarmente. Quando ouvimos histórias, vivenciamos experiências únicas. As histórias nos dão a chave para atmosferas imaginárias, campos intangíveis aos olhos do realismo. O teatro de formas animadas pode ser resumido como uma evolução do teatro de bonecos com agregação de outros objetos cênicos, tais como máscaras, bonecos, objetos e simples imagens que também valorizam o movimento. É um teatro metafórico no qual cada uma de suas formas são símbolos, não somente colocadas em cena, mas dramatizadas, substituindo a comunicação verbal e a comunicação de imagens estáticas por formas em movimentos, assim como o é contador de história em sua performance estará ilustrando com objetos, bonecos, máscaras, figuras entre outras. O projeto tem como objetivo dar subsídios para que o contador de história possa agregar outras linguagens ao ato de contar, relacionando com o teatro de animação e propiciando através da percepção do imaginário a análise da pluralidade dessas duas linguagens artísticas. As metas previstas estão dirigidas para a formação de um grupo de contadores de histórias que desenvolve discussões sobre textos autorais e de domínio público, estabelecendo critérios formais e informais para seleção de textos e de ferramentas expressivas para o ato de contar histórias, coerente com o gênero e linguagem elegidos, agregando objetos para animação; possibilitar através de exercícios teatrais elementos que favoreçam o ato da contação; montar apresentações como exercício prático prevendo dez apresentações na comunidade para um público infantil e adulto, estimado em mil pessoas; propiciar discussões teóricas, sobre estética e recepção; linguagem e estilo na contação de histórias. A metodologia adotada: seminários reflexivos e vivências, discutindo e sistematizando os conteúdos teóricos; desenvolvimento de projetos para contação agregando objetos possíveis de animar; jogos teatrais de interpretação, expressão vocal, corporal e improvisação com vivências práticas; montagem de apresentações de contação de história para a comunidade. O projeto promove a integração com o Ensino e com a Pesquisa, pois suas ações são dirigidas para a reflexão e para a discussão de conceitos de recepção e ampliação da política regional de leitura. As oficinas/vivências partem da premissa, de que por intermédio da linguagem oral e escrita ocorre a difusão da informação e do conhecimento. As propostas multiplicadoras de ações leitoras estão vinculadas diretamente às políticas do Programa Institucional de Incentivo à Leitura - Proler/Univille , núcleo integrante do Programa Nacional de Incentivo à Leitura - MinC/ FBN e do curso de Letras /UNIVILLE e está sendo financiado pelo FAEX /UNIVILLE .

UNIVERSIDADE E COMUNIDADE: UMA PRÁXIS POSSÍVEL

  • Inês Pellizzaro, Graduando, marinesp@furb.br
  • Angela Claudino Junckes , Graduando, angela_claudino@hotmail.com
  • Giana C.L.T. Pokrevieski , Graduando, gianacl@yahoo.com.br
  • Iara Mantoanelli, Graduando, tuka_iara@hotmail.com
  • Patrícia T. C. Duarte , Graduando, paticunhaque@gamil.com

Universidade Regional de Blumenau, FURB, Blumenau, Brasil

Palavras-chave: Controle social., Direitos sociais., Cidadania.

Introdução: O Programa Educação em Saúde existe no Ambulatório Universitário da FURB (AU-FURB) desde 1996. O mesmo possui três projetos, sendo que um deles é o Projeto Informação, Controle Social e Cidadania. O objetivo deste projeto é estabelecer diálogos com os usuários do AU-FURB e comunidade em geral, contribuindo na troca de informações sobre a saúde e controle social. Metodologia: As atividades são desenvolvidas através de quatro sub-projetos: a) Oficinas de Cidadania – São discussões desenvolvidas em espaços da comunidade, equipamentos sociais e outros espaços públicos. Nestas se desenvolve uma troca de informações, reflexões e experiências, em que os participantes expressam suas opiniões, problematizando conceitos, noções e atitudes, produzindo um conhecimento coletivo sobre o assunto. b) Sala de Espera – São momentos de discussões sobre temáticas relativas à saúde, tendo como tema norteador o SUS e o Controle Social. São desenvolvidas por alunos e estagiários, enquanto os usuários aguardam suas consultas. Estes têm a oportunidade de expressar suas demandas e insatisfações com os serviços de saúde, como também conhecer a importância da organização e participação popular na defesa da qualidade dos serviços públicos. c) Humanização dos serviços do AU-FURB – O objetivo é humanizar a atenção prestada ao usuário e trabalhador do ambulatório, estimulando a criação de uma cultura participativa de definição e gestão dos serviços. Envolve a formação do Grupo de Trabalho (GT) com estes atores para discussão das questões relativas aos SUS, aos serviços prestados na unidade e à postura ética dos profissionais. d) Murais para a Socialização de Informações - O objetivo é disponibilizar aos usuários informações que contribuam na qualidade da saúde e o exercício da cidadania. Estes murais apresentam temas relacionados à saúde e à realidade social/direitos sociais, os quais também serão trabalhados nas salas de espera e nas oficinas de cidadania. Como resultados, podemos evidenciar mobilizações dos usuários frente ao Conselho de Saúde, aos gestores e à própria Justiça, para reivindicar seus direitos; participam ativamente das rodas de conversa na sala de espera; demonstram mais convicção quanto à participação nos espaços de Controle Social e maior conhecimento dos direitos sociais, permitindo maior interação entre acadêmicos, profissionais e docentes com a realidade do usuário. Quanto à relevância do projeto, destacamos a possibilidade da indissociabilidade da extensão com o ensino e a pesquisa, pois permite a socialização da experiência na sala de aula; o exercício do planejamento e da avaliação de processos e resultados pelos acadêmicos envolvidos; a elaboração de TCCs e pesquisas de iniciação científica e sua divulgação em eventos acadêmico/científicos. A relevância social: possibilita à comunidade uma relação com a Universidade, de forma planejada e continuada, na direção de uma práxis crítica, reflexiva e cidadã. O custeio do projeto é de responsabilidade da própria FURB. Há perspectiva de continuidade, pois estas atividades iniciaram há mais de dez anos e o programa concorre a edital interno de extensão a cada dois anos.

VERTER: COMUNICAÇÃO NA COMUNIDADE

  • Carla Morsch Porto Gomes, Graduando, camorsch@ig.com.br
  • Ana Maria Telles, MSc, anamariateles@furb.br
  • Rita de Cássia Marchi, Dr(a), rt.mc@bol.com.br
  • Giulia Lucca Aita, Graduando, giulucca@yahoo.com.br

Universidade Regional de Blumenau, FURB, Blumenau, Brasil

Palavras-chave: Inclusão social., Adolescentes., Fotografia.

A fotografia como instrumento de inclusão social contribui para o processo de alfabetização visual, pois oferece subsídios para o desenvolvimento e compreensão dos códigos visuais da nossa complexa sociedade contemporânea. Este projeto tem por objetivo estimular e desenvolver as formas de comunicação de adolescentes em comunidades de baixa renda no município de Blumenau através de oficinas de fotografia e de produção de um jornal comunitário. Estas oficinas permitem aos jovens traduzir a sua realidade em textos e imagens, estreitando os laços com a comunidade, pois buscam divulgar noticias que sejam do interesse dos moradores e também valorizar os atributos e criticar os aspectos problemáticos da comunidade. O projeto já teve duas outras edições nas comunidades da Toca da Onça e Rua Pedro Kraus, devido a preocupação dessas localidades com relação ao envolvimento de seus jovens com drogas e à falta de espaços de lazer e de formação para este publico. Esta terceira edição, que esta sendo realizada na comunidade da Rua Coripós, propõe além das fotos também a produção de um jornal comunitário. Embora conte com certa infra-estrutura do Estado (Centro de educação infantil, Programa Saúde da Família, Escola) a situação da maioria dos moradores da Rua Coripós é precária, existindo problemas como baixa escolaridade, desemprego, precariedade habitacional e violência entre outros. A partir das fotografias produzidas são discutidas essas questões relativas à realidade da comunidade e outras questões como família, amigos e temáticas propostas pelos jovens ou por demanda das lideranças comunitárias. Busca-se, dessa forma, o enfrentamento com as situações vivenciadas, estimulando maior participação dos jovens na comunidade. Espera-se, sobretudo, que os adolescentes envolvidos consigam tornar visíveis suas capacidades obtendo maior reconhecimento na própria comunidade, valorizando as relações sociais e dando visibilidade à comunidade. A dinâmica do projeto será em primeira fase o trabalho de alfabetização visual do grupo através de exposições sobre a formação da imagem fotográfica.Nas oficinas os alunos aprendem a usar câmeras fotográficas, conceitos básicos de fotografia e a refletir sobre sua realidade, desenvolvendo um olhar de grupo sobre a comunidade, registrando o seu cotidiano para que a partir daí possa se elaborar o jornal comunitário. O projeto, que iniciou em abril de 2008, é executado por professores e acadêmicos da FURB e tem como financiador o FIA (Fundo Municipal para Infância e Adolescência). O primeiro jornal foi produzido no mês de julho, com temática relacionada às campanhas de Saúde na Rua Coripós. A proposta de continuidade do projeto no próximo semestre é a produção de mais duas edições do jornal e a realização de exposições de fotografia na comunidade e na Universidade com o objetivo de valorizar o trabalho dos envolvidos, reforçar sua auto-estima e mostrar a realidade dessas comunidades periféricas a partir do olhar de seus jovens moradores.